Sobre Administração
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ÉTICA: Esta conduta vale ouro!
Postado por Marizete Furbino em 04/03/2008
Categoria: Geral
“Nossos fracassos são, às vezes, mais frutíferos que os êxitos.”
(Henry Ford)
por Adm. Marizete Furbino
Em um mundo globalizado, onde a competitividade é extremamente acirrada, a conduta do profissional faz toda diferença e possui o poder de estabelecer as regras do jogo; portanto, o profissional que possui uma conduta ética ao exercer sua profissão irá não apenas destacar-se dos demais, mas posicionar-se no mercado com um diferencial, o que irá contribuir e muito para que o mesmo permaneça no mercado por um longo tempo, tendo sua carreira, além de consolidada, respeitada.
Admite-se que o profissional, cujo pilar de suas ações seja baseado na ética, além de possuir conhecimento e fazer uso do código de ética de sua profissão, age com integridade e transparência. A Integridade no exercício da função significa agir em conformidade com seus princípios morais e valores, sem prejudicar as demais pessoas em sua volta, zelando e preocupando sempre com a boa reputação de seu nome.
Desta forma, o profissional ético, preocupa-se de forma obstinada com sua imagem, pois, tem plena consciência de que mesmo tendo muito conhecimento, competência e talento, caso obstrua sua imagem, sua permanência no mercado ficará comprometida, correndo-se então enorme risco de ser expulso do mesmo. Por esta razão, além de agir como um intra-empreendedor, preocupando em edificar a empresa onde atua, age com muita transparência e seriedade, tendo sempre o cuidado de agir em conformidade com a ética.
De todo o modo, verifica-se que, além de ser digno de confiança, o profissional ético possui grande credibilidade, o que lhe confere a oportunidade de realizar grandes negócios; portanto, além de obter dividendos, agrega valor fazendo um diferencial, desenvolvendo produtos e/ou serviços de qualidade, atendendo e ganhando mercado, contribuindo então, não só para alavancar sua carreira, desenvolvendo e crescendo profissionalmente, como também para que a empresa onde atue deslanche no mercado avançando cada vez mais.
Pode-se dizer que o profissional ético sabe que o resultado obtido depende da soma de esforços de vários colaboradores; por isso, além de valorizá-los, atua de forma a proporcionar um ambiente harmonioso, onde prevaleça um grandioso trabalho em equipe, onde todos possam atuar de forma integrada, inter-relacionada e interligada, dando sua contribuição através do somatório de conhecimentos, bem como de experiências, e exercendo sua função em prol dos objetivos a serem alcançados, obtendo assim resultados esperados.
Vale enfatizar que o profissional, quando age pautado na ética, atua sempre tendo o cuidado de zelar pela transparência nas ações e pelo respeito, prezando não apenas pelo bom convívio, mas agindo sempre com profissionalismo em quaisquer circunstâncias, assumindo responsabilidades e implicações advindas do seu exercício na função. Pautado sempre pelo bom senso, democracia, solidariedade, generosidade e pela justiça, procura manter um equilíbrio dentro da organização junto aos recursos humanos, realizando uma tomada de decisão de forma mais consciente.
Aparentemente trata-se de um conjunto de virtudes um tanto difícil de encontrar-se em uma só pessoa. Ocorre que a ética é a mãe de todas elas. Se um funcionário é ético, por princípio, as outras virtudes podem ser desenvolvidas ou estimuladas. No lado oposto, se o profissional não tem caráter, dificilmente se pode conseguir algo produtivo dele. Assim, não é difícil ter em uma empresa um time de pessoas de qualidade, mas inexoravelmente todos devem ser éticos como qualidade primordial.
É de conhecimento geral que a discussão sobre a ética no terceiro milênio ficou ainda mais evidente; por conseguinte, a necessidade do zelo, tanto pela imagem do profissional quanto pela imagem da empresa, emergiram e emergem cada vez mais; assim, é preciso lembrar a todo instante que “arranhões” na imagem deixam cicatrizes, o que não é nada bom; logo, profissionais e empresas devem estar comprometidos em atuar sempre pautados nos valores e princípios éticos; desta forma, cultivar a ação ética em nossa vida profissional deve ser hoje mais do que uma preocupação, mas uma obrigação, sendo inerente a todos os profissionais e empresas que desejam permanecer por um longo período no mercado e de forma respeitada, conduzindo assim à sua solidificação.
