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FMI aprova reforma que aumenta influência do Brasil

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Washington, 5 nov (EFE).- O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta sexta-feira uma reforma que aumenta a participação de nações emergentes como Brasil e México no órgão.

Com a mudança, o Brasil ascende sete posições e chega ao 10º posto em relação aos países de mais influência no Fundo, passando a ter cota de 2,3%, frente ao 1,4% anterior. Já o México, outro beneficiado saltou de 19º para 14º, saindo de 1,2% para 1,8%.

A China, por sua vez, com sua crescente importância no cenário internacional, é agora a terceira nação com maior participação no FMI, saindo de 2,9% e passando a ter 6,4%.

O gigante asiático se posiciona agora atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, e passa à frente de Alemanha, França e Reino Unido.

O diretor-executivo do FMI, Dominique Strauss-Kahn, classificou a reforma de “a revisão mais fundamental do Governo do Fundo em seus 65 anos de vida”, o que representa “a maior mudança de influência a favor dos mercados emergentes e dos países em vias de desenvolvimento, o que permitirá reconhecer seu papel crescente na economia global”.

A reforma corresponde ao acertado durante uma reunião de Ministros de Economia do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as economias desenvolvidas e as principais emergentes), realizada há duas semanas na Coreia do Sul. No encontro ficou definido que as nações desenvolvidas cederiam 6% do seu poder de voto às nações emergentes.

Com a reforma, 110 das 187 nações-membros aumentarão seu poder de voto no Fundo. Como parte da mudança aprovada nesta sexta-feira, os países terão que duplicar suas contribuições ao fundo, até alcançar US$ 755,700 bilhões.

FONTE: Revista Exame