Envolvimento e comprometimento: Duas “ferramentas” humanas imprescindíveis

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“Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor!”

( Johann Wolfgang Von Goethe)

Por Adm. Marizete Furbino

Nos dias atuais, além da qualificação, o diferencial é percebido através da atitude do envolvimento e do comprometimento dos profissionais envolvidos para com a empresa.

Sabedor de que o maior ativo intangível de uma empresa se concentra na soma de habilidades, conhecimentos e competências existentes nos profissionais desta mesma empresa, de pronto se verifica que o profissional comprometido e altamente engajado no que se propõe a fazer, é capaz de conduzir a empresa à emersão no mercado; portanto, é de suma importância conscientizar-se que, além de valorizar tais profissionais, torna-se necessário realizar investimentos e promover programas de incentivos que contribuem e direcionem o profissional a sentir-se motivado para que o mesmo possa “mergulhar” no trabalho se entregando de corpo e alma, e assim, apresentar resultados mais do que esperados.

Deve ser lembrado, contudo, que o profissional envolvido possui, acima de tudo, uma preocupação com o seu nome e com sua reputação, dando assim, uma atenção toda especial no que tange à sua carreira profissional; por conseguinte, realiza suas atribuições com muita responsabilidade e participa de modo ativo no que se propõe a fazer, uma vez que tem um nome a zelar.

Por outro lado, é preciso ser lembrado também que, o profissional comprometido, além de se preocupar e de se comprometer com o seu nome, zelando pelo mesmo, também se preocupa e zela da mesma maneira pelo nome e reputação da empresa, preocupando-se de maneira constante com a missão, visão e cultura organizacional, bem como com os valores e princípios norteadores da empresa no qual exerce suas funções, preocupando-se de forma constante com o desempenho desta empresa frente ao mercado, atuando assim, com muita responsabilidade, muito afinco, muita paixão pelo exercício da função, muita admiração pela empresa em que atua, muito respeito e com muita vontade de fazer acontecer, trabalhando com muito envolvimento e prazer.

Somando-se a isso, o profissional comprometido atua como um intra-empreendedor, ou seja, trabalha na empresa de outrem como se a empresa fosse a sua; assim, além de conhecer e compreender de fato a empresa em que atua, bem como seus modelos de gestão, é um profissional pró-ativo, “antenado”, atuando sempre de forma a interferir e a realizar mudanças em prol da melhoria contínua, contribuindo então, para com o desenvolvimento e crescimento da empresa, conduzindo-a à emersão.

Conscientes de que a ascensão de uma empresa está ligada primordialmente aos Recursos Humanos nela existente, e que o comprometimento constitui em vantagem competitiva, torna-se necessário dar uma atenção especial no que tange a seleção, recrutamento, inserção destes profissionais no departamento adequado, capacitação e trabalho em prol da manutenção dos melhores, não se esquecendo de sempre fazer uma aliança entre desenvolvimento profissional com desenvolvimento organizacional.

Contudo, é preciso ter em mente que o comprometimento se consegue quando existe satisfação e paixão no exercício da função. É nessa condição que se verifica a doação, a entrega; todavia, é de suma importância que a empresa propicie um ambiente estimulador e que contemple um clima além de desafiador, agradável, onde possa despertar nos integrantes, o desejo, a vontade e o prazer no exercício de suas funções. Enfim, é essencial um ambiente de troca entre os profissionais comprometidos e o reconhecimento pela empresa, que deverá corresponder a esse esforço e dedicação materializando-o em benefícios pecuniários e outras vantagens importantes para o profissional, como por exemplo, plano de saúde, entre outros. Sabidamente um profissional que se sente “amparado” e reconhecido pela empresa, mas sem qualquer paternalismo, é naturalmente um profissional comprometido.

É imprescindível perceber que, trabalhar não pode jamais ser sinônimo de sofrer, pois, se assim o for não constituirá em nenhum benefício, nem ao ser humano e nem à empresa; ao contrário, o ato de trabalhar deverá ser sinônimo de desenvolvimento, crescimento e prazer; assim, além de se constituir em inúmeros benefícios ao ser humano e à empresa, deixará de ser um fardo.

Diante desse mercado altamente competitivo e cruel, a empresa não poderá ser uma “pãe”, ou seja, atuar como se fosse um verdadeiro pai e mãe de seus profissionais; contudo, deverá saber selecionar seu “time”.

