Há 40 anos, um funcionário multitarefa que não era especialista em uma só área, que não se dava muito bem com a hierarquia, sempre questionando a autoridade, provavelmente trabalharia em mais de 7 empresas durante sua vida toda e não seria bem visto pelo mercado. Porém, as empresas vêm mostrando nos últimos anos que estão dispostas a pagar caro para tentar manter seus novos funcionários, da Geração Y, na empresa por muito tempo.

A Geração Y não molda apenas a estrutura da empresa (acredita-se que ela represente, hoje, mais de 25% da força de trabalho das empresas), mas também muda a forma como o mercado funciona, e esta geração trouxe um novo paradigma: ou as empresas inovam e acompanham as novas tendências, sejam elas culturais ou tecnológicas, ou vão sumir com o tempo.

Neste cenário, as pequenas empresas podem ganhar uma boa fatia do mercado, pois conseguem, através de uma boa gestão, serem dinâmicas e mutáveis, como exige o novo mercado, onde o ciclo de vida dos produtos são cada vez menores, forçando uma evolução constante. As grandes empresas por estarem geralmente engessadas dentro de suas burocracias organizacionais não conseguem responder tão rápido quanto as menores.

Outra questão importante é que a Geração Y não se atrai pela tradição e pelos clássicos, elas querem sempre o novo. Por exemplo, se você mostrar a um jovem nos Estados Unidos os carros da GM e depois mostrar os da Tesla, que é uma empresa bem menor comparada a GM, você vai ver que eles vão preferir os carros elétricos e estilosos da Tesla aos carros clássicos da GM. Esta atração pelo novo se reflete em quase todos os níveis de negócios.

Por isso, o mais importante para a pequena empresa é compreender que a fidelização do cliente desta geração é apenas momentânea e não duradoura como há 30 anos. Observe o guarda-roupa de um jovem hoje: existem roupas, calçados e acessório de diversas marcas diferentes. Eu mesmo, que participo desta geração, já possuí computadores de diversas marcas diferentes, por exemplo. Ou seja, as mudanças são constantes e muito rápidas, o acesso fácil à tecnologia faz com que tenhamos cada vez mais acesso às novas tendências, mudanças e produtos diferenciados.

Finalizando, a pequena empresa devem aprender a se comunicar com esta geração, entender o que procuram, o que desejam, como utilizam os seus produtos e serviços e o mais importante, precisam aprender a escutá-los da melhor forma possível. Assim, com a preparação e a busca constante de novas formas de suprir as necessidades desta geração, você vai ter a oportunidade de conquistar um público diferenciado, com hábitos de compra específicos e que, em sua maioria, são bem mais lucrativos.

5 COMENTÁRIOS

  1. Rapaz! Este Post foi comum uma sessão de psicanálise. A frase "se atrai pela tradição e pelos clássicos, elas querem sempre o novo." devidamente adaptada foi dita para mim por minha psicanalista.
    Explico: Embora talvez não me enquadre "oficialmente como Y", sempre fui " um funcionário multitarefa que não era especialista em uma só área" e "que não se dava muito bem com a hierarquia".
    Como eu começei a trabalhar na década de 90, onde nem de longe se pensava em Geração X, Y ou Z, pelo menos onde moro, sofrí bastante, pois minha forma de agir não "enquadrava" com a situação da empresa. Resultado: Pulei de emprego em emprego, depois de estágio em estágio. Acabei optando pela psicanálise, pois achava que o problema era eu… e era!

    Por fim, cansado, resolví empregar meu conhecimento e energia num negócio próprio. Começei ajudando a reestruturar escritórios de contabilidade á beira da falência e com o know how adquirido abri meu próprio escritório com minha filosofia de trabalho.

    Hoje, sou elogiado pelos clientes e, pasmem, até pelos eventuais fiscais que necessitam ir ao meu estabelecimento.

    Enfim, isto é mais um depoimento que um comentário, mas serve para ilustrar que mesmo que aos poucos, as empresas estão sendo obrigadas a adaptarem à força de trabalho. Na minha juventude, éramos excessão, mas hoje, este perfil de profissional já está virando a regra.

    Obrigado pelo post que, certamente passarei para alguns conhecidos.

    • Reinaldo eu acredito que a geração Y tem mais a ver com a filosofia de vida das pessoas que com a idade e com certeza você é um membro desta turma. Obrigado pela excelente colaboração como sempre.

  2. Com certeza, hoje o que manda é a empresa se adaptar ao capital humano que ela tem.
    Quem faz as empresas são as pessoas que nelas trabalham. A geração Y está mudando a forma de comportamento de todo o mercado mundial.
    Exemplos como a Google e o Facebook, empresas novas e inovadoras, já não tem aquele aspecto e manias das empresas tradicionais em que o colaborador tem um horário fixo para chegar e sair, tem regras e burocracias para cumprir uma tarefa, e não pode expor suas opiniões, essas que valem ouro, em empresas mais jovens.
    O díficil mesmo são os líderes cabeça-dura sabendo de toda essa inovação e evolução e mesmo assim continuar achando que sabem de tudo, arrogantes, com o pensamento de que "não precisamos ser assim, vamos deixar do jeito que está".
    Sempre que falam de assuntos como este, me desperta uma vontade de querer sempre inovar e com isso ter boas idéias.
    Não tenho o que reclamar, pois na empresa que trabalho os superiores e até mesmo a política da empresa sempre apoiam e dão liberdade para novas ideias, a maioria composta por profissionais da geração Y.

    • Realmente Moisés o capital humano hoje se tornou um dos principais ativos das empresas, até porque a geração Y tem se destacado fortemente dentro da área de serviços ligados a internet que é onde o capital humano é a principal moeda. Obrigado pela colaboração!

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