Olá pessoal! Há algumas semanas publicamos aqui um convite para todos participarem de uma blogagem coletiva muito legal, falando sobre um debate realizado no Facebook sobre os Mitos e verdades sobre o Intercâmbio. E hoje, dando sequência ao debate sobre o tema intercâmbio aqui no blog, entrevistamos um Administrador recém-formado que decidiu viver esta experiência única e fazer um intercâmbio ao terminar a faculdade. O país escolhido foi a Irlanda, e a cidade Dublin.

Visite a página do debate no Facebook e participe!

Abaixo você confere a entrevista completa com o Administrador Igor Reis. Neste bate-papo, nós procuramos esclarecer algumas dúvidas que os jovens geralmente tem sobre o intercâmbio, como a escolha do destino, a importância desta experiência na volta ao país, a vantagem competitiva no mercado de trabalho etc. Confira:

Sobre Administração: O que o motivou a fazer um intercâmbio?
Igor à direita, com Tadeu, também administrador, na Irlanda.

Igor: Bom, foi uma oportunidade que apareceu e que eu vi como um diferencial muito grande para o mim na disputa do mercado de trabalho. Além disso, a oportunidade de morar fora do país, principalmente na Europa, falou muito alto, assim, mesmo com aquele medo normal da mudança drástica que seria, eu resolvi aceitar o desafio e me mudar.

Morar em um país completamente diferente é uma experiência e tanto. É legal ver o leite na porta das lojas às 5 horas da manhã e ninguém roubar, por exemplo. Coisas assim, como diferenças de cultura, comportamento, segurança pública etc. É tudo muito diferente. Mas nem tudo muda para o bem, os jovens daqui, por exemplo, abusam muito mais do que no Brasil.

Outro fator que me fez pensar no intercâmbio foi a idéia de morar fora, longe da proteção dos meus pais, algo que não fiz enquanto estava na universidade. Sempre achei que isso seria muito importante para minha vida em um modo geral.

SA: Como você se preparou para este intercâmbio? (finanças, psicológico, destino etc)

Igor: Na questão do dinheiro, graças a Deus, eu contei com a ajuda dos meus pais. Na parte psicológica eu contei com o apoio da minha familia e amigos, principalmente os dois que vieram comigo para Dublin.

Sobre o destino da viagem, a idéia de vir para Dublin na Irlanda foi de um amigo que também planejava um intercâmbio. Com o destino escolhido, uma coisa que nós sempre fizemos foi procurar notícias e informações sobre a cidade na internet. Há vários blogs, sites especializados, sem falar nos guias de turismo e dezenas de outras fontes de informação. Nesse quesito, quanto mais informações tiver sobre a cidade destino, melhor.

SA: Você acha que a escolha do país de destino faz alguma diferença para o aprendizado do intercambista?

Igor: Sim, sem dúvidas. Se estivesse morando hoje em alguma cidade com menos brasileiros provavelmente meu inglês seria melhor, mas talvez eu não teria ganhado uma bagagem cultural tão rica quanto a que estou ganhando aqui em Dublin.

Morar na Europa e contar com a “ajuda” dessas companhias aéreas low cost te ajudam muito a viajar e conhecer lugares maravilhosos.

Quando se mora no EUA ou no Canadá o que você vai conhecer? A Disney, NY, Califórnia, Miami, Vegas etc. Na Europa eu nem preciso dizer o que você tem a conhecer né, até porque eu ficaria aqui várias horas listando tudo que é possível de ser visitado.

Mas isso foi uma escolha pessoal, eu me importava muito com o desenvolvimento do meu inglês e com toda a possibilidade de conhecer esse mundo de história e cultura que é a Europa.

Ou seja, a escolha do destino em um intercâmbio depende da necessidade de cada um. Tem gente que vai se sentir melhor em Londres porque é uma cidade grande, outros vão preferir Dublin por ser menor, e assim vai. Cada um tem que ver o que quer e o que está disposto a fazer e gastar nesse programa. Esta escolha precisa ser muito bem feita para evitar transtornos no meio do caminho.

