Quer ser criativo, inovador - Primeiro gere muuuuitas idéias!

Postado por Gustavo Periard em 25/01/2007
Categoria: RH e Motivação

» Quer ser criativo, inovador - Primeiro gere muuuuitas idéias!
por Maria Inês Felippe

Tenho percebido nos treinamentos e palestras a dificuldade que os participantes tem de gerar idéias. Há momentos que sinto o imediatismo do brasileiro dificultando esse processo.Agora em contrapartida uma empresa me ligou dizendo que praticaram uma Ciranda de Idéias e que chegaram a duas mil e não sabiam o que fazer, caí da cadeira, ainda bem que a janela estava fechada. Vamos lá nem tanto o mar, nem tanto a terra, foi preciso um trabalho utilizando o pensamento convergente, mas aí é outra questão, estratégia, etc.

A condição básica é: para termos uma boa idéia é preciso muuuuuuitas e quando falo em boa idéia não necessariamente uma grande sacada, poderá ser uma pequena idéia de graaaaaannnnnnde valor.

Para isso devemos lançar mão do famoso Brainstorming, alguns chamam de Tempestade Cerebral e outros de Toró de palpites. Seu objetivo é aumentar a capacidade criativa de resolver problemas, etc.

Trata-se de uma técnica americana, parte transformada pelos espanhóis e que utilizo muito nos treinamentos para despertar o pensamento divergente.É uma das estratégias mais fáceis de usar. Funciona da seguinte maneira: numa reunião, as pessoas fornecem sugestões, sendo proibido critica-las. Há momentos que utilizamos música, som, cartões coloridos, objetos como uma estratégia ativadora de idéias. Ela poderá ser tanto coletiva, quanto individual, escrita ou falada.

Utilizamos em solução de problemas, conflitos, criação de novos produtos, serviços, processos, campanhas, etc. Como percebeu ela tem mil e uma utilidades.

Ela possibilita:

  • Uma energia coletiva saudável e alegre
  • Relação de confiança coletiva
  • O pensamento divergente e associativo
  • A democracia
  • Buscar a quantidade e velocidade de idéias
  • O julgamento refreado

Vamos exercitar
Olhe para a figura abaixo: O desafio é Gerar 30 idéias para tirar o elefante que estão na floresta pegando fogo.

A regra nº 1 do Brainstorming é escreva ou fale o que vier na cabeça, sem julgamento. Lembre-se é da quantidade que chegamos a qualidade. Diga: “xôoo” para o julgamento, neste momento.

Boa sorte até o próximo!

Minha missão é treinar as pessoas para uma nação melhor.
Vamos juntos gerar idéias e aplicá-las para melhorar o nosso país?

Maria Inês Felippe* - mariaines@mariainesfelippe.com.br
* A autora atua na área de Recursos Humanos apóia as empresas em seus processos de Desenvolvimento Gerencial e equipes, Diagnóstico das relações trabalho, Avaliação de Potencial, Competências e Desempenho, Programas de Criatividade e Inovação, Coaching em projetos de Gestão Pessoas, Soluções Inovadoras de Problemas Organizacionais.
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Equipe SobreADM®

Você está preparado para o ataque da concorrência?

Postado por Gustavo Periard em 16/01/2007
Categoria: Marketing

» Você está preparado para o ataque da concorrência?
por Raúl Candeloro

A maioria das empresas está focada nas próprias ações e se esquece de prestar atenção no que seus principais concorrentes estão fazendo. A preparação para não ser atacado pela concorrência é extremamente necessária nos dias de hoje, em que existem menos barreiras de entrada e mais opções de produtos e serviços substitutos. Estar preparado para qualquer ataque da concorrência pode evitar que a sua empresa e suas vendas caiam drasticamente.

John Graham, autor do livro “Marketing da Atração: A Estratégia Rápida para Colocar sua Empresa no Topo”, defende que a única iniciativa prudente é a de “blindar” seu negócio, tornando-o à prova de balas, antes que o tiroteio comece.