Ademais, é preciso lembrar que antes do colaborador ser um profissional, este é um ser humano que, além de deter conhecimentos, habilidades e talentos, possui anseios, necessidades, valores e princípios, e que a ética é inerente ao ser humano. Pensando assim, a missão, a visão e a cultura organizacional, bem como o programa de ética de uma empresa, deverão ser muito bem elaborados e definidos, pois irá nortear todas as ações, definindo rumos e a maneira de caminhar, bem como estratégias, princípios e condutas a serem seguidas.
A esse respeito, julgo oportuno salientar que, com o objetivo de coibir a prática antiética dentro de qualquer empresa, o profissional que não agir em conformidade com a ética na organização deverá ser punido, correndo-se então, o risco de ser banido não só da empresa onde exerce sua função, como também do mercado, o que poderá comprometer toda sua carreira profissional.
Todas essas ponderações levam à seguinte conclusão: as empresas fazem a contratação dos profissionais observando seus conhecimentos, habilidades e talentos, mas realiza a demissão baseando-se nas suas atitudes, condutas e comportamentos, portanto, uma auto-avaliação ajudará e muito ao profissional que queira permanecer neste mercado incerto, no momento em que através da auto-avaliação o profissional poderá além de rever, repensar, reavaliar a si próprio e mudar, conscientizando-se de que, se agir de forma ética, poderá evitar dissabores e contratempos futuros.
Networking é fator de empregabilidade
Postado por Sérgio Dal Sasso em 25/02/2008
Categoria: Geral
Nota: Entrevista Sérgio Dal Sasso e José Augusto Minarelli para o portal da FEA-USP - Faculdade de Economia e Administração. Jornalista Responsável: Elea Cassettari
Com a crescente competitividade profissional, os quesitos que impulsionam uma pessoa a ser bem-sucedida vão muito além da formação acadêmica e cultural. Uma das ferramentas com cada vez mais importância para determinar novas oportunidades de carreira é a rede de contatos ou networking.
Sérgio Dal Sasso, formado em Administração pela FEA-USP, hoje educador profissional, afirma que a partir da década de 90, o mercado passou a exigir mais produção em menos tempo, o que pede uma maior e melhor integração entre os profissionais. Por causa disso, um bom relacionamento interpessoal se tornou essencial para o desenvolvimento de qualquer carreira.
Para ele, o networking começa desde antes da faculdade, quando uma boa rede é medida pela quantidade de contatos que alguém possui. Com o passar dos anos, o fator quantidade muda para qualidade. “O objetivo final é ter a maior quantidade possível de contatos com qualidade”, afirma Dal Sasso.
A importância do networking vai além, como lembra José Augusto Minarelli, orientador profissional, que ressalta que hoje isso é um dos fatores de empregabilidade. “A partir de sua rede, você recebe novas informações, fica sabendo sobre eventos, compra e vende serviços, recebe e dá indicações”, explica.
Segundo Minarelli, mais essencial que expandir sempre uma rede de contatos é sua manutenção feita em momentos posteriores ao primeiro encontro com o profissional. Para isso, deve-se mostrar ao contato que ele é valorizado, pois “a valorização da fonte faz com que ela se sinta bem para aconselhar, indicar e informar”. Além disso, ele frisa que o fato de que todos os contatos são muito importantes, independentemente do nível sócio-econômico e profissional de cada um.
Há quem considere o networking uma prática exploratória usada por pessoas interesseiras. Tanto Dal Sasso quanto Minarelli, porém, ressaltam que a rede é uma troca de conhecimentos e favores entre indivíduos: as duas pessoas se beneficiam na relação e costumam ter um real interesse uma pela outra. “A grande vantagem do networking é que você dá e recebe ajuda gratuitamente”, diz Minarelli, enquanto que Dal Sasso lembra que “estar sozinho é ter mais riscos”.
Uma das dicas que os dois profissionais deram para expandir a rede profissional é identificar onde estão as pessoas certas e participar desse meio, tanto pessoal quanto virtualmente. Para um primeiro contato, Minarelli aconselha fazer uma abordagem “simples, educada e direta”, além de apresentar um cartão de visitas com nome, profissão, telefone e e-mail para a pessoa ter acesso ao profissional.
A Internet contribui hoje para trazer mais possibilidades de contatos, como lembra Dal Sasso. “É preciso ser participativo em fóruns de discussão e puxar as pessoas interessantes para perto de você. Só assim é possível construir um diferencial competitivo para oportunidades futuras de carreira”, explica.
Outro ponto essencial para expandir uma rede de contatos é o profissional variar o grupo de pessoas com quem convive e buscar se apresentar a desconhecidos. Caso contrário, como afirma Minarelli, as pessoas tendem sempre a permanecer junto aos mesmos contatos. “É importante sempre conhecer pessoas novas. Quem conhece mais gente tem mais possibilidades”, afirma.
