O Ônus da Cultura do Funcionalismo Público

Postado por Gustavo Periard em 12/11/2007
Categoria: Carreiras

*por Leandro Vieira

Parece realmente tentador: salário vitalício, benefícios garantidos pelo Estado, estabilidade, carga horária conveniente… Quem nunca desejou passar em um concurso público para dar fim às aflições motivadas pelas incertezas do conturbado cenário econômico-social atual?

De fato, milhões de pessoas em todo o Brasil têm se dedicado à exaustiva maratona preparatória para os diversos concursos oferecidos pelo setor público, em todas as suas esferas. Alguns dedicam anos de estudo, investindo não apenas tempo, mas, também, dinheiro, muito dinheiro. Cursinhos, material didático, inscrições, viagens, estadias… Se tudo for colocado na ponta do lápis, o ROI (retorno sobre o investimento) de algum felizardo deve tardar uma barbaridade.

Tudo bem, cada um sabe onde aperta o sapato e o que é melhor para a sua vida. A grande questão é que o sonho do concurso público tem gerado um prejuízo enorme para o nosso país. A lógica é simples: temos uma boa parcela de nossos talentos buscando vagas em trabalhos que não acrescentam em nada ao avanço da nação. A maior parte dos cargos públicos volta-se à operacionalização e manutenção da máquina estatal e nada mais que isso. Não estou menosprezando a grande importância do serviço público em nosso país, e tampouco me refiro aos professores e pesquisadores das nossas instituições públicas, longe disso. A questão é que apenas manter a máquina não gera crescimento econômico. É algo como uma locomotiva funcionando sem sair do lugar.

Normalmente, as pessoas que almejam um cargo público têm uma certa aversão a riscos. Entretanto, não conseguem enxergar os grandes riscos que estão por trás de suas escolhas. Enquanto se preparam para os concursos, os candidatos deixam de desenvolver as competências e habilidades extremamente necessárias na iniciativa privada. Não acumulam experiência, não fazem contatos, e colocam em seu currículo apenas os cursinhos preparatórios para concursos. Parecem nunca ter o pensamento “e se eu não passar?”.

Um concursado leva, muitas vezes, mais tempo para passar em um concurso do que um acadêmico leva para se fazer doutor. E em que contribuem os anos de estudo do “caçador de concursos” para o avanço da ciência? Em nada. E para a geração de novos negócios? Pior ainda…

Justamente, um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social de um país é a sua capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação. As modernas teorias acerca do crescimento econômico apontam a inovação como o fator mais importante, não apenas no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, como também no estímulo ao interesse em investir nos novos empreendimentos criados. Nesse cenário, surge o empreendedor como uma força positiva no crescimento econômico, fazendo a ponte entre a inovação e o mercado. Vou mais além: o empreendedor é a figura principal desse processo. Apenas pesquisa e desenvolvimento e investimentos em capital físico e humano não causam o crescimento. Essas atividades tomam lugar em resposta às oportunidades de crescimento, e tais oportunidades são criadas pelos empreendedores.

Lembrando Schumpeter, os empreendedores são os impulsionadores do desenvolvimento econômico, os responsáveis pelas mudanças econômicas em qualquer sociedade. O seu papel envolve muito mais do que apenas o aumento de produção e da renda per capita. Trata-se de iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da própria sociedade. Essas mudanças são acompanhadas pelo crescimento e por maior produção, o que possibilita que mais riqueza seja dividida pelos diversos atores sociais.

Entretanto, em nosso país a cultura empreendedora cede lugar, cada vez mais, à cultura do funcionalismo público. Por aqui, empreender é apenas a saída para os menos inteligentes, para os mais necessitados, para aqueles que não têm condições de arrumar um emprego decente ou de passar em um concurso público. Está tudo errado. A carreira acadêmica não atrai os jovens em virtude dos baixos soldos e falta de reconhecimento profissional. O empreendedorismo não os atrai em virtude dos elevados riscos e das enormes dificuldades para se fazer negócios no Brasil. O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o avanço da ciência e dos negócios, a oferta de empregos diminui, a economia estagna e mais e mais pessoas passam a almejar um posto nas instituições públicas, alimentando esse círculo vicioso.

