Sobre Administração
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O Talento e a Cultura Organizacional
Postado por Gustavo Periard em 24/07/2008
Categoria: Gestão e Liderança
Assim como qualquer pessoa toda empresa tem o seu jeito de ser, crenças e valores profundamente arraigados e normas que não estão escritas em nenhum lugar, mas que todos sabem que existem. Cultura organizacional é isso. Esse jeito de ser, essa personalidade que foi sendo construída no decorrer do tempo. A cultura influencia no modelo de gestão, no estilo da liderança, no grau de comprometimento da equipe. Veja como usar a cultura para melhorar a sua performance.
Decifre a cultura da sua empresa. Você já parou para pensar como as coisas realmente funcionam no seu local de trabalho? Preste atenção principalmente no estilo de liderança da alta administração. Como é a postura, grau de inovação, disposição para mudar? Podemos ir até mais fundo e ficar atentos ao modo de se vestir das pessoas, as instalações físicas, móveis e equipamentos, tudo isso nos dá uma idéia clara do grau de arrojo, modernidade ou formalidade que imperam na organização.
Adapte-se a cultura. Não gostar de alguma coisa e tentar mudar é normal, mas não gostar de nada não é nada saudável para a sua carreira. Perceba o quanto suas crenças e valores são compatíveis com os da empresa em que trabalha. Caso o seu jeito de ser literalmente não combine com os da empresa o melhor a fazer é buscar um novo rumo e não ficar sofrendo com o grau de incompatibilidade existente.
Apresente a cultura da empresa. Sempre divulgue as realizações da empresa, as políticas sociais e ecologicamente corretas, certificações de qualidade e prêmios conquistados. Faça com que seu cliente e equipe percebam que fazem parte de algo que realmente age para agregar valor à sociedade.
Estar disposto a conhecer e se adaptar a cultura da sua empresa, desde que não vá contra suas convicções e crenças, só pode fazer bem a sua carreira. No final das contas é sempre o jeito de ser, a personalidade de qualquer negócio que determina o seu sucesso ou fracasso.
Paulo Araújo
Site: www.pauloaraujo.com.br
E-mail: contato@pauloaraujo.com.br
Crie hábitos vencedores
Postado por Menegatti em 23/07/2008
Categoria: Carreiras
OUVIR é maior virtude das relações humanas…
Em um curso de liderança o professor pediu para que os alunos fizessem uma breve apresentação e dissesse às razões que o levaram a participar deste treinamento.
Quando chegou à quinta pessoa do grupo o professor pediu para que ele dissesse o que sua colega que acabara de se apresentar havia dito.
- AH? Foi o único som que saiu da sua boca. Ele estava tão ocupado pensando do que iria dizer a seu respeito na hora da sua apresentação que teve que pedir desculpas a sua colega, pois não havia escutado uma só palavra.
Então fui pesquisar o que interfere para que você ouça com atenção:
- Você está esperando para falar.
- Você está aborrecido
- Você está pensando em outro assunto
- Você pensa que sabe o que a outra pessoa vai dizer.
- Você está com pressa
- Você está zangado
- Você está cansado, com fome ou sede, sentindo calor ou frio.
Muitos líderes mesmo anunciando que as portas estão abertas não sabem ouvir e os subordinados em contrapartida deixam de expor seus sentimentos por medo do que poderá acontecer ou por receio de serem totalmente ignorados. “Meu chefe adora ouvir nossa opinião ele costuma sempre dizer. Nas nossas reuniões nossos funcionários entram com suas idéias e saem com as minhas”. Em resumo ele não ouviu nada.
Por que nos tornamos tão maus ouvintes? A grande falha ocorreu no sistema escolar, dando muita ênfase à ensinar, a ler e a escrever. O treinamento para ouvir vinha por forma de advertência: “preste atenção”, “ouçam”, “abram os ouvidos”. Ingressamos no mercado de trabalho lendo, escrevendo bem, sendo que a necessidade do mercado é três vezes maior de bons ouvintes.
Então o que podemos fazer para nos tornar bons ouvintes:
- Esteja atento e demonstre isso. Mantenha um bom contato visual, acenando com a cabeça.
- Preste atenção não só ao que é dito, mas também como é dito.
- Interprete o que as mensagens não verbais querem dizer.
- Não adianta só ouvir, mas entenda o que está sendo dito.
- Faça um resumo do que você ouviu, para checar se você entendeu a mensagem corretamente.
Na prática, aprender a ouvir requer paciência, disciplina e autocontrole, o que não é fácil. Mas, sabemos que a única maneira de mantermos pessoas ao nosso lado é ouvindo o que elas têm a dizer.
Acesse: www.menegatti.srv.br
A Crise Gerencial Brasileira
Postado por Carlos Hilsdorf em 21/07/2008
Categoria: Carreiras, Gestão e Liderança, Marketing, Planejamento
Vivemos no Brasil uma crônica crise gerencial cujos efeitos vêm se tornando cumulativos e extremamente visíveis nos dias atuais.