Dessa forma, é preciso conscientizar-se que deverá permanecer na empresa apenas os exímios profissionais, profissionais estes, que além de deter conhecimentos, habilidades e talentos, desempenham suas funções com muito engajamento, comprometimento e muita vontade de vencer; caso contrário, a empresa estará fadada ao fracasso.

Do outro lado, o profissional, deve fazer jus à oportunidade a ele concedida, não apenas se envolvendo, mas se comprometendo de fato com a empresa, selando uma parceria permanente com a mesma, de forma a ser pró-ativo, estabelecendo-se uma constância no que concerne às suas ações, de modo a compreender, estudar e avaliar a empresa perante o mercado em nível global e local, no que tange a economia, política e finanças, não se esquivando do social e do ambiental, com olhos bem abertos e atentos, de tal modo que consiga alcançar, além da qualidade dos produtos e/ou serviços prestados, eficiência, eficácia e a satisfação dos clientes, contribuindo dessa forma, não apenas para sobrevivência, mas para a ascensão da empresa no mercado.

Ante o exposto, insta dizer que, comprometimento e envolvimento constituem-se em um verdadeiro desafio, tanto para o profissional quanto para a empresa, pois ambos devem, além de conquistar, instigar e trabalhar em prol do comprometimento, isto se desejarem permanecer no mercado por um período mais longo de tempo.

6 COMENTÁRIOS

  1. ERRATA

    Prezado Gustavo,

    Desculpe, mas cometi um erro de atenção ao me dirigir no comentário anterior à colunista Marizete Furbino e a você, que é o autor do blog. No resto, está tudo correto.

    Sucesso e de novo, parabéns.

  2. Marizete,
    Grande prazer em conhecer o seu blog “Sobre Administração”. Sou um (neo) blogueiro e o “Oficina de Gerência” (meu blog) está engatinhando. Pela via do Catálogo de Blogs acessei o seu e estou favoravelmente admirado. É um site excelente dentro da sua proposta. Gostaria de citá-lo na minha lista de blogs recomendados e peço a sua autorização. Os nossos blogs tem muito em comum e não gostaria de privar meus visitantes de conhecer o “Sobre Administração”. Virei visita-lo muitas vezes e poderei replicar alguns posts aqui existentes. Sempre que o fizer citarei as fontes (sou meio “paranóico” com esse negócio de plágio)e lhe comunicarei.
    Um abraço e parabéns.

  3. bom dia,
    Muito bonito tudo isso que vc escreveu gustavo. Vejo a motivação como uma bela poesia.
    Até hj tento encontrar uma ação motivacional que realmente funcione.
    A administração olha para a motivação como uma ferramenta poderosa, mas na verdade tentam comprar seus funcionarios com “dinheiro de pinga”.
    A empresa conta uma mentira e acaba acreditando nela.
    Ação motivacional é dinheiro no bolso e não “foto de melhor funcionario do mes” ou aparelhos de DVD. As empresas tem medo de falar sobre dinheiro, mas não é esse “motivo” pelo qual ela existe?.
    A motivação da empresa são os lucros.
    Missão??? Valores???
    já experimentou perguntar para um empresario qual é a missão da sua empresa???
    vai rir bastante com as respostas.
    Motivação é dinheiro no bolso da empresa e do funcionario.

  4. Olá Alexandre,

    Com certeza o dinheiro é um excelente incentivo para qualquer pessoa, seja dentro ou fora de uma organização. mas Acho que não pode ser o único, e já vi muitas pessoas aceitarem um salário menor para trabalhar em um ambiente menos stressante ou com pessoas menos arrogantes, etc… O dinheiro incentiva mas não motiva!! Motivação é aquilo que te faz trabalhar feliz e com vontade, não o que te paga as contas no fim do mês, isso é incentivo.
    O dinheiro é muito importante sim, mas há outros fatores importantes que ajudam na hora de motivar ou incentivar uma pessoa.

    Um grande abraço!

    • Olá Gustavo e Alexandre,

      Participando um pouco desta conversa, comungo com a ideia de Gustavo ao dizer que motivação é o significado, o sentido dado àquilo que fazemos, portanto é pessoal, único. O dinheiro é um grande incentivo, sem dúvida, mas não resiste a um ambiente desleal, anti ético, venal.As pessoas literalmente adoecem física e emocionalmente em nome deste dinheiro, do “poder” que ele oferece. Cada vez mais o ambiente de trabalho determina a qualidade do que se constrói, cria, executa.

  5. [...] ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO: Duas “Ferramentas” Humanas Imprescindíveis! [...]

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