World Management - Cobertura

Postado por Tom Coelho em 15/06/2007
Categoria: Dicas e Notícias

World Management 2007 – Liderança

* por Tom Coelho

Foi realizado em São Paulo o World Management 2007, Congresso Internacional com palestras abordando três blocos temáticos: Liderança (11/06), Marketing (12/06) e Estratégia (13/06).

Tive o privilégio de realizar a cobertura deste evento a convite de meu amigo Leandro Vieira , fundador e editor do Portal Administradores.com.br, a quem agradeço pela oportunidade.

A fim de compartilhar o conhecimento adquirido neste evento, apresentarei a partir desta edição uma resenha dos assuntos tratados de maneira didática e fiel ao conteúdo apresentado nas palestras magnas.

Espero que apreciem.

Tom Coelho

“Liderança com Visão e Energia”

A palestra de abertura ficou a cargo de Robert Cooper, especialista em inteligência emocional e neurociência da liderança.

Ao longo de sua exposição, Cooper apresentou o que chama de “cinco chaves para exceder as expectativas”. Vamos a elas:

Chave 1: Lidere pelo exemplo

Uma meta é resultado de inteligência integrada aplicada. Suas decisões devem decorrer de união de três cérebros localizados na cabeça, no coração e nas vísceras. Liderar só com a cabeça limita a criatividade. Você deve ouvir seu coração, mas também dar atenção ao seu feeling (aquele frio na barriga que sentimos por ocasião de algumas ações).

Chave 2: Gerencie a direção, não o movimento

Estatisticamente está comprovado que a inovação aplicada gera lucro. As 1.200 empresas mais inovadoras do mundo auferiram ganhos 800% superiores ao longo de uma década segundo dados da Business Week divulgados em 2006.

A ciência da execução para ativar este processo de inovação não está no autocontrole, através do qual a motivação torna-se efêmera e o comprometimento se esvai diante da agitação ou do stress. O êxito está na auto-regulação, um processo de vincular metas ao melhor resultado emocional possível.

Um ótimo mecanismo de liderança consiste em comprimir o tempo destinado a uma determinada tarefa ou meta. Assim, relacione suas metas programadas para o período de um ano, por exemplo. Em seguida, estude como realizá-las não em doze meses, mas em apenas um único mês.

Cooper alerta que nosso cérebro adora jogar com a segurança. Por isso é tão confortável falar em metas para cinco, dez ou mais anos, pois nada será feito de imediato. Portanto, desafie-se! Torne possível o que, à primeira vista, parece ser impossível.

Chave 3: Gerencie a concentração, não apenas o tempo

A neurociência confirma que somos maus administradores de nosso tempo. E, mais do que isso, sofremos forte tendência a perder o foco.

Algumas provocações para sua reflexão:

ü Em suas reuniões regulares, como você poderia reduzir em 50% ou mais o tempo gasto, mantendo ou melhorando os resultados?

ü Segundo relatório da CNN News (17/10/06), perdemos em média, no trabalho, até duas horas e meia diárias devido a interrupções e distrações;

ü Estabeleça uma hora por dia sem interrupções para você e neste intervalo trabalhe concentradamente em três objetivos específicos, reservando vinte minutos para cada um deles;

ü Um feedback é importante, mas ele atua sobre um evento passado, aprisionando o cérebro e colocando-o na defensiva. Trabalhe com feedforward, ou seja, um impulso emocional positivo para influenciar e mudar de agora em diante.

Chave 4: Gerencie a energia, não o esforço

Seja rápido sem se apressar. Mantenha a flexibilidade.

Faça pausas estratégicas de apenas trinta segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no meio da manhã e no período da tarde para aumentar sua energia e concentração.

Você pode fazê-lo realinhando sua postura, respirando profundamente, bebendo água gelada, movimentando-se em direção a uma luz mais forte, entrando em contato com paisagens naturais, situações bem humoradas e expondo-se a mudanças visuais ou mentais. Estas ações podem garantir um incremento de até 50% no seu nível de energia, elevando a produtividade em até 10%.

