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Havaianas - Grandes Marcas
Postado por Gustavo Periard em 12/05/2007
Categoria: Grandes Marcas
>> Havaianas, o chinelo que virou artigo de moda
Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br
Havaianas é um dos casos de sucesso mais comentados no mundo dos negócios. Fala-se da propaganda com celebridades, da mudança de posicionamento da marca e do aumento do portfólio. Mas se o chinelo de borracha é hoje o mais celebrado no mundo, deve isso a uma mudança profunda no Mix de Marketing da marca que superou a sua categoria e virou artigo de moda.
“As legítimas” começaram a ser fabricadas em 1962 pela Alpargatas. “Foi uma marca lançada para a classe média que, com o passar do tempo, todo mundo passou a usar e o resultado é que ela acabou se popularizando demais”, conta Rui Porto (foto), Diretor de Mídia e Comunicação das Havaianas em entrevista ao Mundo do Marketing.
Este era o problema. A massificação do produto, por incrível que possa parecer, levou a rentabilidade aos menores níveis nos anos 1980 e o enquadrou na categoria de commodity. Com a fabricação de um único modelo, a operação corria riscos e não seria apenas mudanças na comunicação que alteraria este cenário. A estratégia da Alpargatas para Havaianas foi provocar uma mudança drástica no mix de marketing. “Mexemos em todos os compostos de marketing”, afirma Porto.
O marco Top
De acordo com o novo posicionamento posto em prática em 1994, o primeiro passo foi criar outros modelos do chinelo. A estréia foi com a linha Havianas Top que, com novas cores e formatos diferenciados, criaram uma segmentação do produto. Em seguida, a distribuição também passou a ser focada em nichos de mercado. Cada ponto de venda recebia um modelo diferente, de acordo com seu target.
Outra mudança foi na exposição do produto no ponto de venda. Ao invés das grandes cestas com os pares misturados, criou-se um display para valorizar o produto e facilitar escolha e, claro, impulsionar as vendas. “Sabíamos que a questão do PDV era muito importante”, informa Rui Porto. “Era querer demais que o consumidor mergulhasse dentro de uma cesta para achar o produto”, ressalta.
Agora sim, com o produto certo para as pessoas certas, muda-se a comunicação. Deixa-se de falar sobre o produto (as tiras não soltam e não tem cheiro), para destacar o usuário e suas atitudes. Entre as estratégias está o patrocínio de eventos de moda e o trabalho de assessoria de imprensa e RP junto aos formadores de opinião e a imprensa. Nos anúncios para TV, jornais e revistas, as campanhas mostravam o espírito de boas coisas brasileiras com artistas famosos colocando o pé à mostra com suas Havaianas Top. Com cenas irreverentes, os comerciais fizeram com que a marca fosse querida pelas pessoas.

Assim como na moda, Havaianas lança coleção verão
Marca global
O resultado, em 12 anos, é que Havaianas virou artigo de moda e a marca se colocou do lado de grandes empresas internacionais como Channel, que, aliás, vende pares de sua marca junto com a de Havaianas numa ação de co-brand. Só em 2006, 160 milhões de pares foram vendidos, dos quais 10% foram para mais de 80 países espalhados pelo mundo. E se antes era apenas um modelo que ia no pé de todo mundo, hoje são 80, dos quais metade são destinados ao exterior.
O que mantém a áurea de um simples chinelo vivo é o fato de ter se transformado em marca. “Havaianas está ligado ao estilo da moda e como hoje ela é uma marca, como Channel, estará sempre na moda”, informa Rui Porto, que vê seu produto vendido desde a farmácia da esquina até às lojas mais requintadas de Paris e Nova York.
“Muita gente quer uma fórmula mágica do sucesso, mas não existe. Não foi do dia para a noite que tudo aconteceu. Começou em 94 e demorou três anos para decolar - foi um processo”, elucida o diretor. “E isso só foi possível graças ao comprometimento com a mudança, com investimento em pesquisa sobre o consumidor e comunicação”, garante Rui Porto ao site.
Acesse
www.havaianas.com.br
Mundo do Marketing : Publicado em 15/12/2006
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Equipe SobreADM
Especial - Grandes Marcas
Postado por Gustavo Periard em 19/11/2006
Categoria: Grandes Marcas
72 anos de Lego
Francisco Alberto Madia de Souza
Em 1932, o carpinteiro dinamarquês OLE KIRK CHRISTIANSE toma a decisão que mudaria a história dos brinquedos no mundo, estabelecendo uma referência definitiva para as práticas do marketing. Dois anos antes, em 1930, na condição de um dos milhões de desempregados em decorrência da Depressão Econômica, começa a produzir brinquedos de madeira para crianças, mas é em 32 que, em companhia de seu filho de 12 anos, inicia formalmente a LEGO – junção das palavras dinamarquesas “Leg” e “Godt” (brincar bem). Até o final dos anos 40 fabricava diferentes tipos de brinquedos em madeira e plástico, inclusive um de montar em formato de “tijolos”, que se encaixavam e formavam figuras, animais, objetos, mas é em 1958 que começa a se concentrar no que denominou de LEGO SYSTEM OF PLAY. Decisão essa levada às últimas conseqüências dois anos depois, em decorrência de um incêndio que destruiu sua fábrica.Hoje, a LEGO é uma empresa que tem seu brinquedo presente em todo o mundo, parte integrante da infância de todas as últimas gerações, com um faturamento anual próximo de US$ 1,5 bilhão. Dentre suas principais iniciativas para perpetuar seu brinquedo ícone, é a adoção consistente de uma política de estimular, cada vez mais, que pessoas de todo o mundo convivam descontraída e intensamente com sua MARCA. Por decorrência, construiu seu primeiro parque temático LEGOLAND – Cidade Lego -, em 1968, na pequena cidade de Billund, na região oeste da capital da Dinamarca, são 55 milhões de peças formando diferentes e surpreendentes figuras, já visitado por mais de 33 milhões de pessoas desde sua abertura. De lá para cá, abriu em 1996 na Grã-Bretanha seu segundo parque, o LEGOLAND WINDSOR, visitado por 1,6 milhões de pessoas só em 2001. O terceiro, LEGOLAND, inaugurado em 1999 em Carlsbad, Califórnia (USA), que em menos de 4 anos já recebeu mais de 5 milhões de visitantes e, no ano de 2002 abriu seu quarto parque temático em Gunzburg, cidade da Baviera Alemã, onde espera receber uma média diária de 6 mil visitantes.Quando me perguntam se produtos são imortais, “cogito, LEGO sim”.
Artigo extraído do site www.consultores.com.br
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Equipe SobreADM
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