Mesmo que o conceito pareça óbvio, poucas empresas estão realmente preparadas quando o tiroteio começa – sejam tiros dos competidores mais agressivos ou de uma economia conturbada. A maioria das empresas simplesmente torce pela melhora das condições. “As coisas vão melhorar”, dizem confiantemente. “Já passamos por isto antes”. Para Graham, essas frases refletem simplesmente a ignorância empresarial, que pode levar uma empresa a fechar suas portas.

Pode parecer um pouco de exagero de sua parte, mas Graham tem razão no que diz, e quem já passou por isso sabe do que estou falando. O mercado é competitivo e os clientes, hoje, têm muito mais opções do que tinham antes. E sua equipe tem de estar preparada para enfrentar e superar essa concorrência.

Existem passos práticos que uma empresa pode dar, para garantir seu futuro. E o que vai acontecer se você respeitar essas estratégias? Nos tempos de vacas gordas, você ganhará dinheiro como nunca. E se um concorrente tentar derrubá-lo, você não será vulnerável. Parece bom? E é! Confira aqui os conselhos de Graham para você montar suas defesas e blindar sua empresa:

- Nunca pare de se preocupar.
- Nunca tome um cliente por garantido.
- Nunca se contente com o que tem.
- Nunca assuma que você realmente conhece seus clientes.
- Nunca assuma que amanhã será melhor do que hoje.
- Nunca pare de vender sua empresa para seus clientes.
- Nunca dependa da reputação do preço mais baixo.

O trabalho de blindar sua empresa não é mais uma opção. Também não é o tipo da coisa que você deixa para fazer quando tiver tempo e as coisas estiverem mais tranqüilas. Essa blindagem é justamente a base para manter sua empresa forte e crescendo.

Além disso, é uma estratégia que requer planejamento, atenção consistente e intensidade. Mas os resultados sempre valem a pena, como diz o ditado: “Não existe nada mais emocionante do que tentar te atingir e não conseguir”.

Raúl Candeloro
raul@vendamais.com.br

Artigo extraido do site www.administradores.com.br

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Equipe SobreADM

Bom humor é bom, estimula a criatividade, mas exige cautela…

Postado por Gustavo Periard em 08/01/2007
Categoria: RH e Motivação

Bom humor é bom, estimula a criatividade, mas exige cautela…
Maria Inês Felippe

Você já ouviu falar que o bom-humor é favorável e até conta ponto no ambiente de trabalho. Afinal, essa é também uma característica onde poderá nascer a criatividade. E, convenhamos, conviver todos os dias com aquele tipo sempre de mal com a vida, ainda que extremamente competente não é nada fácil. Você vive este drama? Mas é bom ficar alerta para não passar da conta, pois a linha que separa o engraçado do inconveniente por vezes é muito tênue.

O engraçadinho de plantão quase sempre desperta sentimentos ambivalentes, que podem ir do amor ao ódio. Quando ele falta, sempre tem quem dá graças a Deus porque vai poder trabalhar em paz, como os que lamentam porque o dia vai ficar sem graça. Às vezes não é fácil lidar com a situação. Mas é bom não bater de frente com o piadista e reprimi-lo, primeiro porque isso vai gerar um clima desagradável e depois porque, muitas vezes são suas atitudes que conseguem amenizar o estresse do dia-a-dia.

Alertar a pessoa em questão dos seus limites, entretanto, é aconselhável. O humor no ambiente de trabalho, na medida certa é bom, pois ajuda as pessoas a ficarem mais descontraídas e muitas soluções criativas podem surgir de sátiras e brincadeiras. Sempre aconselho, quando estiver criando brinque com a idéia, dê risada, vire criança, pinte e borde com a nova idéia, ela vai melhorando e aprimorando. Para mostrar seus exageros uma boa dose, também de bom humor e amizade, pode dar certo.

