O Marketing mudou. E você?

Postado por Gustavo Periard em 10/06/2008
Categoria: Marketing

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

Nelson Rodrigues sempre é citado para dizer que a unanimidade é burra, mas talvez possa haver uma exceção para o Marketing. Afinal, a cada dia que passa engrossa a lista de profissionais e empresas que são unânimes em olhar o mercado de outra forma, pois o mundo está em constante transformação, o consumidor mudou e as estratégias de Marketing também.

O que nos faz lembrar Nelson Rodrigues é que ainda há quem não tenha esta visão e erre justamente por não se enquadrar neste novo cenário. “Estamos vivendo uma quebra de paradigma”, afirma Alberto Cerqueira Lima, Presidente da Copernicus Marketing Consulting no Brasil, consultoria em estratégia das mais requisitadas pelas maiores empresas do país, como Oi e Ambev.

“O mundo é outro”, concorda Flavio Salles (foto), sócio-diretor da Sun-MRM. “O meio digital virou o Marketing de cabeça para baixo. O ambiente tecnológico inovou a forma como as pessoas se relacionam com as marcas”, comenta. “Todas as melhores práticas tiveram que ser revistas. Todo mundo está tendo que reinventar a roda com o carro andando”, aponta em entrevista ao Mundo do Marketing.

Confusão teórica
Cerqueira também acredita que muitos conceitos já caíram por terra. Para o especialista, o momento atual é diferente de uma revolução, como aconteceu com a criação do carro. “Quando se tem uma revolução é mais fácil perceber”, explica. “O que está havendo agora é uma mudança profunda de tudo e isso faz com que os profissionais de Marketing não consigam apreender (as mudanças)”, ressalta.

Para o Presidente da Copernicus, o erro está nas palavras. Quando se fala em um evento promocional ou material de merchandising as pessoas sabem o que é. “Mas a realidade do nome propaganda, por exemplo, não existe mais. Por isso, as coisas precisariam ser renomeadas. Com este pensamento, as agências não deveriam mais usar o nome plano de mídia e sim, plano de contato. Essa mudança é para que as pessoas pensem diferente, pois os mesmos nomes são uma arapuca”, garante.

Mesmo não enxergando o novo cenário, ainda há empresas que obtêm lucro. “Eles diminuem custos operacionais, fazem programa de qualidade e tem uma demanda tradicional”, elucida Cerqueira. “Em estudos realizados, sabemos que até 70% das compras são inerciais. As pessoas compram porque precisam comprar margarina e shampoo, por exemplo. Tem produto que chega a vender 95% por necessidade. Hoje a demanda está muito aquecida”, diz em entrevista ao site.

Produtos demais
Para os produtos cuja demanda não é tão alta, aprofundar o conhecimento sobre o consumidor é o melhor caminho para conquistá-lo. “É preciso saber o que ele gosta, o que ele faz, como ele consome. São estas informações que indicarão a forma de falar com o consumidor de maneira relevante e pertinente”, atesta Flavio Salles. “O processo de comunicação hoje é muito mais customizável. Com um bom banco de dados você segmenta o cliente usando ferramentas estatísticas de acordo com o perfil dele”, completa.

Atender às novas demandas e acertar na mosca o desejo do consumidor é outro desafio. Somente no último ano, mais de 269 mil produtos foram lançados, uma média de aproximadamente 22,5 mil a cada mês. Diversos institutos de pesquisa, como a Nielsen, apontam que a maioria destes novos produtos, em torno de 80%, fracassa. “O consumidor diz que quer opção, mas não é bem assim. Hoje a segmentação é cada vez mais complexa. O consumidor tem uma atitude para uma categoria de produto e outra reação com outra categoria. Depende de muita coisa, de ocasião de consumo. Uma pessoa que usa um relógio Rolex não quer dizer que é consumidora de artigos de luxo”, pondera Alberto Cerqueira (foto).