Finalmente, administre a transição de seu ambiente profissional para o familiar. Assim, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até quinze minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo vinte e cinco palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. Está comprovado que situações de conflito e argumentos prejudiciais começam ou se ampliam nos primeiros quinze minutos após o regresso ao lar.

Chave 5: Gerencie o impacto, não as intenções

O objetivo é reduzir o tempo pela metade buscando dobrar os resultados. No processo de monitoramento, faça medições semanais – elas aumentam significativamente a iniciativa e a responsabilidade pessoais no cumprimento das metas estabelecidas.

Procure avaliar como andam os níveis de energia e concentração da equipe. Observe as economias de tempo e reduções de custo possíveis, onde foram obtidas e qual sua magnitude. Acompanhe a evolução da eficácia da equipe e o redirecionamento das metas com base no critério da prioridade.

Ao final de sua apresentação, Cooper ressalta que um líder deve questionar sua equipe sobre seu aprendizado buscando contribuição e não julgamento.

E todos os dias os melhores líderes desistem de tudo o que conquistaram para se reinventar na busca pela excelência.

“É preciso ter coração”

A segunda palestra do Leadership Day, do World Management Congress, foi proferida por Dale Moss, executivo da British Airways por mais de vinte anos liderando uma equipe formada por doze mil colaboradores.

Para Moss, construir uma boa equipe é responsabilidade do líder que deve inspirar as pessoas – mas não sem antes inspirar-se primeiro. A performance é atribuição direta da liderança organizacional. Se uma empresa não estiver se saindo bem, vá direto ao topo!

Liderar envolve cinco atributos básicos:

1. Caráter. Contempla integridade, coragem e confiabilidade. A expressão-chave é: liderar pelo exemplo.

2. Compromisso. Compreende desejo, foco e impulso. Trata-se de comprometimento com metas estabelecidas.

3. Competência. Baseada no conhecimento e, mais do que isso, na habilidade de processá-lo alcançando a sabedoria. O desejo de aprender deve transformar todo líder em eternos estudantes da vida.

4. Comunicação. Deve ser freqüente, ou seja, é preferível pecar pelo excesso. Além disso, precisa ser verdadeira, transparente e sensível com as pessoas e as circunstâncias.

5. Interesse. Resumido numa única palavra: empatia. Seja duro nas questões, ao lidar com problemas, porém brando e flexível ao lidar com as pessoas.

Além destes aspectos, Dale Moss alerta os líderes para a importância da cultura e dos valores corporativos. A transparência, responsabilidade e confiança são bens supremos, assim como a integridade e a honra.

O mau hábito de usar da honestidade apenas quando se acredita que alguém esteja olhando produziu empresas dignas de um “hall da vergonha”, como a Enron, WorldCom, Guidant e Merck (Vioxx).

Deve-se jogar para ganhar. Ir até onde for possível usando todos os recursos de que se dispõe. Porém, liderança é um jogo de estilo. Não é o que você faz que conta, mas como você faz. Antes que você possa realmente liderar, tenha um código capaz de orientá-lo pela vida. E lembre-se de que as pessoas não estarão lá para atender você, mas você deverá estar a postos para atendê-las. Afinal, liderar é servir.

“Excelência – Conquista e Sustentabilidade”

Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, premiado técnico da seleção brasileira de vôlei, encerrou o primeiro dia do Congresso abordando o tema Liderança com as seguintes contribuições.

Líder é aquele que atinge resultados utilizando como diferenciais competitivos sustentáveis o capital, a tecnologia e, em especial, o fator humano, que consiste em selecionar talentos. Nesta tarefa, os talentos certos são formados nem sempre pelos melhores, mas sim pelos complementares.

A identificação de um talento deve contemplar as características de genialidade (capacidade de realizar algo de maneira incomum), contribuição (o resultado efetivo proporcionado), determinação (inspiração pela obstinação) e paixão.

