Intra-Empreendedorismo, uma viagem sem volta!

Postado por Marizete Furbino em 26/09/2007
Categoria: Empreendedorismo

 

“O que quer que você seja capaz de fazer, ou imagina ser capaz, comece. Ousadia contém gênio, poder e magia”.
(Goethe)

 

Intra-Empreendedorismo, uma viagem sem volta!
Por Marizete Furbino*

No séc. XXI, o que se verifica em demasia, é que o mercado está cada vez mais exigente e tal exigência se faz necessária, para alcançar pelo menos sobrevivência no mesmo. Por isso, podemos considerar como uma das características deste mercado, a crueldade. Apenas permanecem no mercado os ótimos, os mais ou menos e até os bons serão esmagados pelos pés invisíveis do mesmo, portanto, há uma necessidade urgente, dos funcionários de se tornarem colaboradores intra-empreendedores, e das organizações se transformarem em organizações empreendedoras, caso contrário, serão engolidos pelos concorrentes, não permanecendo no mesmo.

Com a competitividade cada vez mais acirrada, diplomas e mais diplomas não conta tanto, como no século anterior, o que se avalia muito, é, se o funcionário faz jus de fato ao titulo de colaborador, ou seja, se é realmente um intra-empreendedor, um colaborador pró-ativo, que possui iniciativa, visão do cenário de mercado, sempre preocupado com seus comportamentos e atitudes, enfim, se é um profissional que cuida da organização e executa ações como se o empreendimento fosse seu, enxergando-o com olhos não vendados e sim bem abertos, procurando agir sempre com ousadia, criatividade, inovação, se antecipando aos fatos, buscando mais e mais conhecimentos para alcançar eficiência e eficácia, procurando assim, fazer o diferencial.

Por outro lado, é preciso que as organizações propiciem e incentivem um clima organizacional, onde possam implementar o empreendedorismo e o intra-empreendedorismo.
Para o intra-empreendedor, ele não é um mero funcionário da organização, ele é além de colaborador, um intra-empreendedor, seu sentimento é intenso pela organização no qual faz parte, sentimento este, de “fazer parte” daquela organização no qual executa suas funções e que o impulsiona a agir com eficiência, alcançando a eficácia em tudo que faz.

Assim como os donos do negócio, os intra-empreendedores preocupam-se com o negócio, perseguem metas e buscam soluções em prol da lucratividade. Suas ações são pautadas na ética e na cidadania. Sabem de fato o que fazer para contribuir com a organização, sabem onde querem chegar, que caminho percorrer e quais estratégias utilizar, para alcançar as metas e objetivos traçados. Querem fazer a diferença dentro de uma organização, buscando sempre lugar de destaque.

O intra-empreendedor, além de respeitar e valorizar cada ser humano existente na organização e acreditar que cada pessoa tem o seu talento, e que constituem o maior patrimônio de uma organização, também, tem consciência e sabedoria do valor de um trabalho realizado em equipe, procurando atuar sempre como em um time, somando talentos e forças, fazendo a diferença. Sabe que, os ativos intelectuais, tornaram-se elementos de suma importância no mundo dos negócios, constituindo-se assim, vantagens competitivas no mercado, portanto, tem plena consciência de que, investindo nas pessoas, estará investindo na própria organização, pois, as pessoas são fontes geradoras de capital, gerando capital para a organização através de suas competências, atitudes e condutas. Sabem também, que o conhecimento é a base principal no que tange a valorização das organizações de hoje, chegando a ser considerado, como o maior commodity do séc. XXI.

O maior desafio de um intra-empreendedor consiste em apresentar e executar suas idéias dentro das organizações, principalmente no que tange às organizações tradicionais, organizações estas, que possuem toda uma forma de pensar, ver e de encarar o mercado de maneira diferente, procurando então, além de apresentar suas idéias, incutir nestas os novos valores e princípios, procurando mostrar o valor do intra-empreendedorismo, revertendo assim, todo o quadro, e fazendo acontecer. Mesmo assim, para um intra-empreendedor, isto não constitui um fardo, e sim um desafio, pois, por amar muito o que faz, se entrega de corpo e alma, se doa, não sentindo o peso, devido ter muito prazer em suas ações. O trabalho, para um intra-empreendedor, se resume em momentos prazerosos, daí o comprometimento e envolvimento em tudo que faz, resultando no rebento denominado sucesso.

