O que acontece com quem perde…

Postado por Menegatti em 16/07/2008
Categoria: Geral

A maioria das pessoas transformou as relações interpessoais em um jogo. Onde uma pessoa satisfaz as suas necessidades à custa da outra. Essa abordagem ganha-perde pode sair muito cara para ambos os lados. Em todo tipo de competição quem perde sempre terá ressentimentos.

Lembre-se de como você se sentiu quando seu cliente mais importante ameaçou cancelar o contrato com sua empresa. Quando seu chefe chamou sua atenção na frente dos seus colegas de trabalho. Qual foi a sua reação? Quais foram seus sentimentos em relação à outra pessoa? Quais foram os efeitos no relacionamento?

Em situações como esta, a pessoa que está sendo dominada recorre a mecanismos defensivos para lidar com o poder. Algumas declaram guerra abertamente; outras se desligam; outras se retiram e tornam-se deprimidas. Listei aqui alguns tipos mais comuns de comportamento:

Primeiro sintoma: Lutar

Neste caso a forma como as pessoas reagem é através da vingança. Quantas pessoas já boicotaram informações prejudicando uma negociação. Deixaram de dar um recado importantíssimo de um cliente. Atrasos de relatórios para prejudicar outro departamento. Maridos e esposas ficam sem conversar durante dias. Estes são alguns tipos de reação. Mas existem muitas outras formas sutis e manipuladoras das pessoas reagirem.

Segundo sintoma: Fugir

Nesta opção você simplesmente escolhe abandonar a relação, seja mental ou fisicamente. Em casos extremos você sai da empresa ou evita completamente a outra pessoa. Várias pessoas abandonam uma relação mentalmente, mas não fisicamente. As empresas estão cheias de pessoas mortas andando pelos corredores.

Terceiro sintoma: Desistir

Nesta opção você entrega seus pontos porque não tem outra escolha ou não quer se incomodar. Seja qual for à razão você concorda ou anula suas idéias. Essa decisão é muito perigosa porque você danifica sua própria auto-estima quando suas necessidades não estão sendo satisfeitas. O resultado dessa atitude pode não ser saudável, porque mais tarde poderão ocorrer reações de vingança ou de explosão por reprimir seus sentimentos.

Quando você entra em um jogo por querer ou porque alguém o colocou lá, o que você deverá fazer para que os relacionamentos não sejam danificados? Faça concessões em favor da harmonia. Fazer concessões não significa negar o que é certo ou errado; significa simplesmente admitir que ambas as partes possam estar, em partes certas e em partes erradas. Se você tiver a harmonia como fim, então a concessão é o meio. A maioria das pessoas está disposta a ceder 50-50, mas por concessão, ambas as partes estão dispostas a ceder 45-45 e os 10 por cento restantes, forma o elo de harmonia. A boa concessão termina geralmente com um sorriso e um aperto de mãos.

Resenha: Investimentos inteligentes

Postado por Gustavo Periard em 14/07/2008
Categoria: Dicas e Notícias, Resenhas e Livros

Finalmente sobrou um tempo, da minha habitual correria, para comentar sobre o novo livro do Gustavo Cerbasi, Investimentos inteligentes, lançado recentemente pela editora Thomas Nelson, que acabei de ler. Vamos aos comentários!

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Confesso que a princípio fiquei receoso sobre o tema do livro, uma vez que sempre encontramos, em publicações deste tipo, uma linguagem completamente incompreensível, que, quase sempre, assusta o leitor e o desmotiva a ler desde as primeiras páginas.

Qual não foi a minha surpresa ao iniciar a leitura?! Este é, de longe, o livro sobre investimentos mais fácil de se entender que conheci. Com uma linguagem fácil e totalmente voltada para pessoas sem formação na área e que querem conquistar seu “primeiro milhão de reais”.

Cerbasi traz, no começo do livro, dúvidas reais que recebeu por e-mail de seu público sobre os vários tipos de investimentos existentes, o que deixa o leitor cada vez mais envolvido com a leitura. Tratando posteriormente sobre diversos outros temas interessantes como poupança, previdência privada, renda fixa, compra da casa própria, etc.

Utilizando exemplos de fácil entendimento, com informações econômicas atuais, dicas preciosas e um quê de auto-ajuda, Gustavo Cerbasi nos apresenta um mundo fantástico e cheio de particularidades, onde aqueles que querem ingressar, em busca da tão sonhada independência financeira, precisam estar muito bem preparados para não perderem seu precioso dinheiro.

O autor mostra que alcançar o primeiro milhão de reais não é um sonho tão impossível quanto parece, precisando apenas de investimentos inteligentes e bem fundamentados, além é claro, de uma bela quantia em dinheiro. Com dicas imprescindíveis a qualquer classe de investidor.

