Sobre Administração
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O que faz um empreendedor ser bem sucedido?
Postado por Gustavo Periard em 14/08/2007
Categoria: Artigos do leitor, Empreendedorismo
Todo empreendedor é alguém com visão. Os empreendedores podem ter muitas qualidades, mas todos tem uma claridade do pensamento que os permita identificar uma oportunidade e enxergar o potencial delas. Os empreendedores têm uma habilidade fantástica de pensar lateralmente e podem encontrar seu caminho quando encara um problema. Isto pode ser às vezes mal interpretado, como a criatividade, quando é encarada simplesmente como habilidade de dar o pulo do gato.
Esta forma de agir e pensar faz o empreendedor ver facilmente o todo, e através deste todo conseguir separar o joio do trigo e verificar o que de fato é importante ou não para definir a ação a ser realizada. Os empreendedores são pessoas diretas e conseguem atacar determinado problema de forma mais efetiva, procurando solucionar o problema da maneira mais rapidamente possível.
Todos os empreendedores são consumidos também por sua paixão para sua visão. É quase uma obsessão, que fornece a ele uma maior determinação e auto-confiança. Características que os distinguem da grande maioria. Eles podem até ter medo de falhar, o que é normal, mas mesmo este medo é que traz motivação para que ele trabalhe arduamente para tornar sua visão uma realidade.
Um empreendedor bem sucedido é caracterizado também por outras habilidades: como por exemplo, a capacidade de construir e gerir uma grande rede de contatos (network). Ele sabe que todos os negócios são construídos através de relacionamentos e contatos. E sabe que através destes relacionamentos irá alcançar o sucesso de seu empreendimento.
Outra habilidade está no fato de “ver cada montanha como um monte“, e tem uma capacidade extraordinária de enxergar cada problema ou obstáculo como algo que pode ser trabalhado. Isto pode até ser visto como ignorância (no sentido de não saber o que tem pela frente), mas este traço faz com que o empreendedor se prepare e encare todos os desafios que lhe forem colocados.
Por fim, os empreendedores necessitam de sorte. Afinal todos precisamos de um pouco de sorte as vezes. Muita desta sorte pode vir de suas atitudes e habilidades, como por exemplo, através de sua rede de contatos. Porém os empreendedores parecem ser ungidos pela sorte que o acompanham ao longo de toda sua trajetória. Seja nas conquistas, seja nas derrotas.
Por Andrei Lima*
* Administrador e Consultor do Sebrae em Goiás. [Blog - www.comgestao.com]
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-> Artigo enviado pelo leitor.
Integração entre setores: desafio pessoal ou cultural?
Postado por Gustavo Periard em 08/08/2007
Categoria: Artigos do leitor, Gestão e Liderança
Trabalhei, há alguns anos atrás, num setor operacional que estava em pé de guerra. Caí lá de páraquedas, mas logo tive de pegar um fuzil e disparar contra o inimigo para não ser tratado como traidor. A guerra era contra a turma do outro horário do mesmo setor.
Quando a turma da manhã saia, geralmente deixava o material que usaram, e que seria usado por nós no período da tarde, todo desarrumado, o que irritava o pessoal. Então, como represália, quando largávamos, deixávamos tudo bagunçado, para que isso desse trabalho aos que chegaríam pela manhã no dia seguinte. Uma briguinha totalmente inútil, que só prejudicava à empresa por conta do retrabalho causado.
Passei, meses depois, para o horário matutino. Tive, dessa vez, que passar para o outro lado e deixar as coisas jogadas lá para os outros arrumarem à tarde. Em compensação, tinha que perder uma meia hora logo quando chegava, ajeitando tudo que foi deixado de qualquer jeito no dia anterior pelo pessoal do segundo turno.
Os gerentes caíram em cima. Fizeram reunião e expuseram que aquilo era ridículo, e era mesmo, e nos forçaram a trabalhar direito. Trabalhamos direito, por um semana, e voltamos a bagunçar feito crianças. Após mais reclamações, tudo foi quase normalizado. Ainda, infelizmente, existe uma richa entre os dois turnos naquele setor da empresa.