SA: Você acredita que um intercambista tenha vantagem competitiva maior na hora de participar de uma seleção de emprego em seu país de origem?

Igor: Acho que o fato de você ter tido contato com outras culturas, ter visto como as coisas funcionam em outros lugares e ter vivido a lingua estrangeira te abrem a mente, mostram outras alternativas, te mostram o mundo de uma forma diferente. E em uma era onde o conhecimento é tão valorizado acho que isso faz toda a diferença.

Aqui na Europa, por exemplo, você vê empresas fazendo o mesmo que aí no Brasil, trabalhando igualzinho, mas também vê empresas que às vezes atacam um público que ainda está adormecido por aí, ou que prestam um serviço diferenciado e dá certo. Enfim, empresas que apresentam soluções novas para os velhos problemas. Assim, ter contato com culturas empresariais novas em outros países faz com que o jovem intercambista leve uma bagagem ótima para seu país de origem.

SA: O que você espera encontrar de diferente na volta ao Brasil, no que diz respeito ao mercado de trabalho? (melhores salários, melhores vagas, competição menor etc) 

Igor: De cara acho que hoje sou mais apto a concorrer a uma vaga em programas de trainee, com mais chances do que teria antes. Sem falar na oportunidade de abrir um negócio diferente em algum setor que não estamos explorando bem por aí, além de poder disputar melhores vagas no mercado de trabalho brasileiro.

E como eu disse, ver como as coisas funcionam no nosso país e também fora dele nos dá uma idéia diferente sobre as coisas, e voltamos com uma certa noção das melhorias que podemos implementar para várias coisas que temos no Brasil. Não que nosso país seja atrasado, nada disso, mas é que aqui, por exemplo, o metrê de Londres funciona de um jeito, na França de outro, na Alemanha outro, e assim vai, isso nos mostra as diversas maneiras diferentes de fazer a roda girar.

Ou seja, procurei diferenciar minha mão de obra, pensando nela como um produto, para poder ser mais valiosa, apesar de ainda não saber se me encaminharei para o mercado de trabalho assim. Talvez eu volte para o Brasil para tentar tocar meu próprio negócio.

SA: Na sua opinião, é melhor aprender outro idioma com um intercâmbio ou em uma escola de idiomas no Brasil?

Igor: No seu país de origem se aprende o idioma, em um lugar de inglês nativo, por exemplo, se vive o idioma. E isso são coisas completamente diferentes em todos os aspectos. É um vocabulário melhorado, gramática, ouvido treinado e por aí vai. O aprendizado no intercâmbio é maximizado pela experiência vivida no país de destino.

SA: Qual o conselho que você daria para os nossos leitores que estão pensando em fazer um intercâmbio?

Igor: Morar fora é muito bom, faz você valorizar tudo que tem. Uma coisa boa de morar fora do país é ver que muita coisa não depende do país que você mora e sim da conscientização do ser humano. Aqui fora também tem bandido, político corrupto, safado, golpista, enfim, todo tipo de gente que você acha que só encontra perto de casa.

É importante ressaltar isso para que os próximos intercambistas não venham iludidos. Longe do seu país acho que a primeira coisa que você aprende é que no nosso caso, por exemplo, o Brasil é bom demais.

Uma dica importante é: Cuidado com a empresa que vai fechar o intercâmbio e a escola para onde vão te mandar, isso pode definir a qualidade da sua experiência antes, durante e depois do intercâmbio.

No mais, aproveite essa chance única em suas vidas. Parafraseando meu pai “Cavalo branco só passar na sua porta 1 vez, ou você monta nele ou o deixa passar”. Ou seja, se você tem a oportunidade de ir, vá, largue o medo em casa, encare esse desafio e se divirta muito. Aproveite este momento e viva tudo que puder, aprenda e ensine.

E aí pessoal, curtiram a entrevista? Ficaram com alguma dúvida e gostaríam de discutir mais? É só deixar sua opinião ou dúvida nos comentários abaixo. Querem participar da blogagem coletiva? Acessem este link e saibam como. Participem!

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