Mas um talento por si só não basta para a conquista do sucesso. É o trabalho em equipe, a consciência coletiva, o fator decisivo. E cabe ao líder não apenas identificar os talentos certos, mas potencializá-los individualmente e em conjunto, exigindo mais de cada membro da equipe, aplicando testes constantes capazes de desafiá-los e promovê-los a um nível mais elevado, contornando os inevitáveis efeitos da inflamação dos egos decorrente das vitórias conquistadas. A lição que fica é: “Não se iluda com o elogio e não se deprima com a crítica”.

No caminho para a transformação de sonhos em conquistas, de objetivos em realizações, dois aspectos fundamentais estão presentes ligando-os como se fosse uma ponte: planejamento e disciplina. O primeiro representa o projeto da ponte; o segundo, a construção da ponte.

A disciplina demanda a prática diária que conduz à excelência. Daí surge o pressuposto básico de treinar compulsivamente. Lembrando o consagrado técnico de futebol norte-americano, Vince Lombardi: “Quanto mais suarmos no treinamento, menos sangraremos na batalha”. Ou, ainda, Bob Knight: “A vontade de se preparar deve ser maior do que a vontade de vencer”.

Sucesso e fracasso indiscutivelmente deixam suas lições. A derrota deve ser assumida com responsabilidade e nos alerta para a importância do planejamento. Já a vitória nos traz o desafio da sustentabilidade e os ensinamentos de que o sucesso passado não garante o êxito futuro, de que vencer como favorito é tarefa ainda mais árdua e de que jamais podemos nos acomodar. Fixe-se no desempenho, nunca no placar.

Finalizando, algumas recomendações finais aos líderes:

ü Demonstrem transparência em suas ações;

ü Desenvolvam relações de confiança;

ü Busquem a proximidade com a equipe;

ü Instiguem o inconformismo.

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Equipe SobreADM

Ser patrão ou empregado?

Postado por Gustavo Periard em 13/06/2007
Categoria: Dicas e Notícias

» Ser patrão ou empregado é a 1ª decisão da vida profissional

Quanta gente já não pensou como seria maravilhoso ser dono do próprio nariz? Não ter que dar satisfação a ninguém, acordar e dormir na hora em que quiser, tudo isso parece um sonho, mas não é. “Essa deve ser a primeira decisão que uma pessoa toma na vida profissional: resolver se nasceu para ser dono ou empregado”, afirma o especialista em mercado de trabalho, Max Gehringer.

De acordo com Gehringer, ser empregado ou ser dono não é uma questão de escolha. “É uma questão de vocação. Ser empregado é bom. Ser dono também é. O importante é achar o caminho certo”, diz.

Segundo o especialista, quem nasceu para empregado gosta de trabalhar em equipe e aceita sugestões. Quem nasceu para ser dono gosta de tomar as próprias decisões e detesta ouvir palpites.

No Brasil, de acordo com Max, há muitos empreendedores “por necessidade”. São profissionais que ficaram sem emprego e resolveram abrir negócio próprio. “De cada dez empresas que abrem, cinco são por necessidade, quando o empreendimento bom deveria ser aquele por oportunidade”, diz o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ricardo Tortorella.

Outro indício sobre a vocação está relacionado à segurança no trabalho ou emprego: quem nasceu para empregado aprecia a estabilidade e o salário garantido no fim do mês; já quem nasceu para dono gosta de correr riscos.

Quem nasceu para empregado gosta de horários, gosta de planejar o que vai fazer nas férias ou no fim de semana. Quem nasceu para ser dono acha que toda hora é hora de trabalhar, incluindo domingos e feriados. E também acha que tirar férias é perda de tempo.

“Você ainda está em dúvida? Então, é bem possível que você tenha nascido para ser empregado. Quem nasceu para dono não tem dúvidas. Só tem certezas”, conclui o especialista.