É fundamental revertermos essa tendência e trabalharmos no sentido de fomentar a cultura empreendedora em nosso país. Quando coloco os verbos reverter e trabalhar na primeira pessoa do plural, quero puxar a responsabilidade para as nossas mãos, cidadãos comuns. Não podemos esperar que o poder público faça a sua parte, pois o Estado faz justamente o contrário: inibe a atividade empreendedora ao elevar a carga tributária e criar empecilhos burocráticos absurdos, buscando sempre financiar os altos gastos do setor público com mais tributos e endividamento. A impressão que passa é de que o Estado é um inimigo da sociedade. Já que não podemos vencê-lo, devemos resistir fortemente à tentação de nos juntarmos a ele.

* Leandro Vieira é Mestre em Administração pelo PPGA/EA/UFRGS, Administrador de Empresas pela UFPB e bacharel em Direito pelo UNIPÊ. Tem MBA em Marketing, pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) e Certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Foi professor da Escola de Administração da UFRGS. Criador e Editor do Portal www.Administradores.com.br.

A Escolha da Profissão

Postado por Tom Coelho em 20/10/2007
Categoria: Carreiras

“Antigamente publicitário era aquele que tinha largado o curso de jornalismo. Hoje, publicitário é o cara que largou o curso de publicidade.”

(Eugênio Mohallem)

 

* por Tom Coelho

Uma análise do Censo de 2000 do IBGE feita pelo Observatório Universitário indicou a correlação entre a profissão exercida e o curso superior realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma área em que se formaram, apenas 10% dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos segue o mesmo caminho.

Exame atento de outras profissões ainda nos indicará que apenas um em cada quatro publicitários, um em cada três engenheiros e um em cada dois administradores faz carreira a partir do título que escolheu e perseguiu.

É evidente que faltam vagas no mercado de trabalho. O emprego formal acabou. Se nas décadas de 1960 e 1970 o paradigma apontava como colocação dos sonhos um cargo no Banco do Brasil , na Petrobras ou em outra empresa pública; nos anos de 1980 experimentamos o boom das multinacionais e empresas de consultoria e auditoria, que recrutavam os universitários diretamente nos bancos escolares; e na década de 1990 o domínio de um segundo idioma, da microinformática e a posse de um MBA eram garantia plena de uma posição de destaque, nada disso se aplica hoje.

As grandes empresas têm diminuído o número de vagas disponíveis e são as pequenas companhias as provedoras do mercado de trabalho atual. Ainda assim, a oferta de trabalho é infinitamente inferior à demanda – e, paradoxalmente, muitas posições deixam de ser preenchidas devido à baixa qualificação dos candidatos.

Assim como todos os produtos e serviços concorrem pela preferência do consumidor, os profissionais também disputam as mesmas oportunidades. Engenheiros que gerenciam empresas, administradores que coordenam departamentos jurídicos, advogados que fazem estudos de viabilidade, economistas que se tornam gourmets. Uma autêntica dança das cadeiras que leva à insegurança os jovens em fase pré-vestibular.

Há quem defenda a tese de que adolescentes são muito imaturos para optar por uma determinada carreira. Isso me remete a reis e monarcas que com idade igual ou inferior ocupavam o trono de suas nações à frente de grandes responsabilidades, diante de uma expectativa de vida da ordem de apenas trinta anos…

O que falta aos nossos jovens é preparo. Um aparelhamento que deveria ser ministrado desde o ensino fundamental através de disciplinas e experiências alinhadas com a realidade, promovendo um aprendizado prazeroso e útil, despertando talentos e desenvolvendo competências. Um ensino capaz de inspirar e despertar vocações. Ensino possível, porém distante, graças à falta de infra-estrutura das instituições, programas curriculares anacrônicos e, em especial, desqualificação dos professores.

Em vez disso, assistimos a estudantes com dezessete anos de idade, onze deles ou mais na escola , que às vésperas de ingressar no ensino superior sequer conseguem escolher entre Psicologia e Comunicação Social, entre Arquitetura e Educação Física, entre Veterinária e Direito.