FONTE: www.sergiodalsasso.com.br
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Postado por Gustavo Periard em 19/02/2008
Categoria: Geral
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E-commerce consolida-se como importante canal de vendas
Postado por Gustavo Periard em 13/02/2008
Categoria: Geral
Por Guilherme Neto
pauta@mundodomarketing.com.br
O comércio eletrônico já representa uma fatia importante no faturamento de muitas empresas e no gasto de muitos consumidores. Facilidades como o conforto, segurança e a rapidez da compra em casa, além da ampla diversidade e acervo de produtos disponíveis na internet, mas ausentes em lojas físicas próximas, vêm atraindo cada vez mais novos compradores. Se a crescente inclusão digital e melhora dos serviços virtuais, aliados à concorrência menor no varejo on-line, são indicativos do alto potencial desse setor, aumenta-se, porém, as responsabilidades nessa área. Com a demanda crescendo, muitas lojas necessitam empenhar-se para atender o alto número de compras e resolver as reclamações de clientes, cada vez mais difundidas pela rede.
Segundo dados do e-bit, empresa de Marketing on-line especializada em pesquisas sobre comércio eletrônico, o varejo on-line no Brasil tem um faturamento que cresce cerca de 50% ao ano desde 2003, tendo faturado em 2007 cerca de R$ 6,5 bilhões (pouco mais de R$ 1 bilhão apenas no Natal). Até o ano passado, 9.5 milhões de pessoas já tinham realizado pelo menos uma compra na internet. Em um país onde o número de internautas é de 39 milhões (dados do IBOPE) a 49 milhões (DataFolha), as compras on-line ainda têm potencial para crescer, levando-se em conta a crescente inclusão digital no Brasil e a expansão da banda-larga e melhora de outros serviços e produtos atrelados a internet.
Para Pedro Guast (foto), Diretor-geral da e-bit, apesar de o número de pessoas com acesso a internet em países desenvolvidos ser ainda muito maior (cerca de 60% da população), o cenário brasileiro se destaca em relação aos seus vizinhos da América Latina. “Países como Chile, Colômbia e México ainda estão distantes da realidade brasileira e principalmente da americana em termos de faturamento e desenvolvimento de e-commerce, sendo semelhantes com o Brasil em 2000″.
Maior preocupação com os consumidores
Com a crescente expansão do comércio eletrônico, cresce também o número de problemas. Uma pesquisa do site independente Reclame Aqui, que reúne reclamações de consumidores, aponta que 38% dos compradores de lojas de e-commerce em 2007 sofreram algum tipo de golpe, gerando um prejuízo de cerca de R$ 400 milhões. Durante o ano, cerca de 10 mil consumidores registraram algum tipo de reclamação contra lojas virtuais.
Apesar de muitas delas serem dirigidas a lojas fraudulentas especializadas em golpes, problemas como demora da entrega e propaganda enganosa parecem também atingir os grandes sites de comércio eletrônico. Para Maurício Vargas, diretor do Reclame Aqui, “as lojas ditas como idôneas, como Submarino, Saraiva, Shoptime, Americanas, Compra Fácil e Fnac não têm a capacidade de atender a alta demanda do mercado na questão de logística, principalmente em épocas como o Natal”.
Por isso, as empresas precisam estar preparadas para enfrentar a ira desses consumidores insatisfeitos. Uma característica deles é a facilidade e disponibilidade de espalhar reclamações contra uma loja pela internet, além da prática de ampla pesquisa sobre as tais lojas. “O consumidor virtual é imediatista. Se a entrega para o Natal não é entregue, demorou um dia, ele desce a lenha. Hoje, o consumidor, principalmente quem tem Internet, tem o poder na mão. Ele consegue resolver o seu problema em pouquíssimo tempo”, conta o diretor do Reclame Aqui, site que ano passado foi responsável pelo fechamento de 127 lojas devido ao alto número de reclamações postadas. Ficar atento às críticas e procurar resolvê-las ainda é a melhor solução antes de prejudicar ainda mais a imagem das empresas ou que o cliente tente solucionar o problema na justiça ou no Procon, por mais que estas empresas ainda tenham dificuldade para lidar com isso.
Busca por novos compradores
Fatos como esses podem aumentar a insegurança do consumidor pela compra na Internet, o que ainda é um entrave para o mercado. A desinformação, desconfiança e medo de golpes por lojas ou hackers ainda impedem que muitos realizem ou adiantem suas compras na web. Para atrair a confiança desses potenciais clientes, o diretor-geral da e-bit acredita que as lojas precisam implementar processos seguros, com garantia e serviços de burocracia fácil, como de trocas e devolução ou um canal de atendimento rápido, com comunicação clara e objetiva.