G1.com

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Equipe SobreADM

Novidade - Tom Coelho

Postado por Gustavo Periard em 10/06/2007
Categoria: Dicas e Notícias

Boa noite!

A grande novidade no SobreADM agora é a participação do renomado palestrante, publicitário e economista Tom Coelho* em nossos posts.

Uma parceria como esta, com um profissional renomado internacionalmente, que sempre tem novidades e experiências para compartilhar conosco, engrandece ainda mais nossa vida pessoal e profissional, impulsionando assim nossa carreira.

Estamos muito agradecidos a Tom Coelho e desejando que mais profissionais apostem no Sobre Administração como uma nova opção em informação na internet.

Muito obrigado mais uma vez a Tom Coelho, este grande profissional que com certeza somará muito para todos nós!

Um grande abraço!

Para saber mais sobre Tom Coelho, acesse: www.tomcoelho.com.br

Gustavo Periard - Equipe SobreADM

* Tom Coelho: Foi executivo de empresas dos setores de transporte de cargas e exportação de café, empresário no setor metalúrgico e de construção civil, Secretário Geral do IQB/ INMETRO e Diretor do Simb/Abrinq.
Atualmente é consultor financeiro especializado em turnaround, professor universitário, e escritor com artigos publicados regularmente por mais de 300 veículos da mídia eletrônica e impressa em 12 países. É co-autor do livro “Roda Mundo, Roda-Gigante”, antologia internacional publicada em 2004, 2005 e 2006, e do livro “Gigantes das Vendas”, publicado em 2006.
Ministra palestras com temática voltada à Qualidade de Vida, Empreendedorismo, Liderança, Motivação, Marketing, Criatividade, Administração do Tempo, Finanças Pessoais e Conjuntura Econômica.
Acumula, ainda, os cargos de Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp, Vice-Presidente de Negócios da AAPSA e Membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

As Melhores Empresas para Trabalhar na AL

Postado por Gustavo Periard em 06/06/2007
Categoria: Dicas e Notícias

O Great Place to Work divulgou no último dia 31/05, no México, a lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina. Ponto alto da programação oficial da Conferência Latino-Americana Great Place to Work, a premiação reunirá executivos de empresas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela. No ranking da Melhores Empresas da América Latina, destaca-se a participação de empresas brasileiras de TI como: Promon, Chemtech, Dell, EMC e Microsoft.

Com a participação de mais de 1.100 empresas da América Latina, a pesquisa se baseia em estudos nacionais dos quais participam nove países, mais de três mil empresas e cerca de 400 mil funcionários. A pesquisa é baseada em duas avaliações: uma com os funcionários, que respondem a um questionário de clima organizacional, voluntário e anônimo, por meio do qual descrevem a realidade de sua empresa e explicam o que consideram único e diferenciado em seu ambiente de trabalho.

A outra avaliação é com a própria empresa, que detalha as suas melhores práticas e benefícios. Há também auditorias realizadas por consultores do Great Place to Work. A avaliação dos funcionários responde por 75% do cálculo da média final da empresa. Esse processo de classificação resulta em um estudo internacional considerado um dos mais importantes do mundo, inclusive porque o Great Place to Work está presente em 30 países.

Brasil entre as Melhores Empresas
Segundo José Tolovi Jr., presidente do Great Place to Work Brasil, o país teve uma participação importante na lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina, sendo o primeiro colocado em número de empresas, com a premiação de 30 companhias. “As pesquisas mostram que o interesse e a capacidade das empresas em satisfazer seus funcionários aumenta a cada ano, tendência que demonstra o impacto positivo dessa postura não só na valorização das pessoas mas na rentabilidade do negócio”, afirma Tolovi Jr., acrescentando que um estudo feito pela FGV demonstrou que, nos últimos cinco anos, as Melhores para Trabalhar no Brasil apresentaram retorno 170% acima do Ibovespa.

“Além disso, no último ano as melhores tiveram rentabilidade do patrimônio líquido de 17,8%, resultado bem acima da média das 500 Maiores Empresas do Brasil (11,3%)”, avalia o consultor.