A escola e a família devem propiciar ao aluno caminhos para o autoconhecimento e descoberta da própria personalidade e identidade. Fornecer informações qualificadas e estimular a reflexão, exercendo o mínimo de influência possível. Muitos são os que direcionam suas carreiras para atender às expectativas dos pais, aos apelos da mídia e da moda, à busca do status e do sucesso financeiro, em detrimento da auto-realização pessoal e profissional. E acabam por investir tempo e grandes somas de dinheiro numa formação que não trará retorno para si ou para a sociedade.

Orientação vocacional não se resume aos testes de aptidão e questionários. Envolve conhecer as diversas profissões na teoria e na prática. Permitir aos estudantes visitarem ambientes de trabalho e ouvirem relatos de profissionais sobre os objetivos, riscos, desafios e recompensas das diversas carreiras. Tomar contato com acertos e erros, pessoas bem sucedidas e que fracassaram. Provocar o interesse e, depois, a paixão por um ofício.

Precisamos voltar a perguntar aos nossos filhos: “O que você vai ser quando crescer?”. A magia desta indagação é que dentro dela residem os sonhos e a capacidade de vislumbrar o futuro. Aliás, talvez também devamos colocar esta questão para nós mesmos, pais e educadores…

http://www.empresasvale.com.br/publish/pag_imi/0.1.1.0-tomcoelho.jpg* Tom Coelho, com formação em Publicidade, Economia, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

Para quando sair da faculdade!!

Postado por Gustavo Periard em 10/08/2007
Categoria: Carreiras

 

Ao terminar a faculdade, chega o momento de iniciar a vida profissional e planejar para que seja contínua e com empregabilidade. É necessário estar atento para que a carreira seja sempre evolutiva, se houver algum hiato é porque você relaxou em alguma área de seu desenvolvimento. Sendo assim, identificando o problema, é preciso definir ações para criar novas oportunidades, mas isso deve ser feito desde o início de sua carreira.

Nunca pare de estudar: seu conhecimento pode rapidamente tornar-se obsoleto ou insuficiente para ser relevante para as empresas. Uma nova formação acadêmica, um curso de pós-graduação ou uma língua estrangeira podem ser o diferencial relevante para uma colocação.

Agora que você terminou a faculdade é o momento ideal para vencer sua timidez. Por mais competente que seja, se não souber expressar-se nos momento decisivos, como numa entrevista para emprego, sua competência ficará oculta. Faça tantos cursos de expressão verbal ou oratória quanto puder. Se não tiver condições de investir em um, adquira ou empreste um gravador e grave-se falando. Procure ver se você concatena bem as idéias, se sua dicção é boa e se você não fala muito rápido ou muito devagar. Se ainda assim sua timidez persistir, considere como possibilidade consultar um psicólogo para que possa ajudá-lo a ultrapassar esta barreira. Ou, nos casos mais leves, quem sabe você não se desinibe em uma aula de teatro ou mesmo dança de salão? Encontre uma forma de vencer a timidez, ela é responsável por boa parte das carreiras que avançaram muito lentamente ou se estagnaram.

É provável que falte a você maturidade. Procure se expor a mais experiências de vida. Arrisque-se mais. Se possível faça uma viagem sozinho para o exterior, preferencialmente a um país que não fale uma língua que conheça. Aprenda a se virar. Faça um trabalho voluntário e entre em contato com pessoas que vivem dificuldades, mas as vivem com destemor - ajude-as.

Outros elementos fundamentais para sua carreira iniciar e avançar são: a sua imagem, fala e postura. Lembre-se que o profissional vende a todo instante a sua credibilidade. Sendo assim, tenha uma imagem que transmita isto: procure se vestir com a sobriedade, elegância e estilo de um locutor de telejornal sempre que estiver à procura de um emprego. Evidentemente faça os ajustes necessários à sua idade, cargo pretendido e empresa onde está buscando a recolocação - não apareça de terno e gravata em uma empresa que vende materiais para esportes radicais, nem deixe sua nova tatuagem à mostra ao procurar emprego em um hotel tradicional. Pense!

Você também pode estar procurando no lugar errado o início de sua carreira. A maioria dos empregos não está nas grandes empresas, mas nas empresas menores. Ao contrário do que imagina, muitas empresas de pequeno porte possuem grandes clientes e lucratividade que as permitem pagar salários elevados. Além disso, há a vantagem de se poder desenvolver e utilizar muitas habilidades em um mesmo lugar, o que é muito bom para você que está começando. Afinal as empresas menores não possuem tanta estrutura quanto as maiores, o que não significa que não tenham atrativos: dinamismo, desafios, crescimento e em muitos casos, ousadia.