Observe a cena: Você está diante de uma pessoa chata, aquele de plantão, por vezes inconveniente, você começa a ficar nervoso, prestes a ter um ataque de nervos o que faz? Conforme conselho popular: Comece a contar até dez. Porque será? Será um número cabalístico? Apesar de que podemos encontrar pessoas que nem contando até 1000 consegue minimizar a raiva.

Cabe uma explicação científica. O nosso cérebro determina o nosso pensamento e como eu penso eu me comporto, quanto mais eu conheço sobre ele, maior a chance de modificar minhas atitudes. Diante da ira, como você já sabe, há um desequilíbrio entre os dois lados do cérebro e isso é perceptível por todos, as vezes, menos pelo irado. Quando está à beira de um ataque de nervos o que está predominando é o lado direito do cérebro (lado da emoção), quando começa a contar até dez, outros até 1000, você está reativando o lado esquerdo do cérebro (lado da razão) e não adianta contar aleatoriamente é preciso que seja seqüencial, ai o que acontece? Você disponibiliza respostas mais centradas e comportamento mais controladas agindo pela razão. Não significa que não deverá expressar suas emoções, mas sim controla-las.

Agora se o engraçadinho do plantão persistir, e continuar deixando você a beira de um ataque de nervos, expresse o seu descontentamento, pois ele também deverá respeita-lo, mesmo porque paciência tem limites.

Exercícios cerebrais contribuem para ajudar na tomada de decisão e posicionamento diante da vida e também poderá aprender a perceber que onde há fumaça há fogo. Com os hemisférios bem relacionados sua vida será mais saudável.

O humor é na verdade um antídoto para a chatice e um remédio para quase todas as coisas. Para o pensamento criativo é recomendado e não tem contra indicação. Em situação de conflito, tensão e constrangimento o humor poderá ajudar a persuadir ou convencer as pessoas, sem contar que ativa o pensamento criativo, favorecendo a inovação, assim como uma boa gargalhada pode quebrar o constrangimento causado por algumas gafes. Afinal, quem já não pisou na bola atire a primeira pedra. Considere-se fazendo parte do grupo dos normais.

O bom humor é uma das características das pessoas criativas. Veja por exemplo Mozart, cuja biografia revela que por mais difícil que tenha sido sua vida ele nunca perdia o bom humor. Comece. Você vai aprender, acredite.

Quando sou convidada para desenvolver um programa de criatividade, ao conversar com presidentes, diretores e diversos profissionais na empresa, durante o levantamento preliminar, logo percebo como está o humor dentro da organização e assim entre outras coisas, defino o tempo de horas que vou utilizar para desbloquear e estimular a criatividade nos participantes, por incrível que pareça, para mim isso funciona como um termômetro.

Mantenha o bom humor, aproveite do bom humor dos colegas, juntos buscarem respostas criativas, inovadoras para os problemas ou chatices do dia a dia.

Artigo extraído do site www.consultores.com.br

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Equipe Sobre ADM

Seu trabalho é sua marca!