Neste cenário de mercado, onde a competitividade é demasiadamente acirrada, é preciso, que as organizações se tornem organizações empreendedoras e que os funcionários, se tornem colaboradores intra-empreendedores, caso contrário, não permanecerão no mercado.

foto-grande.JPGMarizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária na UNIPAC - Vale do Aço.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br.
Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionando a autora e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br.

Você é realmente um Empreendedor?

Postado por Gustavo Periard em 28/08/2007
Categoria: Empreendedorismo

Por Gustavo Periard *

Para responder a esta intrigante questão precisamos analisar alguns pontos importantes, começando por: Quais as características que definem uma pessoa empreendedora? Uma característica que define bem um verdadeiro empreendedor é “ter iniciativa”, fator determinante quando se tem pela frente o desafio de abrir e gerenciar uma empresa. Considerando sempre que no ramo empresarial não se pode ficar parado, sem inovações, esperando que tudo aconteça ao seu redor para só depois tomar uma decisão. O mercado é ágil e está bem vivo! 

Um empreendedor precisa ter sempre boas idéias, tanto para abrir uma empresa, criar uma nova marca, decidir em que segmento deve atuar, quanto na criação de novos produtos que enriqueçam o portfólio de sua empresa, ou ainda, na forma como estes produtos serão levados ao consumidor final. 

Além destas grandes idéias, ele precisa ter a famosa “visão empreendedora”, ou seja, ter a capacidade de enxergar e traçar seus objetvos com clareza, trabalhando sempre em atitudes que possam levá-lo a alcançar estes objetivos de forma rápida e com o maior sucesso possível. Mas acima de tudo, um empreendedor precisa usar esta “visão” para enxergar oportunidades onde ninguém as vê. Onde todos vêem azul ele tem de enxergar amarelo e fazer com que esta seja a maior e mais rentável oportunidade para ele e sua empresa. 

Os empreendedores de verdade têm também a capacidade de por em prática, com  certa facilidade, os projetos desenvolvidos para sua empresa, assumindo os riscos deste desafio, estando sempre prontos para enfrentar as adversidades que acompanham estes projetos, que por muitas vezes se mostram arriscados e desafiadores, sendo um importante agente da motivação própria e também de seu grupo de trabalho. 

Portanto, os nossos futuros “homens de negócio” do mundo corporativo atual precisam, desde cedo, reconhecer em si mesmos estas habilidades, que muitas vezes se disfarçam de meras qualidades, para que possam criar métodos hábeis que os levem a sobrevivência neste disputadíssimo mundo empresarial.  

Mas um detalhe muito importante que podemos notar, e que não podemos esquecer, é que não basta só ser um empresário, ou apenas um empreendedor, o essencial é ser um “empresário empreendedor”, um profissional que reuna as habilidades empreendedoras e a determinação de um grande empresário, aliadas sempre a uma boa qualidade de formação educacional, já que boa parte do conhecimento dos grandes profissionais vem das cadeiras universitárias.  

Por isso, fique sempre atento aos detalhes de sua vida pessoal e profissional, prepare-se bem para seu futuro no mundo dos negócios e depois tente responder à pergunta inicial deste artigo: Você é realmente um Empreendedor?  

Por Gustavo Periard *

* Gustavo Periard é Estudante de Administração na UFF – Universidade Federal Fluminense – RJ, e editor deste Blog.

Contato: sobreadm@hotmail.com

O que faz um empreendedor ser bem sucedido?

Postado por Gustavo Periard em 14/08/2007
Categoria: Artigos do leitor, Empreendedorismo

Todo empreendedor é alguém com visão. Os empreendedores podem ter muitas qualidades, mas todos tem uma claridade do pensamento que os permita identificar uma oportunidade e enxergar o potencial delas. Os empreendedores têm uma habilidade fantástica de pensar lateralmente e podem encontrar seu caminho quando encara um problema. Isto pode ser às vezes mal interpretado, como a criatividade, quando é encarada simplesmente como habilidade de dar o pulo do gato.

