Quem dos leitores nunca ouviu falar em responsabilidade social, sustentabilidade sócio-ambiental e inovação? Todos nós somos bombardeados diariamente com assuntos que giram em torno da sustentabilidade no ambiente organizacional, ou pelos demais agentes da sociedade, e sobre seus impactos diretos tanto em termos ambienteis quanto em termos sociais. Alguns artigos foram publicados aqui no Sobre Administração sobre inovação e a sua importância no sucesso empresarial em termos de desenvolvimento de novos produtos, serviços e em modelos de gestão. Bem, até aqui é o discurso de sempre, correto? Mas o que muitos desprezam é que esses assuntos – inovação e responsabilidade sócio-ambiental – estão diretamente ligados e não podem ser observados por prismas diferentes.

Consideremos a questão ambiental, que atualmente representa uma das maiores preocupações em nosso planeta. Há 15 anos, esta questão se apresentava como uma preocupação que poderíamos chamar de “latente” pelas autoridades internacionais, ou seja, todos sabiam de sua existência, mas tínhamos o que podemos chamar de inércia social diante deste problema. Com o passar dos anos, diversas organizações ao redor do mundo iniciaram ações de conscientização para este problema e, com isso, uma maior visibilidade para a questão perante os agentes sociais. Bem, e o resto todos já sabem chegando ao Protocolo de Kyoto.

Este exemplo no ajuda a analisar o que os autores Jegóu e Manzini chamam de Comunidade Criativa. As Comunidades Criativas surgem quando os agentes sociais mobilizam-se para solucionar ou amenizar algum problema existente na sociedade, por exemplo.

Iniciativas sócio-ambientais originam de um estímulo inicial proporcionado por um agente social, seja ele uma organização ou entidade qualquer. Esse estímulo, por sua vez, desencadeia toda uma mobilização dos agentes sociais, tais como: governo, empresas, associações e a própria sociedade. Tais agentes formam uma rede de inovação social, onde os agentes diretamente ligados às ações sócio-ambientais interagem entre si trazendo diversos resultados à sociedade.

Essas interações, executadas pelos agentes sociais, formam as chamadas comunidades criativas, gerando benefícios mútuos para toda essa rede social. Esta dinâmica apresentada é constante, desta forma o sistema de inovação social é auto-sustentável na medida em que a constante ação dos agentes é capaz de obter ganhos capazes de garantir a manutenção de suas atividades dentro desta comunidade da inovação, gerando o Ciclo Virtuoso da Inovação, ilustrado abaixo:

Não importa qual o tipo de iniciativa, seja ela social, ambiental ou qualquer que seja, sempre teremos essas interações realizadas pelos seus agentes, ou seja,  da comunidade criativa. Esta, sempre iniciada por um estímulo resulta na  inovação social  como resultado para a solução de um problema existente, quebrando assim a inércia social e introduzindo  um novo paradigma para os agentes desta rede.

3 COMENTÁRIOS

  1. Inovar é uma paixão, é mais fazer do que falar, é mais agir do que pensar. Inovar exige coragem, perseverança e determinação.

    Juliano, parabéns! Gostei do seu artigo pois une Sustentabilidade com Criatividade. Creio que você também vai gostar do que postei ontem, onde falamos sobre a importância da Inovação para a sobrevivência das organizações e sobre a Gestão da Inovação, fundamental para conduzir o processo da maneira correta, que permitirá o sucesso dos projetos -Inovação nas organizações: http://wp.me/pMSqs-1H

    Att.

    Nei Grando

    • Nei,

      Obrigado pelo comentário, li seu post pelo link enviado. Muito bom, postei um comentário em seu blog.

      Inovação é realmente buscar novos caminhos e novas forma de escrever o futuro.

      Pró-atividade a palavra-chave e uma exigência de nossa sociedade atual e fundamental para mudanças!!!

      Novamente obrigado e desculpe o atraso!!

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