É fato comum professores, conferencistas e consultores receberem briefings sobre eventos e projetos de consultoria com a seguinte frase: “Preciso que vocês dêem uma chacoalhada na minha equipe…”
Basta aprofundar um pouco a conversa para perceber que os problemas não estão na equipe e sim, no estilo gerencial a que ela está submetida. É também bastante comum ouvirmos frases do estilo: “É preciso que “eles” (a equipe) percebam que os tempos mudaram…” E o que percebemos é que os tempos mudaram sim, mas a empresa e sobretudo, a mentalidade gerencial, não.
Quantas vezes valorosos treinamentos são estruturados pela equipe de RH e os gerentes de área (os que mais precisavam estar presentes) alegam que o treinamento é para a “sua” equipe e não para ele.
As empresas estão repletas de exemplos diários de erros oriundos de tarefas mal estruturadas. Mal estruturadas por quem: por profissionais anacrônicos, acomodados, que preferem defender seu emprego com base em um conservadorismo mantenedor da visão paternalista que seus superiores têm sob uma empresa que julgam saber administrar.
Diversas empresas obtém sucesso porque as equipes (as pontas) fazem muito bem o seu trabalho, arcando com os ônus de erros oriundos de seus superiores e permitindo que estes levem a fama pelas ações que verdadeiramente trouxeram resultados à organização.
Claro que não estamos falando da classe gerencial como um todo, existem muitas exceções. Mas seja sincero, quantas destas exceções você conhece e é capaz de listar?
Os MBAs explodem em progressão geométrica e a crise gerencial continua crônica, curioso, não?!
Recentemente fui contratado por uma grande multinacional que, preocupada com os detalhes importantes de sua convenção anual, arcou com os custos de uma reunião para aprofundamento do briefing. Eu aguardava uma efetiva participação da classe gerencial no sentido de substancializar os elementos do briefing mas o que encontrei foi um gigantesco encontro de vaidades, medos e conservadorismo. Ao invés de tratarmos sobre os pontos importantes a serem contemplados no projeto, ouvi longos discursos sobre quais os assuntos deveriam ser evitados na formatação, adivinhe: os mais importantes para repensar a realidade e o negócio.
Eu pergunto: “para que fazer uma reunião sobre o não-avanço da organização?”
Não é a toa que crescem no mercado consultores vazios. Quem não tem senso crítico não agrega valor, e também não questiona. E o não questionamento favorece a quem? Aos profissionais que defendem seu emprego, seu status e sua posição com todos os meios menos a competência que se espera deles por definição: gerentes existem para implantar mudanças!
Vivemos num universo de equipes de talento sufocadas por gerencias incompetentes. Alguém que não sabe lidar com pessoas e processos não pode ser um gerente; alguém que acredita que mudança é algo que ocorre a sua revelia e sem sua visceral participação, não serve para gerenciar processos e pessoas. Uma grande parte da classe gerencial está se defendendo muito e produzindo pouco. Está na hora da meritocracia sair do papel e ganhar o mundo real e, para nosso bem é bom que ela comece pela classe gerencial. Digo isto em nome de todo os profissionais altamente competentes que conheço em empresas engessadas por profissionais parasitários que não fazem jus ao seu cargo, remuneração e oportunidade. Se queremos mudar o Brasil e as empresas que aqui atuam, temos que começar mudando a classe à qual cabe a estruturação das tarefas que permitirão a mudança. O resto é discurso vazio e empresas não vivem de discursos, vivem de resultados.
* Carlos Hilsdorf
Você estabeleceu metas?
Postado por Gustavo Periard em 21/07/2008
Categoria: RH e Motivação
* por Prof° André Vincícius
Você planeja sua vida? Quais as suas metas para este ano? Aonde você quer chegar? Você traçou seus objetivos? Lembre-se de que quando não sabemos onde queremos chegar, todos os caminhos nos levam ao nada. Por isto é de extrema importância que você tenha suas metas estabelecidas. Mas como fazer isto?
Devemos anotar as nossas metas a curto, médio e longo prazo. O que você pretende fazer em três meses? Onde você deseja chegar nos próximos seis meses? E para daqui a dois anos? Quais são as suas perspectivas?
As metas são o fator gerador de superação. Através das metas conseguimos ser melhor do que fomos no dia de ontem; A partir do estabelecimento de metas temos um referencial para crescermos.