Em cada uma destas ações que possam mover seu desenvolvimento rumo a um emprego, lembre-se de conversar muito com as pessoas que estão ao seu lado. Procure por aquelas que indicam você para uma nova colocação, ou influenciam alguém que possa contratar você. Não tenha ilusões, estima-se que de 60 a 80% das vagas nas empresas são preenchidas por indicação. Sendo assim, tenha interesse em conhecer pessoas e conquistá-las com uma conversa marcante, relevante e inspiradora.

No mundo corporativo, saber iniciar um diálogo com alguém extremamente importante para sua carreira de forma curta e curiosa é o que se chama de “Conversa de Elevador”. Isto é, você entrou no elevador com a pessoa que pode contratá-lo ou influenciar quem o contrate e tem somente até o andar de destino dela para falar sobre quem você é e o que deseja para sua carreira. Não seja óbvio neste momento, saiba criar a curiosidade. Por exemplo, vamos supor que você deseja ser alguém que trabalhe em um banco. Então diga: “pretendo vender dinheiro”. De fato, no banco as pessoas vendem dinheiro, se você quiser “comprar” R$ 1.000,00 o banco te vende por R$ 1.100,00 (os R$ 100,00 a mais é o que chamamos de juros). Entretanto, não pense que basta você “jogar” uma conversa mole para cima de alguém que vai ser suficiente para que consiga sua colocação. Tenha interesse genuíno por resolver problemas, aprimorar processos, produzir produtos de alta qualidade, atender com extrema atenção e cuidado todos os clientes externos e internos da empresa. Em outras palavras, não basta que você queira trabalhar em uma empresa, é preciso que você queira que a empresa ganhe. Assim, descubra quando a empresa que você procura faz um gol e veja se isto tem a ver com você. Se não tiver, procure por outra. O mundo está cansado de ser atendido por pessoas que não gostam da empresa em que trabalham. Acima de tudo, para você que está começando: seja treinável. Isto é, saiba ouvir orientações e aplicá-las rapidamente na sua rotina de trabalho.

Por último se você já descobriu quais áreas de sua vida podem parar e o que deve fazer para aprimorá-las, saiba fazer o seguinte: imagine o mundo daqui a 3 , 5 e 10 anos.

Neste mundo do futuro imagine como estará o mercado e as empresas em que pretende atuar. Qual será o seu papel nestas empresas? Neste papel do futuro, quais competências você precisará ter? Compare com aquelas que possui hoje e comece a desenvolver desde já aquelas que ainda não tem. Assim você corre menor risco de se tornar obsoleto ou de achar-se surpreendido por uma demissão. São muitas as ações que você pode fazer para desenvolver em direção ao sucesso de sua carreira.

É no futuro que você irá viver sua carreira, portanto tenha um profundo interesse por ele. Vamos em frente!

Por Sílvio Celestino*

* Vice-presidente do chapter São Paulo da Federação Internacional de Coaches, Diretor da Enlevo Coach de Executivos e autor do Livro “Conversa de Elevador - Uma fórmula de sucesso para sua carreira”.

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Precisa-se de diploma em Marketing?

Postado por Gustavo Periard em 06/08/2007
Categoria: Carreiras

 

Está em tramitação na Câmara o Projeto de Lei 6293/05, do Deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), que tem como meta a regulamentação da atividade profissional de Marketing. O texto impõe a necessidade de diploma na área para o exercício da profissão, com exceção àqueles que comprovarem exercer a profissão por pelo menos cinco anos ininterruptos anteriores à data de publicação da Lei. A proposta tramita em caráter conclusivo. Nestes casos, não há a necessidade de o projeto ser votado em plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.

De acordo com o texto, a medida é um antigo anseio de quem trabalha na área. “A regulamentação do Profissional de Marketing torna-se necessária e urgente, como forma de resguardar os direitos e salários desses profissionais, que ainda não disponham de regras”, afirma o deputado Eduardo Paes no documento. O Deputado Federal foi procurado por diversas vezes pelo Mundo do Marketing para dar mais informações sobre o projeto, mas não deu retorno aos contatos.

