Sobre Administração
Artigos, textos e afins para você!
Você dá atenção às pessoas?
Postado por Menegatti em 28/07/2008
Categoria: Gestão e Liderança
“Um pesquisador de Harvard, chamado Mayo, queria demonstrar numa fábrica em Hawthorne em New Jersey, que havia uma relação direta e positiva entre a melhoria da higiene do trabalhador e sua produtividade. Uma das experiências consistiu-se simplesmente em aumentar as luzes da fabrica. Constataram que a produtividade dos trabalhadores aumentou. Quando estavam se preparando para continuar a estudar outra faceta da higiene do trabalhador, inadvertidamente os pesquisadores diminuíram as luzes para não misturar as variáveis. Adivinhe o que aconteceu com a produtividade do trabalhador? Continuou aumentando! Portanto, o aumento da produtividade não foi causado pelas lâmpadas mais fortes e mais fracas, mas por alguém estar prestando atenção às pessoas. Isso ficou conhecido pelo efeito Hawthorne”.
AS PESSOAS ESTÃO CARENTES e essa pesquisa mostra isso. Seu cliente está carente, seu filho está carente e seus funcionários estão carentes.
Quantas pessoas andam pelos corredores das empresas sem serem notadas? Sem receber um bom dia, como vai? Sam Walton dizia: “meu negócio é: PESSOAS“. Independe do ramo de atividade esse deve ser o nosso negócio.
Então, será que não está na hora de reconhecer o quanto às pessoas são importantes para nossa vida, nossa carreira e nosso sucesso?
ACESSE: www.menegatti.srv.br
POR QUE MUITAS EMPRESAS NÃO APARECEM PARA O MERCADO?
Postado por Gustavo Periard em 25/07/2008
Categoria: Artigos do leitor
*Artigo enviado pelo leitor Nelson Souza
Com a competitividade que existe hoje no mercado brasileiro, com a influência do mercado externo e a globalização, muitas empresas tem desaparecido, ou não atingem seu consumidor final por alguns fatores que, talvez, ainda não foram observados pelos seus diretores ou proprietários. A maioria de seus consumidores hoje exigem, além da qualidade em seus produtos, o custo final de aquisição baixo, seja em bens de consumo ou serviços.
No entanto, algumas dessas empresas podem dizer: “nós reduzimos nosso custo, melhoramos a qualidade de nossos produtos e serviços e mesmo assim continuamos a brigar por um espaço maior que não conseguimos”. Aí entram algumas perguntas: Pararam para analisar a qualidade de seus profissionais? A sua área comercial procura cumprir as metas estabelecidas? Seus clientes estão sendo bem atendidos?
Alguns respondem essas perguntas afirmativamente, outras não conseguem responder simplesmente porque possuem, ou acham que possuem, tudo o que o mercado exige hoje para um bom atendimento.
Mas, afirmo que a maioria das empresas, hoje, querem consolidar sua marca e seus produtos e atingir o topo do mercado brasileiro, e para isso procuram os profissionais que façam esse trabalho de levar aos seus clientes os melhores produtos ou serviços com a competitividade exigida pelo mercado. Só que se esquecem de uma coisa muito importante: Estão dando condições desses profissionais os chamados, representantes comerciais, vendedores autônomos ou simplesmente vendedores de atingirem a sua própria satisfação e realização pessoal?
Clique em “Ler mais” para ver o texto completo.
O Talento e a Cultura Organizacional
Postado por Gustavo Periard em 24/07/2008
Categoria: Gestão e Liderança
Assim como qualquer pessoa toda empresa tem o seu jeito de ser, crenças e valores profundamente arraigados e normas que não estão escritas em nenhum lugar, mas que todos sabem que existem. Cultura organizacional é isso. Esse jeito de ser, essa personalidade que foi sendo construída no decorrer do tempo. A cultura influencia no modelo de gestão, no estilo da liderança, no grau de comprometimento da equipe. Veja como usar a cultura para melhorar a sua performance.