Desenvolva o seu plano de metas. Neste planejamento deve constar o que você deseja conquistar e o que deverá fazer para chegar neste objetivo; estabeleça um prazo para a conquista e trabalhe incansavelmente porque nada substitui a determinação na busca por resultados;
Tenha sempre o seu planejamento em mãos, porque no meio do caminho, surgirão obstáculos e muitas vezes nos sentiremos incapazes de seguir adiante; Nesta hora é preciso buscar a motivação para lutar; então, olhe para o seu planejamento e pense em tudo e todos que desejam ver o seu sucesso; pense no caminho percorrido; no tempo e recursos aplicados e dê mais um passo em busca do que você deseja;
Divida sua meta em etapas para que você possa saborear pequenas conquistas ao longo da sua caminhada; Vamos ver alguns exemplos, ok?
Você está pensando em fazer uma faculdade, mas nessa hora começa a pensar no investimento, no tempo dedicado ao passar 4 ou 5 anos no banco da escola; Seu objetivo parece uma tarefa árdua. Neste momento é preciso fazer o seu planejamento:
Vamos dividir o período de duração do curso em etapas, fazendo com que ao término de cada semestre, você tenha uma etapa concluída. Desta forma, calcule o investimento para esta fase e coloque o benefício de cursar o ensino superior: Exemplo: Terei melhores oportunidades de emprego; Concorrerei a cargos mais altos em concursos públicos, etc. Ao término desta etapa comemore com um jantar, uma festa, um passeio, ou algo que lhe dê prazer e assim você conseguirá vencer as outras etapas fazendo com que a sua missão torne-se mais suave.
Este planejamento poderá ser aplicado a qualquer objetivo que você tenha na vida: A compra do seu carro; o sonho da casa própria; a preparação para o casamento; a aquisição de um equipamento; uma viagem, etc.
Muitos projetos fracassam porque as pessoas sofrem por antecipação; As conquistas são feitas de pequenas ações; a cada passo você chega mais perto de seus objetivos; a cada dia de trabalho árduo você se aproxima do seu sonho; Mantenha o foco sempre no passo seguinte; Leia, releia e concentre-se no seu objetivo. Bom planejamento e não esqueça de me convidar para comemorar a sua conquista!
ACESSE: www.andrevinicius.com
O que acontece com quem perde…
Postado por Menegatti em 16/07/2008
Categoria: Geral
A maioria das pessoas transformou as relações interpessoais em um jogo. Onde uma pessoa satisfaz as suas necessidades à custa da outra. Essa abordagem ganha-perde pode sair muito cara para ambos os lados. Em todo tipo de competição quem perde sempre terá ressentimentos.
Lembre-se de como você se sentiu quando seu cliente mais importante ameaçou cancelar o contrato com sua empresa. Quando seu chefe chamou sua atenção na frente dos seus colegas de trabalho. Qual foi a sua reação? Quais foram seus sentimentos em relação à outra pessoa? Quais foram os efeitos no relacionamento?

Em situações como esta, a pessoa que está sendo dominada recorre a mecanismos defensivos para lidar com o poder. Algumas declaram guerra abertamente; outras se desligam; outras se retiram e tornam-se deprimidas. Listei aqui alguns tipos mais comuns de comportamento:
Primeiro sintoma: Lutar
Neste caso a forma como as pessoas reagem é através da vingança. Quantas pessoas já boicotaram informações prejudicando uma negociação. Deixaram de dar um recado importantíssimo de um cliente. Atrasos de relatórios para prejudicar outro departamento. Maridos e esposas ficam sem conversar durante dias. Estes são alguns tipos de reação. Mas existem muitas outras formas sutis e manipuladoras das pessoas reagirem.
Segundo sintoma: Fugir
Nesta opção você simplesmente escolhe abandonar a relação, seja mental ou fisicamente. Em casos extremos você sai da empresa ou evita completamente a outra pessoa. Várias pessoas abandonam uma relação mentalmente, mas não fisicamente. As empresas estão cheias de pessoas mortas andando pelos corredores.
Terceiro sintoma: Desistir
Nesta opção você entrega seus pontos porque não tem outra escolha ou não quer se incomodar. Seja qual for à razão você concorda ou anula suas idéias. Essa decisão é muito perigosa porque você danifica sua própria auto-estima quando suas necessidades não estão sendo satisfeitas. O resultado dessa atitude pode não ser saudável, porque mais tarde poderão ocorrer reações de vingança ou de explosão por reprimir seus sentimentos.
Quando você entra em um jogo por querer ou porque alguém o colocou lá, o que você deverá fazer para que os relacionamentos não sejam danificados? Faça concessões em favor da harmonia. Fazer concessões não significa negar o que é certo ou errado; significa simplesmente admitir que ambas as partes possam estar, em partes certas e em partes erradas. Se você tiver a harmonia como fim, então a concessão é o meio. A maioria das pessoas está disposta a ceder 50-50, mas por concessão, ambas as partes estão dispostas a ceder 45-45 e os 10 por cento restantes, forma o elo de harmonia. A boa concessão termina geralmente com um sorriso e um aperto de mãos.
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