Hoje a experiência no ponto-de-venda é fundamental. De acordo com Cerqueira, o consumidor precisa tocar e experimentar o produto. “As comparações de preço na Internet e a mídia servem apenas como um convite para a pessoa viver uma experiência no ponto-de-venda”, afirma. “Empresas como a Apple e a Adidas já acordaram para isso e a virada que elas deram mostra muito bem. Já as grandes empresas de consumo de massa têm mais dificuldade”, acredita. “Os clientes pedem cada vez mais soluções fora da caixa, mas às vezes acaba no tradicional e o inovador não acontece”, completa Flávio Salles.

Caso de Sucesso
A fórmula é simples. Quem aposta no novo obtém resultado. É o caso da SulAmérica. A empresa vai além de oferecer seguro. Em São Paulo, ela criou a Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM, no ar 24 horas por dia transmitindo informações e dicas sobre o trânsito de São Paulo. Com forte presença da concorrência no segmento de seguros de automóveis, a SulAmérica oscilava, antes do lançamento da Rádio Trânsito, entre a 4ª e a 5ª posição na cabeça das pessoas quando perguntadas sobre seguros de veículos.

“Decidimos que não investiríamos mais em São Paulo se não fosse em algo impactante e relevante para a vida de quem mora na cidade”, disse Zeca Vieira (foto), Diretor de Marketing corporativo da SulAmérica. Hoje, a empresa detém 16% de market share e comemora o aumento nas vendas. “Dobramos o share of mind, que era a principal meta, além de aumentar as vendas e a lembrança da marca”, completa em recente entrevista ao Mundo do Marketing.

Zeca Vieira mostrará os detalhes do Caso de Sucesso da SulAmérica, que também colhe frutos da Campanha de Incentivo ao uso da bicicleta no Rio de Janeiro, no Seminário Marketing 360º. O evento acontece entre os dias 26 e 27 de junho, no Rio de Janeiro, e também terá palestra de Alberto Cerqueira Lima, Presidente da Copernicus Marketing Consulting no Brasil, e de Flavio Salles, sócio-diretor da Sun-MRM.

FONTE: Mundo do Marketing

Cerveja DEVASSA - Grandes Marcas

Postado por Gustavo Periard em 06/06/2008
Categoria: Grandes Marcas

Quem conhece vira amante! É o tipo de cerveja que te pega pelo colarinho, te seduz pelo aroma e faz você se apaixonar de vez pelo paladar. A cerveja DEVASSA com seu iconoclasta slogan “Um tesão de cerveja”, está na boca do povo literalmente.

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A história

A história da marca começou quando no mês de maio de 2003 foi fundada a União das Devassas Cervejaria Ltda., com a entrada de Joca Muller na sociedade já formada por Marcello (Cello) Macedo e Marcelo do Rio, que desde 2002 já serviam, em seu bar na Av. General San Martin 1.241, no Leblon, Rio de janeiro, a CERVEJA DEVASSA, uma fórmula exclusiva de cerveja, encomendada e fabricada em forma de terceirização, ao mestre cervejeiro André Nothaft. Em agosto do ano seguinte, com a conclusão da montagem da fábrica, localizada na Rua Santo Cristo, bairro de Santo Cristo, zona portuária do Rio de janeiro, e com produção mensal de 8 mil litros e capacidade para até 55 mil litros, foi iniciada a fabricação da DEVASSA, produzindo as cervejas DEVASSA LOIRA (pilsen) e DEVASSA RUIVA (pale ale), antes fabricada pela Brewtech.

