A multinacional de alimentos Kraft Foods está em negociações para fazer uma oferta de compra da brasileira Perdigão. Diferentemente do que ocorreu no caso da Sadia, que tentou uma aquisição da concorrente por meio de oferta hostil , desta vez as conversas são amigáveis, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, e há interesse dos controladores em vender.
Segundo a reportagem, as negociações ainda são preliminares e não houve assinatura de qualquer compromisso. Mas o tema já teria chegado ao Palácio do Planalto e encontrado resistências, já que o governo preferiria que a empresa, controlada por fundos de pensão de estatais, ficasse nas mãos de outro grupo nacional, como a própria Sadia.
Na época, a proposta da Sadia foi considerada “extremamente baixa” pelo presidente da Perdigão e formalmente recusada.
Nesta terça-feira, as ações ordinárias da Perdigão subiram 2,47%, com volume de negociação de R$ 31.396.832.
A Perdigão vale hoje R$ 7,2 bilhões na Bovespa. E está no meio de uma oferta de ações que elevará seu valor em R$ 830 milhões. A companhia está oferecendo 20 milhões de novas ações aos investidores com o objetivo de financiar parte da aquisição da Eleva, do setor de carnes (aves e suÃnos) e leite, anunciada em outubro, por R$ 1,7 bilhão.
Com o negócio, a Perdigão ultrapassou a Sadia em valor de mercado .
Compra da Perdigão não é simples porque controle está pulverizado
Desde que recusou a oferta da Sadia, em julho do ano passado, a Perdigão vem executando uma agressiva estratégia de crescimento por meio de aquisições. O objetivo é “engordar” a empresa e diversificar o portfólio de produtos para dificultar uma tomada hostil.
A empresa busca afastar-se do perfil de frigorÃfico de aves e suÃnos para ser reconhecida como uma companhia de alimentos. Nessa linha, comprou a Batávia, da área de lácteos no Brasil, e a Plusfood, na Europa. Voltou, ainda, a explorar o segmento de carne bovina, do qual havia se afastado.
Seu controle foi pulverizado há cerca de dois anos, mas os fundos que a controlavam ainda mantêm um acordo de voto válido até 2011. As fundações Previ, Petros, Valia, Sistel, Real Grandeza e o fundo de investimentos Sabiá detêm em conjunto 42,84% do capital da empresa, que só tem ações ordinárias e está listada no Novo Mercado.
Pelo estatuto social da Perdigão, ao comprar 20% ou mais das ações a Kraft terá de fazer uma oferta a todos os acionistas. Um dos parâmetros para definir o preço aos minoritários é 135% da média da cotação nos 30 dias anteriores à oferta pública.
A assessoria de imprensa da Kraft no Brasil disse não ter informações a respeito da transação. A Perdigão não pode se pronunciar porque está em perÃodo de silêncio por causa da oferta de ações.
FONTE: O Globo/Valor
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Rosa Maria Grazioli
29/04/2008
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30/04/2008
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01/06/2008
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05/01/2009
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10/02/2009
Gustavo Periard
10/02/2009
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