Postado por Gustavo Periard em 02/01/2007
Categoria: RH e Motivação

» Seu trabalho é sua marca!
por Gilclér Regina

O escritor Nicholas Pausin disse: “O que merece ser feito, merece ser bem feito”. Porém, o que vemos com freqüência é que a grande maioria das pessoas vive fazendo as coisas pela metade.
As desculpas são sempre as mesmas: Não dei importância porque era uma coisa insignificante… Estava nas minhas horas de folga… Foi um favor que fiz…
Essas são armadilhas que muita gente cai todos os dias executando projetos mal elaborados e mal executados… Mesmo que seja por cortesia. Quando você faz bem feito, o mercado fica de “olho em você”.
Seu trabalho é sua “marca” e ela será a sua propaganda por muito tempo. Lembre-se de Picasso, sua assinatura está em todas as suas obras. Pinturas famosas você encontra a todo o momento no mercado, mas Picasso é Picasso.
Fazer com excelência é uma questão de postura. Faça um pacto com você mesmo, pois a partir desta atitude, tudo o que fizer será bem feito, para que, no futuro, ao olhar para o retrovisor de sua vida, irá se orgulhar daquilo que fez.
Nenhum dinheiro no mundo consegue mudar o que fizemos no passado.
Tenha um plano. Sem um plano, você não tem para onde ir… Você não tem um alvo. E, sem um alvo, você atira para todos os lados, desperdiça energia… E sem energia, você reagirá conforme as circunstâncias e acabará improvisando… E agir como “bombeiro”, apagando fogo dificilmente fará você pavimentar uma estrada chamada sucesso!
Lembre-se ainda, de nada vale ter um grande projeto se você não executá-lo com perfeição. O pensador romano Sêneca disse: “Se um homem não sabe para onde vai nenhum vento lhe será favorável”. Aliás, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho é caminho. Neste caso, é muito fácil ficar atolado num lamaçal.
Sua vida também é sua marca. Não existe família perfeita, trabalho perfeito, igreja perfeita… No entanto, nossa imperfeição não deve ser motivo para abandonar o que conhecemos e as coisas de que gostamos.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Gilclér Regina - gilcler@gilclerregina.com.br
Site: www.ceag.com.br

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Equipe SobreADM

O PERFIL DO ADMINISTRADOR: O PAPEL DOS VALORES

Postado por Gustavo Periard em 10/12/2006
Categoria: Geral

>> O PERFIL DO ADMINISTRADOR: O PAPEL DOS VALORES

No Concise Oxford Dictionary à página 976, a palavra perfil aparece em um sentido de “representação”. Nessa conceituação, perfil é algo que se mostra à percepção sensorial e intelectual. Perfil seria então algo possível de observação, e no dizer de Japiassú (1999, p.235),“uma imagem mental, uma idéia ou um conceito, correspondendo a um objeto externo, tornando-os presente na consciência, e estabelecendo assim, a relação entre a consciência e o real”.

O perfil do administrador incluindo conhecimentos, valores, habilidades e atitudes, resultante de um processo escolar longo e da vida em sociedade, seria então de construção complexa, a incluir elementos que - inter relacionados - produziriam um resultado final - ou perfil - considerado desejável e adequado. Para compreender esse perfil que se deseja, é preciso entender os elementos que o constituem. Vamos nos deter, em cada um desses tópicos, para melhor assimilar o seu significado e importância.
Para Japiassú (o.c., p.51), conhecimento é “a função ou ato da vida psíquica, que tem por efeito tornar um objeto presente aos sentidos ou à inteligência”. O conhecimento funciona como ponto de referência para a compreensão dos fenômenos e como base para o desenvolvimento das habilidades. Quanto maior o espectro de conhecimentos que uma pessoa possui, maior também se torna a quantidade de fenômenos que ela é capaz de interpretar. Esta visão de conhecimento, na vida social, assume assim papel relevante, no sentido de funcionar como forma de posicionar o indivíduo na escala social. Da mesma forma, o acesso de informações conservadas e entendidas por uma cultura ou por um povo determinarão sua posição relativa no concerto das nações. O perfil desejado do administrador deve “mostrar” o que ele é capaz de fazer tanto nas organizações, quanto na vida em Sociedade. Assim, emergem desde de cedo, ao se contemplar o seu perfil, a questão dos valores. Os valores, entendidos como um conjunto de princípios que uma pessoa deve observar, são fundamentais no sentido de indicar que as ações humanas necessitam ter em vista certos fins, quais sejam, os de dignificar a pessoa humana, não trazer-lhe dano físico ou psicológico e contribuir de forma efetiva e consistente para a progressiva elevação de sua condição humana e espiritual. Um administrador engenhoso, decidido, inteligente, mas que no ambiente das organizações se presta à fraude e à mentira, e que acaba praticando atos que não contribuem para a dignificação da pessoa humana, não será um administrador com o perfil desejado pela Sociedade. Nos ensina Eva Nick (1997, p. 190), que

“o valor é um conceito abstrato, que define, em relação a um indivíduo ou a uma unidade social, quais são as finalidades desejáveis ou os meios aconselháveis e apropriados para atingir essas finalidades.”