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A cerveja tornou-se, rapidamente, pequeno ícone de uma cidade acostumada a construir mitos. A produção começou com 8.000 litros por mês escoados apenas pelo miúdo bar do Leblon. A decoração descontraída, o cardápio com petiscos típicos de boteco e o chope servido com três dedos de creme caíram no gosto dos clientes e a DEVASSA também. Em 2004 a marca passou a ser comercializada nas lojas do Pão de Açúcar do Rio de Janeiro, ganhando mais visibilidade no mercado. Em maio de 2005, a cervejaria lançou no mercado a versão escura de sua cerveja, a DEVASSA NEGRA (dark lager). A DEVASSA vinha agradando não só aos brasileiros, mas também a consumidores de outros países.
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Em 2005, a marca iniciou um bem-sucedido movimento de internacionalização, quando um distribuidor inglês quis vender o produto em pubs londrinos. Ao ver a cerveja citada numa reportagem, foi o inglês que se interessou pela importação do produto, no sentido inverso ao habitual. Hoje, a cerveja Devassa é vendida em mais de 14 pubs de Londres e recebeu, em 2005, um prêmio de melhor cerveja brasileira vendida na Inglaterra, dado por uma revista inglesa. Tanto sucesso chamou a atenção de cervejarias maiores, e no dia 6 de agosto de 2007, o Grupo Schincariol, comprou por R$ 30 milhões 70% da União das Devassas Cervejaria (UDC). A empresa assumiu as marcas da UDC, a unidade de produção e a estrutura de distribuição. Os proprietários atuais da UDC, Marcelo do Rio e Cello Macedo, continuaram como sócios e como gestores das franquias, que englobam três estabelecimentos próprios e 10 franqueados.
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A DEVASSA então passou a utilizar as 12 fábricas da Schincariol espalhadas pelo país para produzir o chope e a cerveja da marca. Como a produção é toda artesanal e as bebidas não são pasteurizadas, precisam ser fabricadas o mais próximo possível do local onde serão consumidas.

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Os tipos de cervejas

A cervejaria produz atualmente quatro tipos da cerveja DEAVASSA. Eles seriam os quatro tipos de mulheres brasileiras que chamam mais a atenção, afinal, todas as cervejarias normalmente só possuem a loira mas a DEVASSA não:

DEVASSA LOIRA: Em chope ou long-neck, é a cerveja tipo Pilsener ou Lager, feita com maltes selecionados. É leve, refrescante e tem um sabor muito mais apurado do que o das Pilseners comuns.

DEVASSA RUIVA: Em chope ou long-neck, é encorpada, feita com maltes importados, tem cor avermelhada e é extremamente cremosa. É uma Tropical Ale. Ou seja: uma Ale com ginga, cheia de malandragem.

DEVASSA NEGRA: em chope ou long-neck, é uma cerveja escura produzida com maltes especiais. Deliciosamente cremosa, tem um paladar marcante, amargor moderado e aroma de café.

DEVASSA ÍNDIA: cerveja inspirada na tradicional Ale britânica, com alto teor alcoólico, amargor intenso e forte aroma de lúpulo.

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Os bares

Atualmente existem 12 bares DEVASSA (11 no Rio de Janeiro e 1 em São Paulo), que servem como importante ferramenta de marketing para a marca. Só a decoração já vale a visita: mesinhas de madeira, piso lembrando o calçadão de Copacabana, iluminação gostosa e aconchegante, criando um clima descolado para encontrar amigos. Nas paredes, o toque especial são as reproduções de imagens dos tanques de fabricação, ajudando a criar uma sensação de que você está tomando uma DEVASSA no local onde ela foi criada. Mas o show fica mesmo pela maneira que a DEVASSA instituiu para servir o chope. Logo após a produção os barris seguem para os bares da rede e permanecem armazenados em câmaras frias. De lá, o chope é conduzido por uma tubulação subterrânea a 3 graus negativos até chegar ao balcão, em torneiras belgas, para enfim ser lentamente despejado na temperatura ideal no copo. O cardápio dos bares foi criado com petiscos e guloseimas especialmente para serem consumidos com cada determinado tipo de cerveja DEVASSA.

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A fábrica

Essas deliciosas cervejas são produzidas em uma fábrica, 1.200m² e uma capacidade de produção de 1 milhão de litros/mês, localizada no bairro de Santo Cristo na cidade do Rio de Janeiro. Lá são fabricados os três tipos de cerveja e os três tipos de chope (loura, ruiva e negra). A produção artesanal, os maltes selecionados e importados utilizados na sua fabricação e sua formula única fazem com que a cerveja tenha um sabor único. Além de um conceituado mestre cervejeiro, a fábrica conta com um laboratório para desenvolvimento de novas cervejas e até dos novos sabores.