Decifre a cultura da sua empresa. Você já parou para pensar como as coisas realmente funcionam no seu local de trabalho? Preste atenção principalmente no estilo de liderança da alta administração. Como é a postura, grau de inovação, disposição para mudar? Podemos ir até mais fundo e ficar atentos ao modo de se vestir das pessoas, as instalações físicas, móveis e equipamentos, tudo isso nos dá uma idéia clara do grau de arrojo, modernidade ou formalidade que imperam na organização.
Adapte-se a cultura. Não gostar de alguma coisa e tentar mudar é normal, mas não gostar de nada não é nada saudável para a sua carreira. Perceba o quanto suas crenças e valores são compatíveis com os da empresa em que trabalha. Caso o seu jeito de ser literalmente não combine com os da empresa o melhor a fazer é buscar um novo rumo e não ficar sofrendo com o grau de incompatibilidade existente.
Apresente a cultura da empresa. Sempre divulgue as realizações da empresa, as políticas sociais e ecologicamente corretas, certificações de qualidade e prêmios conquistados. Faça com que seu cliente e equipe percebam que fazem parte de algo que realmente age para agregar valor à sociedade.
Estar disposto a conhecer e se adaptar a cultura da sua empresa, desde que não vá contra suas convicções e crenças, só pode fazer bem a sua carreira. No final das contas é sempre o jeito de ser, a personalidade de qualquer negócio que determina o seu sucesso ou fracasso.
Paulo Araújo
Site: www.pauloaraujo.com.br
E-mail: contato@pauloaraujo.com.br
Crie hábitos vencedores
Postado por Menegatti em 23/07/2008
Categoria: Carreiras
OUVIR é maior virtude das relações humanas…
Em um curso de liderança o professor pediu para que os alunos fizessem uma breve apresentação e dissesse às razões que o levaram a participar deste treinamento.
Quando chegou à quinta pessoa do grupo o professor pediu para que ele dissesse o que sua colega que acabara de se apresentar havia dito.
- AH? Foi o único som que saiu da sua boca. Ele estava tão ocupado pensando do que iria dizer a seu respeito na hora da sua apresentação que teve que pedir desculpas a sua colega, pois não havia escutado uma só palavra.
Então fui pesquisar o que interfere para que você ouça com atenção:
- Você está esperando para falar.
- Você está aborrecido
- Você está pensando em outro assunto
- Você pensa que sabe o que a outra pessoa vai dizer.
- Você está com pressa
- Você está zangado
- Você está cansado, com fome ou sede, sentindo calor ou frio.
Muitos líderes mesmo anunciando que as portas estão abertas não sabem ouvir e os subordinados em contrapartida deixam de expor seus sentimentos por medo do que poderá acontecer ou por receio de serem totalmente ignorados. “Meu chefe adora ouvir nossa opinião ele costuma sempre dizer. Nas nossas reuniões nossos funcionários entram com suas idéias e saem com as minhas”. Em resumo ele não ouviu nada.
Por que nos tornamos tão maus ouvintes? A grande falha ocorreu no sistema escolar, dando muita ênfase à ensinar, a ler e a escrever. O treinamento para ouvir vinha por forma de advertência: “preste atenção”, “ouçam”, “abram os ouvidos”. Ingressamos no mercado de trabalho lendo, escrevendo bem, sendo que a necessidade do mercado é três vezes maior de bons ouvintes.
Então o que podemos fazer para nos tornar bons ouvintes:
- Esteja atento e demonstre isso. Mantenha um bom contato visual, acenando com a cabeça.
- Preste atenção não só ao que é dito, mas também como é dito.
- Interprete o que as mensagens não verbais querem dizer.
- Não adianta só ouvir, mas entenda o que está sendo dito.
- Faça um resumo do que você ouviu, para checar se você entendeu a mensagem corretamente.
Na prática, aprender a ouvir requer paciência, disciplina e autocontrole, o que não é fácil. Mas, sabemos que a única maneira de mantermos pessoas ao nosso lado é ouvindo o que elas têm a dizer.