Já ações no mundo “off-line” e o investimento em novas tecnologias foram as táticas usadas pela agência Ponto de Criação para a Netshoes, loja virtual especializada em artigos esportivos. Para o lançamento exclusivo da nova camisa da seleção brasileira, 20 bares foram escolhidos para expor as camisetas oficiais em um relicário. Nesses mesmos locais, a compra poderia ser efetuada através da tecnologia shotcode, que permite a leitura do código de barras pela câmera do celular e o direciona para a loja Wap, onde o consumidor pode comprar tal qual na internet.

Outra tática adotada pela Netshoes é a adoção de um serviço de brindes em parceria com outras empresas. “Temos um bom catálogo de brindes. Fizemos uma ação juntamente com o Citicard, por exemplo. Dispunha-se um valor para a pessoa gastar e a ela escolhia o que queria na NetShoes”, conta ao site Ronaldo Cunha Bueno, Diretor de Marketing da loja.
A concorrência com as lojas físicas também não deixa de existir. É importante uma busca por menores preços, visto que o consumidor ainda tem o gasto com frete nas entregas das lojas virtuais. O consumidor pode até deixar de comprar um produto nos sites de e-commerce e encontrá-lo ao mesmo preço ou mais barato na loja mais próxima de casa, sem precisar passar pela ansiedade da espera. Grandes variações de preço podem ser encontradas ainda no varejo on-line. Uma recente pesquisa do Buscapé, site de pesquisa de preços, apontou diferenças no preço de material escolar em lojas virtuais nessa época de volta às aulas de até 200% no valor do mesmo produto e de 852% em itens que variam de marca e modelo.
Números do E-Commerce no Brasil

R$ 6,5 bilhões de faturamento
Consumidor gastou R$ 1 bilhão só no Natal
9,5 milhões de pessoas já compraram pela Internet
Mercado cresce acima dos 50% desdMais faturamento, mais responsabilidades
Velhas crendices como a indisposição do consumidor em comprar artigos que necessitem uma experimentação prévia estão caindo, vide o próprio sucesso da Netshoes, que vende de camisas a sapatos, e da Tecnisa, construtora com 25% de sua venda de imóveis oriunda da internet. Facilidades como ausência de espaço físico ou baixo custo para montar uma loja virtual ou para divulgação on-line entusiasmam pequenas e médias empresas, mas o investimento para se manter com sucesso um site de e-commerce ainda é alto. “As pessoas são equivocadas em relação ao baixo custo. Ao montar uma loja virtual investindo pouco, só será possível concorrer com nicho de mercado”, diz Pedro Guasti em entrevista ao Mundo do Marketing.
Se quiser entrar para brigar, é preciso muito investimento, principalmente para montar operação, contratar profissionais qualificados (mais caros que os de loja de rua), trabalhar com Marketing, serviços de entrega e pós-venda, entre outros. “Pequenos e médios têm dificuldades para construir a marca. O branding faz diferença na internet. Nascem muitas lojas virtuais e fecham muitas outras, há uma alta rotatividade nesse meio. Cada vez mais tem que ser profissional nesse mercado. Se a empresa não chegar preparada, vai perder muito dinheiro”, completa Pedro.
A tendência para os próximos anos é, cada vez mais, a entrada de lojas tradicionais para o comércio virtual, como as Casas Bahia, Carrefour e Wal-Mart, que devem entrar em operação ainda este ano. “As empresas não vão poder ficar de fora. O varejo on-line não vai substituir outros canais de vendas, mas vai ser algo complementar”, comenta o diretor-geral da e-bit.
Entre as perspectivas, há o aprimoramento do Marketing direcionado a esse setor e o investimento nos serviços de pós-venda, além da busca por atrativos para chamar a atenção de novos consumidores, como o uso de fotografia em 3D (como manequins virtuais) para facilitar o reconhecimento de um produto, uma vez que não pode ser manuseado. Esse artifício já existe em algumas lojas on-line estrangeiras. Há ainda uma estimativa de crescimento para mais de 30% ao ano do setor no Brasil, além do constante aumento da inclusão digital e o desenvolvimento e aprimoramento da Internet e outras tecnologias.
Acesse
www.ebitempresa.com.br
www.reclameaqui.com.br
www.netshoes.com.br
FONTE: www.mundodomarketing.com.br
Plano de Carreira: sua empresa tem que fazer um!
