indústria brasileira deve zerar o recuo de produção ocorrido durante a crise financeira internacional e manter o ritmo de crescimento a partir do terceiro trimestre deste ano, avaliou o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo de Ávila. Segundo documento divulgado hoje pela entidade, o Brasil foi o segundo país dosBrics (grupo que ainda inclui Rússia, Índia e China) a sofrer maior impacto entre setembro de 2008 e junho de 2010, com queda de 2,5% na produção do período.

“Em março, a indústria brasileira já havia ultrapassado o nível pré-crise, mas após três meses de queda retornou para um patamar inferior”, afirmou Ávila. “Depois dessa acomodação, acredito que vamos voltar a crescer de maneira sustentável ainda no terceiro trimestre”, completou.

Segundo o documento Indústria Brasileira em Foco, o país entre os Brics mais afetado pelo agravamento da crise mundial foi a Rússia, que registra queda de 32,1% na produção industrial desde setembro de 2008. “De fato há dificuldades maiores para os russos, cuja insegurança jurídica ocasiona fuga de capitais a cada movimento em falso da economia. A recuperação da Rússia só deve ocorrer em 2011”, acrescenta Ávila.

Em relação à Índia e à China – que, ao contrário de Brasil e Rússia, registraram crescimentos de 14,7% e 24,3%, respectivamente -, o economista destacou o impacto inicial da crise menor. Além disso, o desempenho da China tem sido favorecido pela taxa de câmbio depreciada, que dá mais competitividade às exportações chinesas. “Se o Brasil tivesse uma taxa de câmbio mais equilibrada, com certeza teria sofrido menos e se recuperado mais rapidamente”, concluiu.

FONTE: Agência Estado, via PEGN

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