Analisando, agora de fora da briga, vejo que os gerentes tinham, em parte, razão em dizer que esses problemas de relacionamento entre turmas eram causados por conta da imaturidade de alguns dos colegas. Isso faz sentido sim, já que certos funcionários, de nível de instrução baixo, constantemente especulavam e provocavam atritos entre os turnos, o que alimentava a guerra interna.
Mas o que mais contribuiu para aquele clima ruim, na minha opinião, era a cultura adotada pela empresa. Por algum tempo, o que era pregado pelos gestores da organização era a política do “empurra com a barriga”. Uns adoravam protelar as coisas que deveriam fazer, outros jogavam a batata quente na mão de quem não tinha nada a ver, e ainda alguns simplesmente não cumpriam com suas obrigações propositalmente, pelo fato de terem proteção dentro da organização.
Integração entre seções da empresa é algo de extrema importância. Quando se consegue fazer com que todas as partes da corporação funcionem em conjunto, todas as atividades são agilizadas, os conflitos internos são amenizados, a comunicação interna é melhorada e passa a ter menos ruídos. Em suma, todos ganham quando todos trabalham unidos.
Porém, quando uma empresa preserva a cultura da falta de respeito e consideração entre gestores, premia a deslealdade visando somente os resultados e não dá a devida atenção ao seu RH, a integração é algo quase impossível de ser conquistado.
por Gabriel Galvão
www.administrando.wordpress.com e www.admemdebate.blogspot.com
Senso de administração
Postado por Gustavo Periard em 14/07/2007
Categoria: Artigos do leitor, Geral
por Gabriel Galvão
Hoje vi uma notícia triste na TV: numa escola pública, localizada na minha cidade natal (Paulista, em PE), várias crianças passaram mal após terem comido a merenda do dia. A vigilância sanitária bateu lá e constatou que a cozinha e a despensa da escola estavam em péssimo estado de higiene e limpeza. Lógico, a culpada foi a diretora da escola, que demonstrou que não dava a mínima para a saúde dos alunos que ali se alimentavam, sendo muitas vezes a única refeição do dia para eles.
A partir dessa situação, lembrei de outras que também retratavam descaso nos atos de gestão por parte das pessoas responsáveis por entidades públicas ou privadas. Pessoas essas que não tinham qualificação nem aptidão para gerir qualquer estabelecimento, independente do porte. Pessoas que não têm, ao meu ver, “senso de administração”.
Chamaria de senso de administração a habilidade intuitiva de administrar. Aquele jeitinho que certas pessoas têm de lidar com as outras fazendo com que elas trabalhem para o bem da instituição, mesmo sem ter tido qualquer lição acadêmica de como fazer a correta gestão dos funcionários.
Vemos muitos exemplos contrários ao senso de administração em orgãos públicos e empresas familiares. Na esfera pública, geralmente acontece aquela (não boa) e velha politicagem, que coloca em altos cargos pessoas que não têm qualquer noção de como fazer para que os cloaboradores exerçam suas tarefas de forma tal que a organização progrida sempre. No lugar da evolução vem a degradação do bem público e os gastos exorbitantes, quando os escolhidos para administrar tão importantes empresas usam-na para o bem próprio e jogam nosso suado dinheiro na vala.
Quanto às empresas familiares, creio que todos conheçam um ou outro caso de algum estabelecimento fundado por uma família onde o dono nomea a mulher como diretora, mesmo ela não entendendo nada vezes nada do negócio, ou quando uma empresária confia ao seu filho, formado em astronomia, a administração de uma filial de sua rede de lojas de peças de moto. Existe por trás disso a boa vontade e esperança de que, aos poucos, tais pessoas iriam “pegar o espírito da coisa” e conseguiriam gerenciar satisfatoriamente. Pois eu digo que “pau que nasce torto nunca se endireita”, e se essas pessoas demonstram claramente que não iram tocar o negócio da forma certa, não é amanhã que elas dormirão astrônomas e acordarão administradoras.