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O conceito

DEVASSA é uma cerveja que nasceu pra ser cult. Começa pelo nome: uma cerveja que se auto-proclama “Devassa” deve ser, no mínimo, espirituosa. Alguém que vale a pena conhecer. No universo das cervejas, marcado por uma corrida desenfreada pela garota-propaganda mais gostosa, de repente, surge uma pequena marca que tira sarro de tudo isso. DEVASSA é o escracho, uma gostosa maneira de você tirar uma onda. Ela é tudo que as outras cervejas gostariam de ser, mas morrem de vergonha. E, só de curtição. DEVASSA vem nas versões loura, ruiva e negra. Fetiche completo. DEVASSA é um estado de espírito. Aquele astral que atrai coisas boas, pessoas interessantes, papos divertidos. Pedir uma DEVASSA tem também uma certa dose de “segundas intenções”. DEVASSA suscita azaração. Se não fosse pra ser assim, o nome poderia ser qualquer um, menos este. Mas não é só isso. Devassa é descompromisso. Quem bebe procura liberdade. Nada de fazer tipo, caras e bocas, fingir ser o que não é. DEVASSA é autêntica. Deboche, escracho, carioquice, e boa dose de sem-vergonhice. DEVASSA faz a vida ser mais gostosa. É um tesão de cerveja.

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Os dados
● Origem: Brasil
● Lançamento: 2003
● Fundador: Joca Muller, Marcello (Cello) Macedo e Marcelo do Rio
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Grupo Schincariol
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Diretor executivo: Marcello Macedo
● Faturamento: R$ 15 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Bares: 12
● Presença global: 6 países
● Funcionários: 500
● Segmento: Cervejarias
● Principais produtos: Cervejas e chope
● Ícones: A irreverência de suas cervejas
● Slogan: Um tesão de cerveja.
● Website: www.devassa.com.br
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A marca no mundo

No Brasil suas cervejas são encontradas em mais de 500 pontos-de-venda (bares e supermercados) nas regiões sul e sudeste, além dos quiosques da marca e em 12 bares DEVASSA localizados no Rio de Janeiro e São Paulo. A cerveja também é exportada para a Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

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Última atualização em 22/5/2008

FONTE: O genial blog Mundo das Marcas.

Administrador, Negócios e Sucesso

Postado por Sérgio Dal Sasso em 02/06/2008
Categoria: Gestão e Liderança

Para crescer tem que amadurecer começando pelo reconhecimento da própria imperfeição e limitação. O mundo é uma grande tentativa de demonstração e convencimento de quem e do que pode ser melhor, aonde pessoas e negócios se fundem para uma corrida, que por mais estúpida que seja, deverá responder com fatos e fotos no dia a dia da nossa existência.

A conquista leva-nos a uma sensação de donos do destino, distribuída entre o prazer e a remuneração compatível, mas nossa real independência está no dominar a arte de transformar oportunidades de conexões em ligações dependentes.

O que integra uma rede de negócios é o grau de necessidade a ser estabelecido entre as partes. A magia desse estreitamento depende do como articularmos nossa experiência para extrair transparência entre o que se quer obter e o que se pode oferecer, acima do pão com manteiga tradicional das operações e serviços.

Colhemos pelo resultado do como trabalhamos para dotar de garantias e seguranças as nossas intenções estratégicas, incluindo planos, fases e mobilidades.

Nesse sentido, todos os apoios que conseguirmos para as integrações serão fundamentais para as garantias das execuções. As conquistas dos apoios (meios internos e externos) vêm do entendimento que os caminhos propostos sejam percebidos, longe de serem ditados, como meios facilitadores aos avanços de todos.

Rotas são caminhos formados e construídos por um fluxo continuo de pessoas que concordam entre si pelo que está sendo criado. Mais do que a palavra “parceria” devemos completar seu conceito com a praticidade das formas do como a desenvolvemos, inserindo e aceitando as contribuições importantes do conjunto em relação ao tema, sua adequação e riquezas de equações, para que as necessidades sejam de fato oportunidades de realizações.

Acesse: www.sergiodalsasso.com.br

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