Postado por Marizete Furbino em 22/01/2008
Categoria: Geral
“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.”
(Peter Drucker)
Por Adm. Marizete Furbino
Século XXI, era da globalização, era marcada por grande competitividade, mudanças e incertezas, onde todos estão voltados para resultados e, por conseguinte, preocupados com desempenhos, tornando-se imprescindível então, que para a obtenção da eficiência e eficácia, cada empresa elabore e mantenha sempre atualizado o plano de carreira de seus colaboradores. O plano de carreira contribuirá para que a empresa não apenas sobreviva neste mercado altamente competitivo, mas faça seu diferencial, se tornando sólida, através de seus colaboradores.
O plano de carreira deve vir de encontro à missão e visão da própria empresa, conciliando objetivos e benefícios organizacionais, com objetivos e benefícios dos profissionais, aliando-se então os interesses da empresa com os interesses de seus colaboradores, e assim, pautados na ética, nos valores, princípios e na cultura organizacional, contribuir para o alcance do desenvolvimento e crescimento de ambos, alcançando diferencial no mercado e gerando o rebento denominado sucesso.
A empresa do séc. XXI tem plena consciência que a causa maior de sua existência, são seus clientes, sejam no âmbito interno e/ou externo e por isso, deve zelar e cuidar dos mesmos, buscando sempre satisfazer às suas reais necessidades. Verifica-se que, quando existe a satisfação, existe uma relação de doação, de prazer, de entrega e, como conseqüência, o alcance da produtividade com qualidade.
A partir da elaboração de um plano de cargos e salários é que a empresa deverá implantar e implementar o plano de carreira. Portanto, ao se elaborar um plano de carreira, a empresa deverá fazer um diagnóstico de suas reais necessidades, atentar quanto à estrutura, política salarial a ser a adotada, salários, cargos, perfis dos profissionais coerentes com os cargos, metas, capacidades e competências, visando sempre atender aos objetivos e expectativas da organização e dos profissionais que compõem tal organização. É preciso que fiquem bem claras as progressões, tanto em âmbito vertical como horizontal, e que sejam definidos como e quando o profissional alcançará o crescimento, não se esquecendo de oferecer igualdade de oportunidade a quem de direito, valorizando assim cada colaborador e evitando desta forma um descontentamento, o que poderia gerar futuros dissabores. É inaceitável que um colaborador qualificado seja preterido em uma promoção com favorecimento de outro menos qualificado por conta de uma decisão gerencial injusta ou nitidamente equivocada moralmente/eticamente. Não há nada pior numa empresa do que um “colaborador” ferido em seu íntimo por uma decisão empresarial injusta. Certamente ele se tornará um potencial inimigo na empresa, comprometendo o bom nome empresarial conquistado a duras penas.
Pensando no alcance dos resultados, a empresa deverá liberar recursos destinados à profissionalização e ao aperfeiçoamento de seus profissionais, que somados com envolvimento e comprometimento irão alcançar o desenvolvimento e crescimento esperado, o que não impede que cada profissional também tome tal iniciativa.
A elaboração de um plano de carreira implica na relação de pensar e repensar o passado e o presente, bem como o futuro de forma cautelosa e com muita transparência nas ações, envolvendo todo um trabalho de equipe. Além da participação do Departamento de Recursos Humanos da empresa, o ideal é que esta equipe seja composta por multiprofissionais, devendo ter a participação efetiva de todos os envolvidos.
Lembrando que todo plano de carreira deverá ser flexível, estar aberto às mudanças e adaptações, pois poderá sofrer quaisquer alterações ao longo de todo o processo.
O plano de carreira irá contribuir para com a valorização dos profissionais da empresa, concebendo-os como um ser humano, ser bio-psico-social, que pensa e possui talentos, conhecimentos, capacidades, anseios e necessidades diversas e é capaz de contribuir e muito para que a empresa faça a diferença neste mercado globalizado e de alta competitividade.
Os benefícios da empresa que possui plano de carreira implantado e implementado são inúmeros; dentre estes, podemos destacar a seleção interna de pessoal de forma mais consciente e, portanto, tendo mais chance de acerto na escolha, a intensificação do relacionamento da empresa para com o colaborador, além de conseguir que os funcionários atuem motivados, o que contribui não só com o desenvolvimento profissional, mas também com o desenvolvimento organizacional.
Lembramos que, no séc. XXI, o plano de carreira deverá ser de responsabilidade de cada profissional; portanto, se a empresa não o fizer, o profissional deverá ter a consciência que, para permanecer no mercado e não ser pisoteado correndo o risco da expulsão pelo mesmo, este deverá elaborar o seu.
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