O desempenho da Serasa, maior empresa brasileira especializada em análise de crédito, é um exemplo desse impacto positivo. A empresa, primeira colocada na lista brasileira de Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, tem uma carteira de quase meio milhão de clientes diretos e indiretos, e está envolvida em 3,5 milhões de negócios/dia.

Os resultados - e a própria presença na lista da América Latina - são reflexo de programas como a criação do Grupo Magia do Riso, no qual 40 funcionários ensaiam técnicas circenses todas as quintas-feiras, duas horas por dia e durante o expediente. Acreditar que ninguém é igual ao outro é a lei número 1 da empresa que faturou, em 2005, R$ 565,4 milhões. Entre os benefícios, bolsa de estudo para todos os funcionários na Escola Serasa (supletivo, graduação e pós-graduação), atendimento médico, fonoaudiológico e psicológico.

Outro exemplo é a Promon, 18ª colocada no ranking das 25 Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina. No final de 2005, rateou entre os funcionários R$ 4,8 milhões - resultado da divisão de lucros. Mas, o incentivo financeiro é apenas uma das faces do trabalho de gestão de pessoas dessa empresa do ramo de engenharia. As relações de trabalho são menos formais, o horário de entrada e saída é livre (ajustado de acordo com conveniências da equipe) e a política de livre acesso à presidência valoriza a iniciativa dos funcionários.

Os pedidos de reajustes salariais não são mal vistos - há formulários, inclusive, para isso. O programa de miniestágio nas férias proporciona aos filhos dos funcionários conhecer o ambiente de trabalho dos pais. Com um programa diferenciado de apoio ao estudo, a empresa possui hoje 74% de funcionários com curso universitário; desses 17% têm pós-graduação. Em 2005, a Promon faturou R$ 500,1 milhões.

De acordo com Tolovi Jr., as empresas estão percebendo que o bom ambiente de trabalho resulta em mais produtividade e criatividade. “Onde existe confiança, orgulho e camaradagem, as pessoas estão dispostas a dar o melhor de si. Uma das características comuns às Melhores Empresas é que o principal executivo da companhia acredita que são as pessoas que fazem os resultados. Essas empresas falam a verdade, ou seja, têm comunicação aberta nos momentos bons e ruins - tudo é compartilhado de maneira franca, o que produz um caminho de mão dupla. Essas empresas estão dispostas a ouvir críticas dos funcionários”, avalia.

O fato de empresas multinacionais serem premiadas em determinados países e em outros não - a exemplo da Coca-Cola, que atua em vários países, mas foi premiada pela unidade do Chile - significa, na visão do consultor José Tolovi Jr., que apesar de iguais, as práticas de gestão de recursos humanos se diferenciam na implementação e gerenciamento por parte da liderança. “A cultura do país tem pouca relação com o desempenho: o que é determinante é a liderança”, afirma Tolovi Jr.

Prêmios Especiais
A lista Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina conta, ainda, com uma premiação especial baseada nas cinco Dimensões do Modelo Great Place to Work de avaliação: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem.

Credibilidade
É a relação construída entre a liderança e seus funcionários, em que a comunicação clara e transparente é fundamental. O destaque nessa Dimensão foi concedido à Colombiana Kimberly Colpapel (Colômbia). A empresa mantém políticas claras, que permitem a promoção de funcionários, e sistema de avaliação de desempenho baseado em mecanismos transparentes e aplicáveis a 100% dos funcionários.
Posição no ranking América Latina: 13ª posição
Posição no ranking Brasil: 2ª posição

Respeito
O Respeito é a maneira como o funcionário acredita ser percebido pela liderança. A base dessa relação é o modo como a organização proporciona um ambiente de trabalho adequado para o desempenho dos funcionários, oferecendo oportunidades de crescimento profissional e reconhecendo o trabalho bem-feito. Cabe à empresa envolver os funcionários nas decisões relevantes e pertinentes aos ambientes de trabalho e às situações que venham a influir sobre o emprego. Avalia-se, ainda, como a empresa respeita o funcionário como indivíduo e lhe proporciona os benefícios devidos.