Claro que, como em quase todas as publicações da área, existem alguns exageros e falhas no que diz respeito à definição e complexidade de determinados temas. Mas nada tão grandioso que possa afetar o brilho do livro, que já é sucesso de vendas em todo país.

Com suas dicas preciosas, Gustavo Cerbasi, autor que já vendeu mais de 600 mil exemplares, desvenda, neste livro, os mistérios do mundo dos investimentos pessoais de forma simples e agradável de ler.  Desmistificando várias crenças populares que, ao longo do tempo, atrapalharam muita gente a conseguir que seus invetsimentos pessoais fossem rentáveis a longo prazo. Levando o leitor às suas próprias descobertas e constatações.  Como diz o próprio livro: “Cerbasi não dá o peixe, ele nos ensina a pescar”.

O Blog Sobre Administração leu e recomenda o livro Investimentos inteligentes, de Gustavo Cerbasi.

Acesse o mini-site e conheça mais sobre o livro, clique aqui.

Conheça também as outras publicações do autor:

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SOMOS TODOS CRIATIVOS…

Postado por Gustavo Periard em 09/07/2008
Categoria: RH e Motivação

Você sabia que são necessárias, em média, 60 idéias para se conseguir uma vitória? A média japonesa é de 61 idéias por funcionário/ano. Suas empresas incentivam erros na tentativa de descobrir algum produto, serviço ou métodos novos. A TOYOTA coloca em prática cerca de 95% das 2,65 milhões de idéias dadas pelos seus colaboradores. Já, a NISSAM considera seriamente qualquer sugestão que economize 0,6 segundos; o tempo necessário para erguer um braço.

Uma pesquisa realizada por Geog Land, envolvendo 1.600 crianças e 200 mil adultos, mostrou que 98% das crianças na faixa etária de três a cinco anos são gênios e que apenas 2% dos adultos acima de vinte e cinco anos são gênios. A questão é: onde estão os 96% das crianças que, ao se tornarem adultas e ultrapassaram os vinte e cinco anos, deixaram de ser gênios? O problema, segundo Land, está na educação repressora que recebemos dos nossos pais e professores, fazendo com que o potencial criativo das crianças adormecesse.

Maslow afirmou que: “O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescenta algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou”. Assim, concluímos que nosso potencial não está perdido, mas está aguardando o momento de despertar.

O que precisamos fazer para resgatar a nossa genialidade?

· observe a natureza: uma das fontes incontestáveis de inspiração é a natureza, e o engenheiro suíço George de Mestral que o diga. Criou o velcro depois de notar que as minúsculas hastes do carrapicho grudavam em suas meias de lã.

Uma empresa tinha um problema a solucionar: como embalar muitas batatas fritas em um espaço pequeno sem quebrá-las. Uma pequena empresa usou novamente a natureza como analogia, amontoando folhas secas e folhas verdes. Através da utilização dessa idéia criativa, a solução óbvia surgiu. Moldar batatas em formas uniformes e possíveis de empilhar antes de secarem. Munida dessa inovação, a empresa vendeu sua idéia a Procter e Gamble, e a batata frita Pringles surgiu;

· exercite-se: a criatividade é como os músculos, é um processo lento, exige dedicação, e quanto mais você treina, mais ela se desenvolve. Existem exercícios, tais como o tangram, cujo desafio é obter inúmeras soluções, propiciando, com isso, estimular a criatividade, mantendo o cérebro em constante atividade. Além disso, esse tipo de exercício supera a barreira do não: “não dá”; “não pode”; “é impossível”; “isto não vale” etc.;

· persista: “Esta geringonça tem inconvenientes demais para ser levada a sério como meio de comunicação. Ela não tem nenhum valor para nós”. Memorando Interno da Western Union sobre o telefone em 1876. “Quem se interessaria em ouvir os atores?” H. M. Warner, da Warner Brothers, no auge do cinema mudo em 1927.

Chegar ao topo até que não é tão difícil; manter-se é o problema. À medida que as empresas, atingem seus objetivos, passam a atuar com a suicida rotina. E a rotina impede a empresa de promover as sempre necessárias mudanças. O talento humano que valerá ouro hoje e no futuro é o que tem comportamento criativo. As profissões e as empresas que não fizerem uso da cabeça, tendem a desaparecer. Se você está acomodado, acreditando que as coisas não irão mudar, tome muito cuidado! Alguém com muita criatividade pode estar tomando o seu lugar.

