Quem vivenciou a internet comercial nos seus últimos 10 anos presenciou as diversas mudanças que ela trouxe, não apenas na forma da transmissão da informação, mas também na forma como interagimos e fazemos negócios.

Porém, acredito que uma das maiores quebras de paradigmas que a internet proporcionou foi a transferência do uso de hardware e softwares domésticos para os poderosos mainframes de empresas como o Google.  Este fenômeno mudou completamente a forma que muitos usuários passaram a trabalhar com as suas ferramentas de escritório e gerenciamento. Acredito que, nos próximos anos, existirá um aumento ainda mais sensível deste cenário.

A principal causa desta mudança veio com as chamadas “empresas.com“, que entenderam que a nossa necessidade é pela informação e sua manipulação, e não simplesmente por termos hardwares e softwares para isto. Por exemplo, anteriormente todos os emails eram enviados por softwares instalados nos computadores, porém com o surgimento do webmail, passou a existir uma migração grande de usuários dos softwares domésticos para o webmail, até que este passou a representar a maioria dos acessos de hoje. Neste caso, fica óbvio que vamos procurar a forma mais fácil de suprir nossa necessidade, uma vez que um webmail já vem configurado e pode ser acessado de qualquer lugar e a qualquer hora, ao contrário de um software específico instalado em seu computador.

Este fenômeno aumentou ainda mais com o advento da Web 2.0, onde os usuários estão desenvolvendo e manipulando informações dentro de interfaces Web. Neste cenário, vamos observar, por exemplo, o uso backups que podem ser feitos hoje em sites específicos ao invés de hardwares próprios, possibilitando assim economias significativas.

Até mesmo as aplicações de escritórios, onde a Microsoft tem praticamente um monopólio com sua suíte do Office, possuem hoje alternativas dentro do contexto da Web 2.0. Com o Google Docs, é possível utilizar ferramentas de edição de texto, planilhas, apresentações, e, além disto, permitir o trabalho colaborativo, uma vez que é possível compartilhar a edição e visualização dos documentos gerados.

Assim, acredito que empresas como a Microsoft, que apesar do esforço, não responderam de forma eficiente dentro da internet, deverão se preparar para perdas significativas de participação de seus produtos dentro dos mercados no longo prazo. O que permitirá o surgimento de novas empresas dentro de mercados antes impossíveis de serem penetrados, graças às barreiras de entrada criadas pelo monopólio de algumas empresas que dominavam o mercado de softwares.

E para finalizar, com o início do desenvolvimento de sistemas operacionais que existirão apenas na chamada “computação em nuvem”, (serviços como o Games on demond são um exemplo disso) onde o processamento dos jogos acontecerá dentro dos servidores da empresa, além de outros serviços do tipo, vão mudar completamente a forma como processamos e armazenamos a informação. Porém, deixo aqui uma pergunta intrigante, até que ponto é viável e confiável disponibilizarmos toda nossa informação em hardwares e softwares que não estão diretamente sob o nosso controle? O que você pensa sobre isso?

2 COMENTÁRIOS

  1. Ola Claudio, andei averiguando um pouco das suas idéias e modo de pensar, e me parece algo bem analisado, e de grande ajuda para mim, eu queria saber se poderia me informar algum modo de me integrar a vendas ou publicidades viaveis ao meu negocio, eu trabalho na divisa do paraná com o paraguai, e queria entrar de algum modo lucrativo e que fosse retornavel, na internet, e tenho algumas ideias como tentar iniciar um site de vendas, que outros usuarios possam acessar e expor seus produtos, para que outros possam comprar, algo como mercadolivre, o que vc pode me dizer de tudo isso?
    por favor mande por e-mail.. Muito Obrigado e bom trabalho.

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