Em seu artigo primeiro, o Projeto de Lei define: “O Profissional de Marketing é todo aquele que desempenha atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas a criar e redigir textos publicitários, roteirizar spots e comerciais de TV, dirigir peças para rádio e TV, planejar investimentos e inserções de campanhas publicitárias na mídia, atender clientes anunciantes, produzir arte gráfica em publicidade e propaganda, gerenciar contas de clientes e administrar agências de publicidade”. O Diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) do Rio de Janeiro, Alexandre Mathias, não concorda com as atribuições designadas no documento. “Há uma confusão no Projeto de Lei. Ele mistura profissionais de Marketing com os de Publicidade e Comunicação”, afirma em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mathias acredita que a regulamentação não garantirá emprego ou representatividade a quem cursou a graduação em Marketing. Segundo o diretor da ESPM, a formação para profissionais deste ramo deve ser ampla e multidisciplinar, sendo que estes podem ter formação em outros segmentos de mercado. Ele acredita que a regulamentação pode acontecer, mas não deve haver imposição de quem deva trabalhar na área. “Pode haver a formação em Marketing, mas sem reservas de mercado. Não cabe a órgãos de classe ou a Projetos de Lei definir quem atuará. Quem define isso é o mercado. Os melhores se estabelecem”, opina Mathias.

Reserva de mercado
O presidente da Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd), Efraim Kapulski, vê benefícios e malefícios na questão. “A regulamentação de profissões de uma maneira geral tem dois aspectos: se por um lado ajuda a disciplinar o trabalho do setor, pode ser vista como uma espécie de reserva de mercado, pois é possível que muitos profissionais de marketing sejam excepcionais sem necessariamente ter uma lei regulando a profissão”, diz o presidente da Abemd ao Mundo do Marketing. “Há profissões que indiscutivelmente devem ser regulamentadas, como a de médico, por exemplo. Mas até que ponto é necessário regular a profissão de marketing?”, questiona Kapulski.

Já o coordenador geral do curso de Marketing da UniverCidade, Vitor Pires, acredita que a regulamentação profissional será benéfica para quem trabalha no segmento. “Não considero que a regulamentação criará uma reserva de mercado, mas uma salvaguarda a quem se graduou em Marketing. A lei é um amparo. Vão ser geradas oportunidades a quem é formado. Hoje, por exemplo, não há concursos públicos para a área de Marketing”, declara Pires ao Mundo do Marketing.

A regulamentação sempre foi uma das bandeiras Associação Brasileira de Marketing & Negócios (ABMN). “A medida pode gerar uma reserva de mercado, mas acho que a discussão sobre o assunto é importante. Toda profissão tem questões pertinentes a ela”, afirma o presidente da ABMN, Julio César Casares, em entrevista ao Mundo do Marketing. Casares acredita que houve uma desvirtuação do conceito de profissional de Marketing que pode ser ajustado com a regulamentação. “Marqueteiro tornou-se um termo pejorativo. Está ligado a quem se utiliza de jogadas de Marketing, que são esporádicas, e não à profissão. A regulamentação fecha portas a quem se utiliza dessas condutas”, argumenta.

Apesar da relevância de seus cargos dentro do segmento de Marketing, nenhum dos entrevistados participou da elaboração do projeto. À exceção do professor Vitor Pires, eles também não tinham conhecimento do Projeto de Lei. Entretanto, todos mostraram ter interesse e se disseram à disposição para debater sobre o assunto. E você, qual é a sua opinião sobre a regulamentação da profissão de Marketing?

Leia o Projeto na íntegra e acompanhe seu andamento.

Por Fábio Storino
fabio@mundodomarketing.com.br

FONTE: Mundo do Marketing

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Vale mais a pena poupar ou investir em si mesmo?

Postado por Gustavo Periard em 01/08/2007
Categoria: Carreiras

 

Planejar investimentos financeiros é uma função que exige não somente o equilíbrio das suas finanças pessoais. Para se obter o retorno esperado do dinheiro aplicado, é necessário estabelecer prioridades e objetivos.

Tendo isto em mente, antes de fechar a mão e reduzir todos os seus gastos a fim de poupar o dinheiro economizado, preste atenção nas suas necessidades reais. É necessário fazer uma auto-avaliação rigorosa, antes de definir qual destino seu dinheiro ganhará.