Por outro lado, existem casos em que profissionais de áreas totalmente diferentes da administração têm plena e total condição para gerenciar qualquer empreendimento, pois têm dentro de si um apurado senso de administração. Vou além: conheço, inclusive, pessoas que não têm graduação nem curso técnico na área de negócios, mas que colocam no chinelo muito administrador formado que está perambulando por aí (abraço ao amigo Roberto Lima).
Então, peço encarecidamente, pelo bem da nação administradora, que, quando for escolhida uma pessoa para assumir um cargo onde a mesma terá de gerenciar sistemas, pessoas, rotinas, adversidades e outros desafios que um administrador nato tem de superar, que seja ela uma pessoa que tenha realmente as qualidades e características básicas de um verdadeiro gestor, sendo ela formada em administração ou não. Dessa forma, seria melhorada a qualidade da administração no Brasil, e a profissão ganharia muito com isso, consequentemente as empresas.
Gabriel Galvão: www.administrando.wordpress.com e www.admemdebate.blogspot.com
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Mais um texto enviado por nosso querido Leitor Gabriel Galvão!!
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Obrigado!!
Gerenciamento da Informação: Eu não sabia disso!
Postado por Gustavo Periard em 07/07/2007
Categoria: Artigos do leitor
Logo quando cheguei para trabalhar, já “levei uma chamada” do gerente. Não sei como, mas ele já estava trabalhando, e observou um detalhe que, reconheço eu, foi falha nossa. Vou explicar: no sistema que nós utilizamos para pagamento (já ouviu falar em ERP?) existem contratos virtuais inseridos, identificados por números, e estes devem corresponder com o número dos contratos reais que temos arquivados. Só que alguns números de contratos virtuais não coincidem completamente com os dos reais, porém isso não é problema para quem já está habituado com isso. Então esclareci, mas ele questionou:
“- Sim, eu entendo que vocês, que trabalham com isso todos os dias, sabem lidar com essa situação. Mas, veja o meu caso: eu, que sou o gerente, não sabia disso. Deve ser feita uma planilha com a relação de todos os contratos que estão inseridos dessa forma no sistema”.
Tenho que admitir que o cara estava certo. Não é porque eu e mais outros poucos sabemos que é o bastante. Todos na seção deveríam saber. Aliás, todos na gerência deveríam saber. A gestão da informação não foi bem nesse aspecto, e problemas poderiam acontecer por conta desse fato.
O correto gerenciamento das informações deve existir nas empresas, independente do seu tamanho, ramo de atuação, ou se é pública ou privada. A circulação da informação, de forma eficiente e rápida, logicamente sendo filtrada no que for preciso, vai fornecer às organizações a habilidade de poder decidir com mais rapidez, pois, uma vez que os gestores estarão de posse de dados importantes e atualizados, eles terão uma melhor noção do que solicitar aos seus colaboradores para sanar as necessidades da organização e estes, por sua vez, terão uma melhor compreensão do que fazer para atender aos níves superiores da empresa, já que também estarão de posse das informações necessárias para isso.
Contudo, tem dois pontos que eu acho relevantes quanto à gestão da informação na empresa que devem ser considerados:
- Deve-se analisar as informações que serão transmitidas e filtrá-las, destinando-as aos diferentes níveis da empresa (estratégico, tático e operacional), objetivando não divulgar antecipadamente, ou mesmo tardiamente, informações que poderiam atrapalhar o desenvolvimento das atividades naquele nível;
- Depois disso, deve a empresa se assegurar de que a informação está protegida e circulará dentro do ambiente de trabalho, deixando sair somente o que realmente deva ser divulgado para o público externo. Evita-se, assim, que a concorrência de alguma forma fique sabendo de algo que possa usar contra a empresa em questão.
Fazendo desse jeito, poderemos diminuir a quantidade de informações erradas, o retrabalho e o tempo entre a decisão e a execução, consequentemente as reclamações dos gerentes no nosso pé do ouvido. A empresa só tende a crescer com essa prática.
Gabriel Galvão - www.administrando.wordpress e www.admemdebate.blogspot.com
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