Se sua resposta à pergunta acima for “não”, é melhor começar a repensar o seu modelo de gestão para os próximos meses e anos. É cada vez maior o número de jovens recém saídos dos bancos das universidades que ingressam no mercado de trabalho em busca de uma boa posição, bons salários e, também, de reconhecimento profissional.

Pesquisa recente realizada pela consultoria de gestão Hay Group, feita com mais de 5,5 mil jovens mostrou que um quinto dos entrevistados já está exercendo cargo de chefia em equipes de trabalho dentro das empresas. Ou seja, subestimar esta geração pós anos 80 é, no mínimo, perigoso para a gestão estratégica de sua organização.

Por isso, se sua empresa ainda não está preparada para recebê-los, junto com suas bagagens de sonhos, vontades, desejos e ambições, muito provavelmente você ficará para trás na concorrida corrida pelo primeiro lugar no mercado. E quer saber o porquê desta afirmação? É bem simples: nenhuma organização, tenha ela 5 ou 50 anos, conseguirá sobreviver, no longo prazo, sem uma constante renovação de seus gestores, trabalhadores de chão de fábrica e, principalmente, seus altos executivos.

Apesar de muitos gestores afirmarem o contrário, é quase impossível para uma empresa de qualquer porte sobreviver por muito tempo em meio a tantas ideias novas, sem lançar um produto ou serviço tão inovador quanto o do seu concorrente.

O mesmo acontece com os colaboradores de sua empresa. Se você mantém pessoas antigas nos cargos vitais, ficará estagnado no tempo, perdendo muitas chances de ter uma ideia nova, arriscada e sensacional, que poderá gerar milhões em vendas para sua empresa. Mas, calma! Não estou dizendo que tais profissionais não são criativos ou ousados, mas digo que é sempre interessante para uma organização poder contar com a opinião de alguém que já nasceu dentro das novas tendências, usando o computador, as redes sociais, com um convívio escolar mais propenso a descobertas e troca de ideias, convívio com tecnologias mais avançadas etc..

Não estou aqui para ser o advogado do diabo, nem para dizer que você deve demitir todos os seus funcionários mais antigos e só contratar jovens, de forma alguma! Mas preciso alertá-los de que a mudança já está ocorrendo e que você não pode ficar para trás. Defendo, apenas, que uma oxigenação na força de trabalho das organizações, se bem conduzida, é algo extremamente necessário e urgente para a manutenção dos profissionais e das ideias geradas. Mesclar profissionais jovens e mais antigos será a fórmula do sucesso para as empresas nos próximos anos.

A mesma pesquisa realizada pela consultoria de gestão Hay Group apontou que 80% dos jovens entrevistados têm muita pressa de subir na carreira. Este é um fator importante que as empresas precisam estar atentas, preparando-se para lidar com a ambição destes jovens que estão entrando no mercado, e aproveitando a oportunidade de lapidá-los, a fim de criar grandes profissionais para os altos cargos de gestão da empresa em um futuro próximo.

Estar preparado para o “ataque” da Geração Y é um passo importante na gestão de recursos humanos de uma empresa. Acredita-se que exista uma crise gerencial no Brasil, onde algumas empresas não conseguem produzir grandes líderes, e é neste momento que as apostas em novas possibilidades são necessárias. Por isso, investir na Geração Y tem se mostrado uma ótima forma de criar líderes visionários e empreendedores dentro da própria empresa, sem a necessidade de buscar um profissional em uma empresa concorrente, por exemplo.

Enquanto empresas conservadoras insistem em seus modelos estagnados, sob a cultura do “sempre fizemos assim”, as empresas ousadas e inovadoras enxergam nesta nova Geração uma forma de melhorar aquilo que fazem, aproveitando as características inerentes aos “jovens tecnológicos e sociais” que estão saindo das universidades. Seja através de um Programa de Trainee, ou de um processo de estágio ou emprego, as empresas estão, cada vez mais, buscando estes novos profissionais para suprir uma necessidade de inovação antiga no mercado brasileiro.

5 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia,
    Artigo muito pertinente, sou da geração Y e vejo que este cenario esta proximo. Creio que algumas empresas não adotaram porque os Y´s podem requerer uma forma de recompensa diferente dos X´s. Atualmente estou no 3° ano de ADM e pretendo continuar em seguida com um MBA.
    De fato a mistura das duas gerações une Experiencia de mercado (X´s) com a inovação tecnologica/ maneiras diferentes de fazer as coisas (Y´s).

    Sendo assim, ja deixo meus PARABENS pelo artigo.
    e vamos acompanhando as mudanças nos cenarios.
    Abraço a todos.

  2. Olá Gustavo,

    Empresas para sobreviverem terão que mesclar as 3 gerações atuais e a quarta geração, a Z, que logo-logo chegará ao mercado de trabalho. Inovar sempre é a regra para a sobrevivência. Inovações tecnológicas, de gestão, de processo e marketing. Terá sucesso a organização que conseguir conduzir de maneira gradual e constante a mudança de paradigma na forma de trabalhar que vem acontecendo. Entender a forma de pensar da geração Y é fundamental, não só suas qualidades, mas também seus defeitos, e aí sim, a mescla com profissionais de outras gerações se faz necessária.

    Abraço!

  3. Minha filha tem 16 anos e trabalha ha quase dois numa empresa. De uns tempos para cá tem sofrido com a chefia toda geracao X , que nao aceita suas sugestoes sobre os modos e rotinas de trabalho. Quer pedir a conta e esta sem nenhum medo disso. Confesso estar meio assustada pois eu sou geracao X e achava que um emprego deveria ser para a a vida toda… agora, lendo um pouco mais sobre geracao Y, estou entendendo o comportamento dela… e acho que a empresa dela vai perder um talento por insistir em modos pra lá de antiquados de rotinas de trabalho..

  4. isso é bem normal a muitos anos, só que vai trocando os codinome.
    quando comecei, também foi por baixo através do menor aprendiz (uma ótima maneira de receber a geração Z) e se integra a Y diretamente.
    ótimo post.

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