* por Juliano Moreira

Muito tem se questionado acerca do método tradicional de preparação de gestores nos últimos anos. Isso se deve ao aumento da complexidade nas organizações e do ambiente onde estão inseridas. Mas como se preparar como gestor quando, na maioria das vezes, encontramos um modelo de ensino fragmentado e cartesiano, onde a gestão é considerada como partes e não como o todo complexo que realmente é? Como preparar gestores qualificados para esse mercado complexo e dinâmico? Como as empresas podem preparar seus colabores para a dinâmica e complexidade organizacional?

Indo ao encontro dessas novas exigências, ganham mais projeção, nas últimas décadas, os jogos de empresas e as simulações empresariais, que têm apresentado um crescimento acentuado, principalmente nos Estados Unidos a partir de 1950, país responsável pela disseminação do método para área de gestão.

As simulações empresariais são consideradas pelos seus estudiosos como um exercício que recria ambientes experimentais onde mudanças no comportamento são passíveis de serem observadas e estudadas. Os mesmos autores afirmam que o ambiente de aprendizado experimental simulado é uma situação simplificada e verossímil da realidade, que induz respostas semelhantes às do mundo real pelos participantes do exercício.

Várias são as vantagens apontadas pela literatura acerca dos jogos de empresas como uma tentativa de reduzir  esse gap existente entre a teoria gerencial e sua prática,  dentre elas estão:

  • Seu modelo dinâmico e o feedback que provém das ações do gestor na simulação;
  • Possibilitar aos alunos uma visão mais clara da dinâmica e das exigências organizacionais;
  • Possibilita a experimentação de idéias;
  • Possibilita a observação dos efeitos e resultados das decisões tomadas sob condições competitivas;

Assim sendo, as empresas agora contam com mais um aliado no auxílio à formação de seus gestores a fim de prepará-los para lidar com um ambiente organizacional cada vez mais dinâmico e inserido em uma ambiente que demanda decisões cada vez mais integradas e abrangentes por parte dos gestores. Onde uma tomada de decisão racional é fundamental para a sobrevivência das organizações, bem como para a obtenção de vantagem competitiva no mercado.

*Juliano Moreira é Administrador de Empresas formado pela UFF – Universidade Federal Fluminense.

2 COMENTÁRIOS

  1. Jogos sempre são uma boa forma de ensino. A USP (não me lembro bem se era a USP mas era uma universidade federal), lançou um game para celular [em formato jar] que ensinava quimica para quem jogasse. Mas o site estava offline. Ai recorri a pagina do google em cache e achei o link direto do download. Instalei, mas não funcionou no meu Nokia. E nem funcionou com um emulador de java que tenho no computador. Enfim foi um grande engodo, perdi em média 1h30min tentando fazer funcionar algo que foi uma completa perda de tempo.

    • Olá Jordano, tudo bom?
      Muito obrigado por seu comentário.
      Concordo com você, os jogos são uma ótima forma de ensinar os jovens. Tudo aquilo que cria um envolvimento maior é válido para o ensino. Porém, é preciso saber gerenciar estas atividades para não cair no erro que você citou.

      Abraço

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