A centralização de poder e decisão não deveria mais fazer parte da administração de uma empresa no século XXI, visto que dificulta muito o andamento dos trabalhos e o alcance de um bom crescimento do mercado e dos concorrentes. Porém, ainda há organizações, ou melhor, líderes que não depositam total confiança em sua equipe e centralizam as decisões, fator que torna os funcionários totalmente dependentes de suas ações.

Além destes fatores diretos, os conflitos entre os funcionários são frequentes, pois acabam por competir entre si para ver quem mostrará mais eficiência ao conseguir uma decisão positiva do “chefe”. Sendo assim, a competição interna, que deveria ser positiva, acaba por trazer discórdia e indiferença no ambiente de trabalho; fato que interfere, quase que diretamente, na produtividade do individuo. O que, indiretamente, acaba provocando a rotatividade dos recursos humanos na empresa, antes mesmo de poderem apresentar seu trabalho.

Não faça isso com as decisões de sua empresa!

A gestão centralizadora interfere em quase todos os departamentos, limitando a autonomia do colaborador e, por fim, atrapalha o andamento das atividades no momento em que um setor depende do outro. A crítica que proponho é com a intenção de rever conceitos e observar de fora os acontecimentos negativos que ocorrem dentro e fora da organização, desde a satisfação do cliente até a motivação do funcionário.

Diante deste breve contexto, quais os fatores positivos que podemos perceber em uma gestão e liderança descentralizadoras?

  • Rapidez na finalização das tarefas;
  • Trabalho em equipe;
  • Competição em favor da empresa;
  • Clientes mais satisfeitos;
  • Poder de barganha com os fornecedores;
  • Menor rotatividade;
  • Motivação entre os membros da equipe;
  • Resultados financeiros positivos;
  • Marketing boca a boca em favor da marca;
  • A presença de uma liderança democrática.

É fácil perceber o alcance do sucesso diante desses fatores, todavia se a gestão não rever conceitos e procedimentos operacionais padronizados, a tendência da marca vir a falecer é cada vez mais iminente. Os colaboradores agradecem e “vestem a camisa” quando a liderança confia e delega tarefas e, também, as decisões.

E você, já trabalhou com líderes centralizadores? Quais foram as impressões, positivas ou negativas? E com líderes descentralizadores? Vamos discutir o tema, comente!

6 COMENTÁRIOS

  1. Olá,

    Apesar de concordar com o artigo a respeito dos benefícios da descentralização, é importante, mas muito importante mesmo, apontar alguns pré-requisitos para que a descentralização ocorra de forma produtiva.
    Além da cultura organizacional precisar sofrer mudanças, os recursos humanos, ou as pessoas, precisam ser qualificadas. Caso contrário, o sistema descentralizado se torna muito pior que o sistema centralizado.

  2. Bom dia, Diego.
    Sem dúvida uma gestão descentralizada não cabe em qualquer empresa. Concordo com você quanto à qualificação dos recursos humanos e gerenciamento da cultura organizacional, pois não há como descentralizar quando os gestores não contam com uma equipe apta a tomar decisões e sintonizada com a cultura da empresa. Sendo assim, acredito que um bom planejamento estratégico possibilitaria novas visões sobre o tema.

    Obrigada pela complementação ao texto, muito bem-vinda.
    Abraços,

  3. Realmente um gestão centralizadora acaba por travar todo o sistema e tornando os procedimentos demorados. Trabalho em uma organização assim, sou do Rh e sofro em poder transmitir novas idéias. O artigo acabou descrevendo esta organização,a rotatividade aqui é absurda. Concordo que não pode ser feito da noite para o dia, planejamento sempre é necessário, mas muitas vezes quem mais precisa se preparar para a mudança é o gestor, não somente o funcionário.

  4. Prezada Livia … gostaria de saber se você tem algum artigo sobre desvantagens de administração centralizadora. Obrigado

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