Educação: um investimento para a vida toda
As pessoas mais jovens e com uma renda baixa muitas vezes preferem guardar o dinheiro para formar uma poupança, em vez de investir na sua formação profissional, que nesta época da vida pode trazer benefícios futuros. Confira o seu caso e veja se você realmente acha vantajoso abrir mão de certos gastos para poupar.

Na dúvida, analise o seu perfil: o exercício pode ajudá-lo a definir a prioridade dos seus investimentos. Verifique o caso de uma pessoa que já possui 10 anos de profissão, tem formação universitária, pós-graduação, MBA (Master in Business Administration) e cursos de especialização na sua área.

Neste caso, investir na sua formação, fazendo mais cursos e aprendendo sobre mais áreas, pode deixar de ser uma prioridade, caso a pessoa já tenha conquistado uma estabilidade profissional e financeira. A partir de certo momento na carreira, os cursos adicionam pouco em termos de empregabilidade, e servem mais para satisfação pessoal. Desta forma, é viável que a pessoa opte por poupar a sua renda para a formação de um patrimônio financeiro.

Mercado de trabalho exigente
Por outro lado, quando passamos a analisar o caso dos universitários, o simples fato de se sentirem inseguros quanto ao próprio futuro profissional e frustrados com a instabilidade do mercado de trabalho os desestimula a investir na própria carreira.

Obviamente, melhorar a formação educacional não assegura totalmente a prosperidade profissional de alguém, mas garante subsídios concretos e mais segurança na hora de enfrentar os concorrentes num processo seletivo de qualquer empresa. Você pode optar por concentrar a sua renda e ter mais segurança para sobreviver caso perca o emprego, mas se você aproveitou o seu dinheiro para melhorar a sua formação, terá um diferencial na tentativa de recolocação profissional.

O fato é que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente e busca profissionais não somente capacitados, mas atualizados e inovadores, ou seja, conhecer o básico da área escolhida para se virar num emprego não é mais suficiente para uma pessoa ser contratada, muito menos para permanecer no cargo. Diante da expectativa bastante seletiva das empresas, os jovens vivem um dilema: fazer cursos e se preparar mais para o mercado, ou formar uma poupança como uma reserva de emergência em caso de perda de emprego?

Faça um planejamento financeiro
É necessário deixar claro que o objetivo deste artigo não é de estimular as pessoas que estão em início de carreira a gastarem toda a sua renda, mas, pelo contrário, juntarem dinheiro para investir em si mesmos para que, no futuro, possam ter mais independência financeira e então construir um patrimônio.

Um exemplo prático ilustra bem esta situação: supondo que você receba um salário de R$ 1 mil mensais; caso invista 10% desta renda mensalmente, ou seja, R$ 100, ao término de 5 meses você já terá juntado R$ 500, desconsiderando os juros, para pagar à vista uma curso de extensão curricular.

Dependendo do estágio profissional em que você se encontra, pode valer mais a pena se aprofundar nos estudos e ganhar especialização, e somente mais tarde concentrar em poupança. Também vale a pena aproveitar a vantagem de morar com os pais e não precisar arcar com despesas familiares para investir em você.

Se você optou por investir na sua formação, esteja ciente que esta modalidade também requer muito esforço e disciplina, pois o fato de gastar o seu dinheiro com educação não elimina a necessidade do exercício da poupança. Isso porque, para juntar o dinheiro suficiente para estudar, você terá que abrir mão do consumismo e terá de fazer um planejamento financeiro mês a mês, separando as despesas com contas, mensalidades, alimentação e transporte da parcela destinada ao investimento.

Seja atento também na escolha dos cursos e cuidado com gastos excessivos com formação que rendem pouco retorno no mercado de trabalho. Para tanto, tenha calma na sua seleção: para não se arrepender por causa de um investimento perdido, converse com quem já estudou na área e nunca deixe de pesquisar sobre as necessidades do mercado de trabalho. Vale a pena também consultar seus sonhos profissionais e conhecer as suas aptidões, já que a pessoa que trabalha com algo satisfatório tem mais chances de progresso.

FONTE: INFOPESSOAL

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