A Promon (Brasil), ganhadora nessa Dimensão, é a empresa que possui práticas eficientes voltadas aos 620 funcionários. O Programa de Avaliação de Desempenho tem oferecido auxílio a profissionais com desempenho inadequado por meio da elaboração de um plano de melhoria dos resultados, avaliando algumas competências como liderança, trabalho em equipe, disposição para mudanças, visão sistêmica e capacidade analítica.
Posição no ranking América Latina: 18ª posição
Posição no ranking Brasil: 2ª posição

Imparcialidade
Segundo o Modelo Great Place to Work, o equilíbrio entre remuneração e trabalho, e a existência de regras claras para pessoas de diferentes raças, credos e orientação sexual, entre outros fatores, são essenciais para que haja Imparcialidade no ambiente de trabalho. A imparcialidade é uma relação baseada nas práticas da ausência de favoritismo e é percebida pelo funcionário como “jogo limpo”. Além disso, privilegia a existência de canais de apelação e o encaminhamento de denúncias de maus-tratos e injustiças.

A FedEx (Chile) é a empresa vencedora na Dimensão Imparcialidade. A premiação é resultado da política de oferecer a funcionários de todos os cargos os mesmos benefícios, isentando o ambiente de trabalho de favoritismos. A empresa, no Chile, conta com 72 funcionários que têm ajuda financeira para terminar os estudos, entre outros benefícios.
Posição no ranking América Latina: 15ª posição
Posição no ranking Brasil: 1ª posição

Orgulho
O Orgulho é o sentimento importante na relação entre os funcionários e a empresa. A existência desse sentimento gera satisfação na tarefa realizada e faz o funcionário gostar da equipe com a qual trabalha. Quando a empresa demonstra ter responsabilidade social e cidadania - realizando projetos sociais -, por exemplo, estreitam-se ainda mais o orgulho e a admiração dos funcionários pela organização. É nesse momento que surge uma importante união de forças para o sucesso dos negócios.

A J &V Resguardo (Peru) é a empresa vencedora na Dimensão Orgulho. Em 1998, a empresa decidiu melhorar a imagem e transformar o sentimento de vergonha - associado à atividade de empresa de segurança, no Peru - ao sentimento de orgulho. Para isso, a empresa implementou uma série de programas de resgate da confiança. A capacitação profissional foi a chave dessa transformação de cultura. Hoje, a empresa é a companhia de segurança de maior rentabilidade do Peru.O sentimento de orgulho se traduz em lealdade à empresa e melhor ambiente de trabalho.
Posição no ranking América Latina: 9ª posição
Posição no ranking Brasil: 3ª posição

Camaradagem
A Camaradagem é o modo como o funcionário se relaciona com as pessoas no ambiente profissional - reflete a convivência agradável entre os colegas e resulta em um local propício à integração de novos membros, trazendo o sentimento de pertencer a uma comunidade. Nessa Dimensão se encontram as maneiras mais adequadas para a celebração de conquistas. A Starbucks (México) é a empresa vencedora da Dimensão Camaradagem. Em uma recente pesquisa, 70% dos funcionários da empresa responderam que o melhor amigo trabalha com eles. O ambiente de trabalho comprova os resultados da pesquisa - o companheirismo tem contribuído para o excelente desempenho da empresa no México - a rentabilidade da Starbucks cresceu no país.
Posição no ranking América Latina: 11ª posição
Posição no ranking Brasil: 2ª posição

Matéria extraída do site: IT Careers - Convergência Digital

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Equipe SobreADM

Dicas

Postado por Gustavo Periard em 26/05/2007
Categoria: Dicas e Notícias

» Programa Jovens Embaixadores 2008

A embaixada dos Estados Unidos está com inscrições abertas para a sexta edição do “Programa Jovens Embaixadores”. O programa visa beneficiar jovens brasileiros que são exemplos em suas comunidades - em termos de liderança comprovada, atitude positiva, consciência cidadã, excelência acadêmica, e conhecimento da língua inglesa com um intercâmbio nos Estados Unidos. Nesta edição, porém, há mais uma novidade, o programa prevê a inclusão dos jovens participantes em estágios em empresas parceiras após o período de intercâmbio nos Estados Unidos.