Prof. Menegatti é conferencista em Vendas, Motivação e Liderança. Administrador de empresas, pós-graduado em Produtividade e Qualidade Total, MBA em Gestão Empresarial. Entre seus produtos estão: o Livro “Desperte seu Potencial Emocional”, CD Motivacional “Marcado para Vencer”, DVD “Campeão de Vendas”. A cada palestra, o Prof. Menegatti vem conquistando platéias de norte a sul do país. Contatos: www.menegatti.srv.br - menegatti@menegatti.srv.br

A base grita em silêncio

Postado por Profº. André Vinícius em 08/07/2008
Categoria: Geral, Gestão e Liderança

* por Profº André Vinícius

Hoje iremos abordar o tema: “Comunicação nas empresas”. Há alguns anos os livros e revistas especializadas em administração tem afirmado que a distância entre a diretoria (topo) e o chão de fábrica (a base) tem diminuído. O organograma das empresas não é mais o mesmo e a distância entre os níveis de hierarquia é menor. Mas até que ponto isto é verdade?

Irei citar alguns exemplos para que possamos chegar a uma conclusão acerca deste tema. Quando a diretoria convoca uma reunião para decidir algumas estratégias da empresa, a “base da pirâmide” participa? Será que eles podem apresentar propostas ou manifestar qualquer tipo de opinião?

É muito fácil fazer o bonito discurso sobre a importância de todos os setores para a empresa, quando na hora de comemorar a meta e dividir os lucros a base não participa. Se analisarmos a situação pelo ângulo do cliente iremos observar que a comissão de frente da organização é o funcionário que está na base. Ele é o elo entre a empresa e o cliente.

Se percorrermos grandes empresas não observamos o gerente conversando com este pessoal. Ao contrário preferem se isolar em uma sala com ar condicionado e ouvir apenas o que o supervisor tem a dizer ou as ordens que vem de cima. Enquanto isso a base grita para avisar que algo está errado e ninguém está ali para ouvir.

Este cidadão que está na linha de frente ganhando baixos salários e sem nenhum direito de manifestar opinião é o que escuta as críticas, dúvidas e sugestões do cliente e com certeza é o que mais pode colaborar para a estratégia da empresa. Ouça sua equipe em todos os níveis. Do vendedor ao auxiliar de serviços gerais. Eles com certeza possuem muitas informações úteis para o crescimento da sua organização.

RH Educador

Postado por Tom Coelho em 07/07/2008
Categoria: Geral, Planejamento, RH e Motivação

“Necessário é que se reformem as instituições humanas.
Isso depende da educação.
Não da educação que faz homens instruídos,
mas daquela que forma homens de bem.”
(Allan Kardec)

por Tom Coelho

Primeiro foi o “RH Operacional”, um velho conhecido dos profissionais da área. Trata-se do lendário DP, ou Departamento de Pessoal, berço dos recursos humanos, vinculado a questões meramente burocráticas. Um legado getulista, das conquistas perpetradas pela CLT e das garantias constitucionais.

Depois surgiu o “RH Gerencial”, com foco nas pessoas, recebendo inclusive denominações como “talentos humanos” ou “gestão de pessoas”. O intuito era valorizar o “capital humano” como grande diferencial competitivo.

Mais recentemente entrou em cena o “RH Estratégico”, uma versão com título pomposo e finalidade de aproximar o departamento das decisões corporativas, deixando de ser mero coadjuvante.

Estas três visões de RH coexistem, embora o operacional, eminentemente técnico, viceje na maioria das empresas. Se o gerencial humanizou as corporações, o estratégico voltou a distanciá-las das pessoas, diante da preocupação com o negócio e o resultado traduzido pelo azul na última linha do balanço.

Ainda que harmonizar estes três papéis seja um caminho digno de ser perseguido, um quarto propósito necessita ser considerado. Eu o chamo de “RH Educador” e seu preceito básico é instruir os colaboradores não apenas para a empresa, mas para a vida.

A razão é simples. Educar para a empresa contempla o justo objetivo de buscar a lucratividade. E educar para a vida respeita os imperativos individuais e sociais, suprindo um vácuo há muito deixado pelas instituições públicas e continuamente absorvidas pelas organizações privadas.

São missões deste RH Educador promover a qualidade de vida, mediante refeições nutricionalmente balanceadas e campanhas permanentes de combate ao alcoolismo, tabagismo e outras drogas. Desenvolver competências técnicas, comportamentais, relacionais e valorativas através de programas de treinamento em todos os níveis hierárquicos. Estimular atividades culturais e práticas de responsabilidade socioambiental. Ensinar planejamento financeiro para o bom equilíbrio do orçamento familiar. E estes são apenas alguns exemplos.

O RH não é mais ou menos importante do que qualquer outra divisão dentro de uma companhia, mas igualmente relevante, dentro de uma visão sistêmica. Porém, é o único que pode ser o esteio de transformações edificantes, porque não usa cimento e areia, números e dados como matéria-prima, mas corações e mentes.

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