Acesse: www.menegatti.srv.br
A Crise Gerencial Brasileira
Postado por Carlos Hilsdorf em 21/07/2008
Categoria: Carreiras, Gestão e Liderança, Marketing, Planejamento
Vivemos no Brasil uma crônica crise gerencial cujos efeitos vêm se tornando cumulativos e extremamente visíveis nos dias atuais.
É fato comum professores, conferencistas e consultores receberem briefings sobre eventos e projetos de consultoria com a seguinte frase: “Preciso que vocês dêem uma chacoalhada na minha equipe…”
Basta aprofundar um pouco a conversa para perceber que os problemas não estão na equipe e sim, no estilo gerencial a que ela está submetida. É também bastante comum ouvirmos frases do estilo: “É preciso que “eles” (a equipe) percebam que os tempos mudaram…” E o que percebemos é que os tempos mudaram sim, mas a empresa e sobretudo, a mentalidade gerencial, não.
Quantas vezes valorosos treinamentos são estruturados pela equipe de RH e os gerentes de área (os que mais precisavam estar presentes) alegam que o treinamento é para a “sua” equipe e não para ele.
As empresas estão repletas de exemplos diários de erros oriundos de tarefas mal estruturadas. Mal estruturadas por quem: por profissionais anacrônicos, acomodados, que preferem defender seu emprego com base em um conservadorismo mantenedor da visão paternalista que seus superiores têm sob uma empresa que julgam saber administrar.
Diversas empresas obtém sucesso porque as equipes (as pontas) fazem muito bem o seu trabalho, arcando com os ônus de erros oriundos de seus superiores e permitindo que estes levem a fama pelas ações que verdadeiramente trouxeram resultados à organização.
Claro que não estamos falando da classe gerencial como um todo, existem muitas exceções. Mas seja sincero, quantas destas exceções você conhece e é capaz de listar?
Os MBAs explodem em progressão geométrica e a crise gerencial continua crônica, curioso, não?!
Recentemente fui contratado por uma grande multinacional que, preocupada com os detalhes importantes de sua convenção anual, arcou com os custos de uma reunião para aprofundamento do briefing. Eu aguardava uma efetiva participação da classe gerencial no sentido de substancializar os elementos do briefing mas o que encontrei foi um gigantesco encontro de vaidades, medos e conservadorismo. Ao invés de tratarmos sobre os pontos importantes a serem contemplados no projeto, ouvi longos discursos sobre quais os assuntos deveriam ser evitados na formatação, adivinhe: os mais importantes para repensar a realidade e o negócio.
Eu pergunto: “para que fazer uma reunião sobre o não-avanço da organização?”
Não é a toa que crescem no mercado consultores vazios. Quem não tem senso crítico não agrega valor, e também não questiona. E o não questionamento favorece a quem? Aos profissionais que defendem seu emprego, seu status e sua posição com todos os meios menos a competência que se espera deles por definição: gerentes existem para implantar mudanças!
Vivemos num universo de equipes de talento sufocadas por gerencias incompetentes. Alguém que não sabe lidar com pessoas e processos não pode ser um gerente; alguém que acredita que mudança é algo que ocorre a sua revelia e sem sua visceral participação, não serve para gerenciar processos e pessoas. Uma grande parte da classe gerencial está se defendendo muito e produzindo pouco. Está na hora da meritocracia sair do papel e ganhar o mundo real e, para nosso bem é bom que ela comece pela classe gerencial. Digo isto em nome de todo os profissionais altamente competentes que conheço em empresas engessadas por profissionais parasitários que não fazem jus ao seu cargo, remuneração e oportunidade. Se queremos mudar o Brasil e as empresas que aqui atuam, temos que começar mudando a classe à qual cabe a estruturação das tarefas que permitirão a mudança. O resto é discurso vazio e empresas não vivem de discursos, vivem de resultados.
* Carlos Hilsdorf
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