Para participar, é preciso ter entre 15 e 18 anos (até a data da viagem); jamais ter viajado para o exterior; ter boa fluência oral e escrita em inglês; pertencer ao Ensino Médio na rede pública de ensino; pertencer à camada sócio-econômica menos favorecida; ter bom desempenho escolar; ter iniciativa e boa desenvoltura oral; possuir perfil de liderança; ser flexível e ter facilidade para adaptar-se a situações/culturas diferentes; possuir boa relação em casa , na escola e na comunidade; e estar engajado em atividades de responsabilidade social/voluntariado.

Como participar?
Os interessados podem se inscrever procurando uma das instituições parceiras listadas no site da embaixada (www.embaixada-americana.org.br) para solicitar o questionário preliminar. Em seguida, deverão preenchê-lo, anexar os comprovantes dos pré-requisitos e entregar esse material até o dia 10 de agosto. Os candidatos que passarem com sucesso por essa primeira fase serão convidados para um exame escrito a ser elaborado pela Embaixada dos Estados Unidos. Aqules que obtiverem os melhores resultados serão convidados para uma entrevista oral (data e horário a ser determinado pelas instituições parceiras) e, na seqüência, receberão a visita em suas casas por representantes da instituição parceira. Os candidatos que conseguirem a melhor pontuação ao final dessas fases terão seus formulários e documentação enviados para a Embaixada para a seleção final.

O comitê de seleção da Embaixada revisará todas as propostas enviadas pelas instituições parceiras e, no dia 19 de outubro, anunciará os nomes dos candidatos selecionados ao programa de intercâmbio nos Estados Unidos em janeiro de 2008. Daí em diante, os estudantes contarão com apoio da embaixada para providenciar sua documentação e viagem para os Estados Unidos entre 12 e 27 de janeiro de 2008.

Programação nos Estados Unidos
* Primeira etapa: em Washington, os Jovens Embaixadores visitarão a capital dos Estados Unidos, visitarão os principais monumentos, museus, órgãos do governo, escolas e representações da comunidade.
* Segunda etapa: em grupos menores, os Jovens Embaixadores viajarão para estados-anfitriões, onde ficarão hospedados em casas de famílias norte-americanas, frequentarão aulas em uma “high school”, escola de Ensino Médio nos Estados Unidos e farão apresentações sobre o Brasil.

Em 2006, esse programa transformou-se em modelo para o hemisfério e, a partir de 2007, passou a ser reproduzido em outros oito países da América Latina. Tendo recentemente concluído sua quinta edição, o programa já contemplou 107 estudantes brasileiros com um intercâmbio de duas semanas nos Estados Unidos. Também, em colaboração com o Escritório de Consultas Educacionais da Comissão Fulbright, foi possível oferecer a esses jovens de destaque oportunidades de bolsas de estudo para cursos de graduação em universidades norte-americanas que, somadas, superam US$1.5 milhões.

Dentre os s coloboradores encontram-se o Conselho Nacional de Secretarios de Educação - CONSED, o Ministério da Educação - MEC e a rede de centros binacionais Brasil-Estados Unidos. Há, ainda, parceiros do setor empresarial, dentre eles a Câmara Americana de Comércio - AmCham, a Federal Express - FEDEX, a Continental Airlines, a Merck Sharp & Dohme e a Dow Plásticos América Latina.

Universia

Notícia extraída do site www.administradores.com.br

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Gustavo Periard Inacio - Equipe SobreADM

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