Esta definição contém dois elementos: os fins propostos e os meios que os indivíduos irão recorrer para alcançá-los, integrando as duas idéias em um só elemento, no sentido de que tanto é importante o objetivo em si mas também a coisa empregada para obtê-lo. A avaliação valorativa, é um produto social que vai sendo imposto ao indivíduo e que ele lentamente internaliza, isto é, passa a usar e aceitar como seu critério pessoal de valor. No conceito podemos destacar dois elementos: o valor relacionado ao que é bom e ao que é útil e positivo; e o seu aspecto prescritivo, ou seja, valor como algo que deva ser realizado.
Para Johnson (1995, p.247), valor é uma idéia sobre como alguma coisa é classificada em termos de desejabilidade, mérito ou perfeição social-relativas. E acrescenta que

“valores podem ser usados para classificar qualquer coisa, incluindo abstrações (lógica acima da intuição), objetos (ouro acima do chumbo), experiência (amar e perder acima de nunca amar), comportamento (dizer a verdade acima de mentir), características pessoais (alta estatura acima da baixa) e estados do ser (sadio acima de doente.)”

Podemos observar, que o indivíduo tem uma certa liberdade de aceitar ou não os valores. A honestidade, por exemplo, é valorizada por causa do consenso existente no ambiente social de sua importância; o fato de um indivíduo não lhe atribuir valor não significa que sua categoria como parte da cultura fique afetada. Fica também implícito que certos valores podem sofrer crítica e rejeição no processo das interações sociais.
Depreende-se da análise que os valores vem de fora para dentro, isto é são gerados no ambiente social e transmitidos aos indivíduos e que estes, conquanto não sejam obrigados a aceitar tais valores, nem sempre poderão agir em discordância, sob pena de sanções sociais. Também se destaca da idéia de valor o entendimento da relevância de dois elementos essenciais: a coisa em si, o fim pretendido ou a finalidade e a forma de se obtê-la. Nesse sentido, os valores sociais poderiam acabar limitando o campo da liberdade humana. Se um indivíduo não pode questionar as regras nem transformá-las, a sua liberdade está restrita a obedecê-las.
Vera Werneck (2003, p.5-10) em seu livro Cultura e valor faz uma relação entre a cultura, que genericamente falando seria “toda a intervenção humana na natureza” e os valores, no sentido de que a cultura seria tudo aquilo que “agrega valor” ao ser humano e que vise ao ser aprimoramento e à sua dignidade. Dessa forma, nem toda manifestação humana seria cultura, pois o critério de valor atuaria como um divisor entre aquilo que dignifica o indivíduo e o que não contribui para o seu aprimoramento, enquanto ser humano.
Eva Nick (o.c., p. 165), define habilidade como a “capacidade para realizar tarefas complexas motoras ou mentais, com facilidade, precisão e adaptabilidade à variação de condições.”
Campbell (1987, p.279), faz um interessante acréscimo ao conceito, ao definir que habilidade é

“o poder ou capacidade de desempenho físico, mental, moral ou legal, com a conotação de que o ato pode ser praticado agora, sem a necessidade de educação ou treinamento adicional.”

