por Julio Wiziack

As emissoras, estúdios e produtoras já não resistem tanto à expansão do uso dos celulares como receptores de seus conteúdos, segundo as integradoras. Essas empresas negociam a distribuição dos canais para as teles. Elas recebem o sinal emitido pelas emissoras e armazenam o conteúdo em seus computadores. Para assisti-lo, os clientes das operadoras acessam esses computadores via internet móvel.

“Já estamos sendo procurados pelos próprios canais”, diz Alberto Magno, presidente da M1nd, integradora líder do mercado. “Disney, Deutsche Welle, France24 são alguns deles.”

Segundo ele, a M1nd tem hoje 128 canais preparados para TV digital, dos quais as teles móveis contratam 15. Com as negociações em andamento, haverá 212 até o final deste ano. Já nos próximos meses, a oferta da TIM dobrará para cerca de 30 canais.

Ainda não se sabe se a Globo e suas concorrentes entrarão nesse mercado. No futuro, com a tecnologia da interatividade (que permitirá a compra de artigos que aparecem em um programa ou a participação de enquetes, por exemplo) essas emissoras pretendem liderar um novo modelo de negócio envolvendo as teles para a venda de produtos e publicidade, já que o sinal da TV digital aberta será captada pelos celulares.

Enquanto isso não acontece, a indústria de aparelhos se prepara. Hoje existem menos de duas dezenas de celulares disponíveis para a TV digital. Segundo a Nokia, líder do mercado, no próximo ano as telas da maior parte dos celulares já terá resolução para imagens digitais. O preço será uma barreira. Hoje ele varia entre R$ 599 e R$ 2.500. Um dos modelos mais baratos da praça é o da chinesa ZTE e custa R$ 399.

FONTE: Folha.com

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