Após alguns rumores, o Facebook anunciou de forma oficial que está trabalhando em uma versão de sua rede social voltada para o uso no ambiente de trabalho.

Facebook at Work, nome da nova rede social de Mark Zuckerberg, será uma versão fechada do próprio Facebook. A idéia principal é que seja permitido a empresas de todo o mundo criarem suas próprias redes sociais internas.

Desta forma, apenas seus empregados poderiam ter acesso a estas redes corporativas privadas, criando um ambiente de colaboração e comunicação entre todos na empresa.

Lars Rasmussen, diretor de engenharia do Facebook, afirmou em entrevista à Revista Exame que “um dos grandes benefícios do Facebook at Work é que os usuários não precisam aprender nada novo, já que ele funciona exatamente como o Facebook”.

Sendo assim, espera-se que a curva de aprendizado desta ferramenta seja muito menor do que em outras opções similares no mercado.

E este modelo mais amigável de interação é o resultado de mais de quatro anos de testes realizados pelos próprios funcionários do Facebook, incluindo Mark Zuckerberg, em seu dia-a-dia corporativo. Eles utilizam uma rede social privada para se comunicarem, que somente no último ano foi tratada como um novo produto para o mercado.

Mas os testes não se limitaram aos portões da empresa de Zuckerberg. Outras empresas parceiras, de diversos segmentos, em geral de médio e grande porte, puderam testar a ferramenta e sugerir melhorias.

Facebook at Work contará com todas as ferramentas já conhecidas pelos usuários, como chats, grupos, newsfeed, eventos etc. Será possível, também, acessar a rede por meio de aplicativos para smartphones.

Concorrência

A princípio, não é a intenção do Facebook lançar uma ferramenta que possua funcionalidades parecidas com outros produtos de seus principais concorrentes, como Microsoft e Google.

Não será possível, por exemplo, criar ou editar planilhas, apresentações ou mesmo documentos de texto na rede social, assim como é feito nos programas do pacote Office, da Microsoft.

Também não será possível que várias pessoas trabalhem simultaneamente em um mesmo documento, como acontece hoje no Google Docs.

Da mesma forma que não se pretende tomar o lugar do Linkedin como principal rede social que conecta profissionais ao redor do mundo. Dentro do Facebook at Work não será possível contactar profissionais de fora da rede, por exemplo.

Anúncios e privacidade

O Facebook garantiu que não haverá publicidade em sua nova rede social. Afirmou, também, que os dados trocados pelos profissionais dentro do Facebook at Work serão totalmente confidenciais e que as contas corporativas e pessoais serão mantidas separadas.

Lars Rasmussen afirmou em sua entrevista que o Facebook at Work não será pago, pelo menos em um primeiro momento. “Aqui no Facebook nós pensamos o produto, sem pensar em monetização. Queremos que ele se espalhe e que as pessoas tenham a oportunidade de usá-lo. Por conta disso, ainda não pensamos se em algum momento ele terá anúncios ou se cobraremos uma mensalidade. Isso fica para o futuro”, afirmou.

O Facebook at Work já pode ser testado por meio de seu aplicativo, que já está disponível na App Store e na Google Play, mas somente por parceiros-piloto.

Porém, as demais empresas, de médio e grande porte, que estiverem interessadas em testar o beta do Facebook at Work poderão fazê-lo mediante a liberação de um acesso ao aplicativo, que deverá ser solicitado diretamente ao Facebook.

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