Já Charnov (2003, p. 9), cita Robert L. Katz para mencionar que as habilidades podem de 3 naturezas: a habilidade técnica, que requer a aplicação da destreza e do engenho; a habilidade humana, que exige a capacidade de lidar com seres humanos diversos em ambientes e contextos mutáveis; e a habilidade conceitual, que se expressa mediante a capacidade de o indivíduo pensar com clareza diante dos fatos e problemas que lhe são colocados à frente.
Dessa forma, a habilidade técnica é o domínio e uso de certo conhecimento ou atividade especializada. Pressupõe uma capacidade de o indivíduo utilizar o instrumental e as técnicas da disciplina específica. Já a habilidade humana é a capacidade de interagir e atuar com eficiência como membro de um grupo e de obter esforços cooperativos desse grupo; requer a compreensão da natureza humana, suas necessidades e aspirações. A habilidade conceitual, requer a capacidade de pensar e compreender fatos, funções, atividades e idéias e dar-lhes uma forma de ação apropriada.
Assim, tem a habilidade a sua essência na ação e a verificação de seus resultados, nos atos praticados. Para exercer as suas habilidades, o indivíduo utiliza também as suas atitudes, de que nos ocuparemos agora.

Atitude é uma predisposição adquirida e relativamente duradoura para responder de um modo coerente a uma dada categoria de objetos, conceitos ou pessoas. Essa predisposição ou tendência inclui componentes manifestos (motores: ir, levantar-se, agir, voltar, parar, continuar), ideológicos (crenças) e afetivos (emoções).

Para Eva Nick (o.c., p.29), a atitude pode ser o somatório das relações básicas (positivas e negativas) entre o eu e seus objetos: tolerância - preconceito, simpatia - antipatia, receptividade - repulsa, altruísmo - egoísmo. A atitude, caracterizando-se por ser um estado mental persistente, é absorvida pelo indivíduo, de forma incidental, no meio social. Uma pessoa nasce numa determinada cultura, comunidade e família, e adquire inconscientemente as “atitudes” prevalecentes nesses grupos. O seu caráter volitivo, reacional e dinâmico empresta à atitude uma importância singular no desempenho do indivíduo, pois permitir-lhe aplicar os conhecimentos que adquiriu e nesse processo, testar e aprimorar suas habilidades. No caso específico do administrador, as atitudes auxiliam o desenvolvimento dos conhecimentos e das habilidades. Bello (1964, p.225), chama atenção para o fato de que, significando ação, a atitude é “de operação livre, implicando na responsabilidade do agente”. Esses elementos constitutivos do perfil do administrador, quando integrados e manifestos se traduzem no que Eva Nick (o.c., p.52-63) define como competências, ou seja,

“o poder efetivo para realizar um ato físico ou mental e o grau de adaptação de uma pessoa a uma determinada espécie ou modalidade de tarefa.”

O perfil do administrador, em coerência com os elementos constitutivos analisados, é um resultado que ele exibe e que é passível de observação externa. Este perfil esta condicionado, pois, aos conhecimentos que ele for capaz de assimilar; às habilidades que conseguir adquirir pela prática; pelo permanente estado de prontidão que puder se manter, através de suas atitudes e pela observância de valores, que estabeleçam um equilíbrio entre as coisas pretendidas as formas de realizá-las, e o seu efetivo valor para a dignidade do ser humano.
Formar um administrador é tarefa complexa e, embora concorram várias instituições sociais - a família, a vida social, o trabalho - a educação desempenha papel relevante e singular na formação desse profissional.
Um curso de formação de administradores, deve considerar a meta de moldar o seguinte perfil do administrador:

a) Internalização de valores de responsabilidade social, justiça e ética profissional;
b) Formação humanística e visão que o habilite a compreender o meio social;
c) Formação técnica e científica para atuar nas organizações;
d) Habilidade para analisar criticamente as organizações;
e) Habilidade para empreender modificações e transformações nas organizações;
f) Habilidade para atuar com pessoas;
g) Atitudes reflexivas voltadas para a compreensão da necessidade de aperfeiçoamento contínuo;
h) Capacidade de refletir sobre a dignidade do trabalho e as necessidades essenciais dos seres humanos e com os aspectos morais aí envolvidos;
i) Habilidade para, sem repelir o que é estrangeiro, refletir no que é do próprio País, e a buscar soluções adequadas à realidade social do Brasil.