Esta forma de agir e pensar faz o empreendedor ver facilmente o todo, e através deste todo conseguir separar o joio do trigo e verificar o que de fato é importante ou não para definir a ação a ser realizada. Os empreendedores são pessoas diretas e conseguem atacar determinado problema de forma mais efetiva, procurando solucionar o problema da maneira mais rapidamente possível.

Todos os empreendedores são consumidos também por sua paixão para sua visão. É quase uma obsessão, que fornece a ele uma maior determinação e auto-confiança. Características que os distinguem da grande maioria. Eles podem até ter medo de falhar, o que é normal, mas mesmo este medo é que traz motivação para que ele trabalhe arduamente para tornar sua visão uma realidade.

Um empreendedor bem sucedido é caracterizado também por outras habilidades: como por exemplo, a capacidade de construir e gerir uma grande rede de contatos (network). Ele sabe que todos os negócios são construídos através de relacionamentos e contatos. E sabe que através destes relacionamentos irá alcançar o sucesso de seu empreendimento.

Outra habilidade está no fato de “ver cada montanha como um monte“, e tem uma capacidade extraordinária de enxergar cada problema ou obstáculo como algo que pode ser trabalhado. Isto pode até ser visto como ignorância (no sentido de não saber o que tem pela frente), mas este traço faz com que o empreendedor se prepare e encare todos os desafios que lhe forem colocados.

Por fim, os empreendedores necessitam de sorte. Afinal todos precisamos de um pouco de sorte as vezes. Muita desta sorte pode vir de suas atitudes e habilidades, como por exemplo, através de sua rede de contatos. Porém os empreendedores parecem ser ungidos pela sorte que o acompanham ao longo de toda sua trajetória. Seja nas conquistas, seja nas derrotas.

Por Andrei Lima*

* Administrador e Consultor do Sebrae em Goiás. [Blog - www.comgestao.com]

——–

-> Artigo enviado pelo leitor.

EMPREENDER OU TRABALHAR? EIS A QUESTÃO…

Postado por Gustavo Periard em 10/07/2007
Categoria: Empreendedorismo

por Carlos Cruz

Estava papeando com um amigo que me disse o seguinte “Eu trabalho, trabalho, trabalho e não consigo obter os resultados necessários pelo menos para pagar as contas”.
Percebo que muitas pessoas trabalham apenas para não faltar dinheiro no final do mês e conseguir sanar as dívidas, por outro lado, conheco inúmeras pessoas de sucesso que trabalham para ter prazer, sentir-se bem, empregar seus talentos para a realização de algo extraordinário, esses são os famosos empreendedores.Trabalhei numa empresa em que um colega de trabalho sempre dizia: “Puxa vida, estou aqui há três anos e ainda não fui promovido, o Fernando em menos de um ano já foi promovido a gerente, mas sou eu quem mais trabalho no nosso departamento, sou sempre o último a ir embora, estou de saco cheio”. Talvez você já tenha ouvido essa história em algum lugar.

Recordo-me do professor sociólogo Domenico De Masi, que tem escrito na tela do seu computador “O homem que trabalha perde tempo precioso”. Quem disse isso trabalhava praticamente 20 horas por dia, tinha mais de cinco tipos de trabalho, era professor, diretor de uma empresa, consultor, escritor de livros e artigos, entre outros.

O lema do professor De Masi, sintetiza a mudança do perfil do profissional da era industrial para a era da informação, essa era em que vivemos. Quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo, com as atividades físicas e com os momentos de descanso, conseguirá empreender com qualidade e destacar-se no mercado de trabalho.

A alavanca positiva da carreira de qualquer profissional é sem sombra de dúvidas, a capacidade para aprender com as vitórias e com as eventuais derrotas para empreender com qualidade.

O ser humano é uma coisa só e precisa equilibrar todas as áreas da vida para criar uma jornada de sucesso. Trabalhar por prazer é diferente de trabalhar por necessidade. Quando fazemos algo buscando prazer temos uma grande possibilidade de empreender ao invés de trabalhar, ser realizador de tarefas e continuar obtendo os mesmos resultados.

Muitas pessoas acreditam que quanto mais tempo trabalhar, mais resultados conseguirão, isto é pura ilusão.

