por Cláudio Henrique de Castro*

Acredito que todos nós já vivemos esta situação com certa regularidade: Chegamos à nossa empresa e encontramos algum funcionário reclamando de dificuldades financeiras. Infelizmente, por mais que seja aconselhável, nem todos os colaboradores conseguem manter seus problemas pessoais fora da empresa.

Outro agravante é que este funcionário muitas vezes não mantém um índice de produtividade esperado por perder seu foco por conta deste problema no bolso. E este cenário se torna cada vez mais comum, com o crédito farto por conta dos bancos, o endividamento é cada vez mais fácil. Muitas vezes o funcionário chega ao final do mês com sua receita do próximo mês já totalmente comprometida.

Mas então o que fazer?

Sugiro que as empresas passem a oferecer aos seus funcionários a possibilidade de terem um programa de educação financeira, com pequenos cursos ou palestras para os funcionários e sua família. Esta prática, com certeza, ajudaria bastante no controle dos gastos pessoais por parte dos colaboradores.

Neste programa de educação financeira sugiro que sejam abordados os seguintes temas:

Necessidade x Desejo: Necessidade e desejo são coisas diferentes. Você pode necessitar de um calçado, mas não precisa obrigatoriamente comprar o mais caro. Por mais que deseje, talvez não seja a hora mais apropriada para adquirir tal produto, então é preciso sempre se perguntar:  Realmente preciso deste produto? Não existe nenhum outro que possa substituí-lo por um valor menor? Posso pagá-lo à vista?

Crédito não faz parte de sua renda: Exemplo simples: Você possui um limite de R$1.000,00 no seu cheque especial pensa que pode gastá-lo a qualquer hora. Porém, este dinheiro não lhe pertence, não é saldo de sua conta. Portanto, utilizá-lo como parte da receita para seu orçamento doméstico é um erro grave, você pode se endividar fortemente com os juros cobrados caso não consiga pagar. Por isso, deixe-o apenas para emergências.

Negocie sempre: Se o funcionário já possui um nível alto de endividamento, é melhor parar e averiguar todas as dividas e procurar através da negociação uma melhor saída para elas. Muitas vezes um único empréstimo para pagar todas as dividas é mais fácil de administrar, pois é possível ter uma única parcela que caiba no orçamento.

Compartilhe a responsabilidade: A responsabilidade com a contenção de gastos deve envolver todos os membros da família. Todos devem pensar melhor seus gastos e procurar uma melhor forma para fazê-los. Conscientização dos familiares é o primeiro passo.

Poupe sempre que possível: Juros é o valor que você paga por antecipar uma necessidade ou desejo, quanto mais cedo você o fizer, maior será o tempo de pagamento e maiores serão os juros a pagar. Porém, o contrario também é possível, quanto mais tempo demorar em concretizar uma necessidade ou desejo mais seu dinheiro vai render caso esteja aplicado.

Compre à vista sempre que possível: Comprando produtos à vista você pode negociar melhores valores e descontos.

Acredito que com um programa de educação financeira que contemple estas dicas, o empresário poderá auxiliar seus colaboradores a colocar suas finanças pessoais em dia e assim ter um funcionário muito mais focado em suas atividades profissionais e menos em seus problemas pessoais e financeiros.

Você já promoveu ou participou de algum programa deste tipo? Conte pra nós!

* Claudio Henrique de Castro, 23 anos,  formado em Administração com ênfase em comércio exterior, pela faculdade Pitágoras, pós-graduando em Finança Empresarial pela mesma Instituição, empresário do ramo de alimentos e eventos, gosta de escrever sobre o desafio e a satisfação de gerir uma pequena empresa.

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