Em seus estudos sobre a situação do administrador em formação, diante do Capital, Covre (1981, p.181), faz emergir desde logo uma indagação: “para que serviria este número crescente de administradores?”

A própria autora a seguir responde, explicando que deve-se relacioná-los às necessidades do processo econômico. Nosso modelo econômico tem sido concentrador, voltado para a grande empresa.
A organização, ao adotar novas tecnologias e modelos de gestão, torna-se consumidora voraz de mão-de-obra qualificada para análise, controle e planejamento das atividades empresariais cada vez mais complexas. O administrador é absorvido neste processo e seus conhecimentos de finanças, marketing, produção, planejamento empresarial e recursos humanos são imprescindíveis à operação do empreendimento capitalista, em sua fase concentradora e monopolista. No regime capitalista, a posse do conhecimento é considerada uma ferramenta para a acumulação financeira.
Sung e Silva (1995, p.57) mencionaram em seus trabalhos o uso do conhecimento na vida econômica com o propósito da concentração e acumulação do capital:

“Com o passar do tempo a economia passou, nos países capitalistas, a ser entendida como a teoria que busca a utilização ótima dos recursos escassos em vista da acumulação infinita”

E prosseguem:

“Como que admitindo que os recursos são limitados e que os meios são escassos para obtê-los, passa-se a ver o conhecimento como infinito e que este vai “driblar” a natureza na sua finitude e permitir a acumulação infinita”.

A formação do administrador não deve meramente reprodutora de padrões hegemônicos e, ao se pensar na formação do administrador e no seu perfil, é necessária uma reflexão crítica, que leve o aluno a considerar não só os aspectos econômicos da organização, mas as necessidades reais da Sociedade. Aliás, Furter em seu livro Educação e reflexão (Vozes, 1981, p.13) já chamava a atenção no sentido de que

“Um plano de desenvolvimento da educação não pode levar em conta apenas as necessidades da industrialização, mas também as aspirações da população; um plano educacional não se aplica a uma só situação, isoladamente, mas tem que reportar-se a certos princípios e à estrutura do País. Isto é, o econômico descobre-se como parte integrante de uma realidade total e englobadora.”

Uma das maneiras de formar um administrador com um perfil adequado é estimular seus estudos e reflexões interdisciplinares, abrindo seus horizontes para a visão da parte e do todo e para a percepção das relações entre os fenômenos ocorrentes na Sociedade.
Japiassú (o.c., p.145) destaca a grande importância da interdisciplinaridade no processo educativo e a define como:

“um método de pesquisa e de ensino suscetível de fazer com que duas ou mais disciplinas interajam entre si. Essa interação pode ir da simples comunicação das idéias até a integração mútua dos conceitos, da epistemologia, da terminologia, da metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização da pesquisa.”

Assim, com seu propósito integrador, a interdisciplinaridade tem em vista a unidade do saber, no sentido de que o conhecimento se dá quando o pesquisador reúne e integra no mesmo processo os saberes de vários campos diferentes, passando a ver, em seu foco, a coisa ou objeto pesquisado, sob um ângulo mais abrangente e global.
A escola superior necessita construir seu projeto pedagógico com comprometimento de levar os alunos a refletir e questionar o seu cotidiano. A educação superior deve ser inovadora, crítica, reflexiva e interdisciplinar, sendo o seu papel mais crucial o de fornecer ao aluno as condições de construir a sua formação intelectual e profissional.
Por fim, o perfil desejado do administrador deve incluir uma preocupação constante com o aprimoramento e dignificação do ser humano, no sentido de habilitá-lo a adotar nas organizações padrões culturais mais elevados, de tal sorte a contribuir para, o aprimoramento da pessoa humana, de sua preservação e ao enriquecimento digno de sua personalidade.

Material extraído do site www.consultores.com.br

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