O sucesso na carreira está diretamente ligado à maneira como utilizamos o nosso tempo. Os gregos antigos utilizavam duas palavras para denominar o tempo: chronos e kairós. Chronos é o tempo que pode ser medido no relógio e Kairós é a qualidade do tempo. Não adianta passar horas trabalhando, fazendo as mesmas coisas. Nunca a quantidade significou qualidade, empreender é utilizar uma hora com qualidade ao invés de trabalhar oito horas seguidas fazendo o que sempre foi feito.

Diante deste cenário uma pergunta não me cala “Empreender ou Trabalhar? Eis a questão…”.

Trabalhar é ocupar-se em algum mister, ou seja, alguma profissão, esforçar-se para fazer ou alcançar alguma coisa, estar em funcionamento, empregar esforços, delinear através de exercícios físicos.

Para os gregos, trabalho tinha uma conotação estritamente física: era tudo aquilo que fazia suar, com exceção do esporte. Quem trabalhava, isto é, suava, ou era um escravo, ou era cidadão de segunda classe. As atividades não-físicas (a política, o estudo, a poesia, a filosofia) eram “ociosas”, ou seja, expressões mentais, dignas somente dos cidadãos de primeira classe.

A sociedade industrial permitiu que milhões de pessoas agissem somente com o corpo, mas não lhes deixou a liberdade para expressar-se com a mente. Na linha de montagem, os operários movimentavam mãos e pés, mas não usavam a cabeça estratégicamente. A sociedade pós-industrial oferece uma nova liberdade, a liberdade para todos empreenderem utilizando a mente criativa como ferramenta de trabalho, ferramenta essa que era estritamente reservada aos aristocratas. Inclusive as grandes corporações pagam fortunas para os gurus, consultores, palestrantes filosofarem e contribuirem com a mudança mental e com as estratégias organizacionais.

Você pode se perguntar: Está bem e o cérebro do operário, não estava empenhado em coordenar o movimento das mãos para que se harmonizasse com o da máquina? Depois de algum tempo, o movimento de tornava completamente automático, a mente durante esse tempo ficava ociosa, assim salvavam-se do tédio. Nos tempos atuais o contexto mudou, mas tem pessoas que continuam repetindo as mesmas coisas, no entanto os profissionais que se destacam são aqueles que não deixam o tédio bater em sua porta, muito menos entrar.

Empreender é fazer acontecer, propor-se a algo diferente, inovador, criar uma oportunidade, ousar, dasafiar, investir, correr riscos calculados, explorar algo que já existe para formatar algo novo.Você pode se perguntar, está bem e o empreendedor não precisa trabalhar e muito? Claro que precisa, sobretudo precisa ter tempo para inovar, ousar e empreender. O bom empreendedor é um bom trabalhador.Na mais nova sabedoria das ações do empreendedor, tem que estar presente trabalho, aprendizado, descoberta, desenvolvimento, inovação, superação e realização.

Constato que, tanto no tempo em que se trabalha quanto no tempo vago, nós, seres humanos, fazemos hoje sempre menos coisas com as mãos e sempre mais coisas com o cérebro, ao contrário do que acontecia até agora, por milhões de anos.

Entre as atividades que realizamos com o cérebro, as mais apreciadas e mais valorizadas no mercado de trabalho são as atividades criativas, inovadoras e audaciosas. Porque mesmo as atividades intelectuais, como as manuais, quando são repetitivas, podem ser delegadas as máquinas.

A mistura entre as atividades de um empreendedor, quanto ao trabalho, estudo, lazer, aprendizado, é aquele que nutre um interesse obstinado pelo futuro.Muitas vezes pensamos que estamos ociosos, mas são nesses momentos que surgem os famosos insights, as brilhantes idéias. Uma dica importante é para você sempre andar com um caderno para fazer as anotações dos seus insights, pesquisas comprovam que a velocidade do pensamento é no mínimo quatro vezes mais rápida que a velocidade da fala, então aproveite seus pensamentos antes que eles desapareçam.Empreenda e seja uma pessoa verdadeiramente empreendedora!Carlos Cruz
Consultor e Treinador
carlos@carloscruz.com.br
www.carloscruz.com.br

——-

* Este e outros artigos poderão ser lidos no blog Boombust, onde escrevo todas as terças-feiras!! Não Perca!!

Gustavo