por João Pedro Silva

Estamos vivenciando um novo cenário econômico e precisamos nos atualizar para a nova administração mundial. Com países do velho mundo em crise e novas potências surgindo, percebemos claramente que os antigos conceitos (culturas Organizacionais) precisam ser revistos. Faço curso superior em administração de Empresas, portanto serei um Administrador em um futuro próximo e por vezes sinto necessidade de fazer disso um motivo de orgulho, porém boa parte do tempo me sinto solitário em uma área pouco produtiva, onde professores treinam seus alunos a fazerem uma boa gestão e a serem profissionais capazes de gerenciar de forma segura suas empresas. Não quero apenas ser um bom profissional, não quero aprender a ser um “bom gestor”, quero errar, criar e me tornar um gestor inovador, criativo e competitivo.

A nova conjuntura mundial necessita de profissionais inovadores capazes de criar novas culturas oraganizacionais, arriscar e, por fim, LIDERAR com maestria suas empresas, colocando-as em um lugar de destaque no mundo competitivo e acirrado que estamos vivendo hoje. Mas onde estão os professores capazes de gerar a inovação? Onde estão os profissionais ousados capazes de transformar pessoas em líderes? Se as empresas não os têm não será na academia que os teremos. Precisamos nos arriscar, criar, inovar e certamente errar agora que ainda temos tempo para isso. No futuro nos restará apenas seguir um modelo pré-estabelecido onde erros não serão tolerados e também não teremos tempo para criação e inovação.

Somos o futuro (ao menos queremos ser) das empresas, futuros profissionais que ao assumirmos a gestão do novo mercado, teremos um panorama desconhecido e ainda mais competitivo do que foram antes quando nossos acadêmicos (Professores) atuavam. Sendo assim, será que estamos preparados? Convido a todos os “pré-profissionais” a se engajarem com seu próprio futuro, para que possamos assumir nossas empresas e não assistirmos sentados repletos de conteúdo teórico (e pouca capacidade crítica) , trainees estrangeiros assumindo a gestão da nossa “casa”, nosso país.

Não quero ser apenas supervisor de uma gestão “gringa”, gerente sem autonomia criativa. Quero ser parte da empresa e deixar meu DNA se misturar ao da corporação onde irei trabalhar e que, quando for criado um novo produto ou uma nova estratégia, que eu veja um pouco da minha personalidade doada na própria criação.

Afinal qual será o nosso papel como administrador daqui para a frente?

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9 COMENTÁRIOS

  1. João, é muito saudável sua inquietude quanto a preocupação com o seu futuro como administrador. De querer inovar, ser líder, revolucionar. No nível de graduação em administração a dualidade academia/mercado deixa os estudantes sempre inquietos. São realidades diferentes, que se complementam. O que os alunos devem fazer, na minha opinião é: se desejar mundo corporativo, tentem ingressarem no mercado ao mesmo tempo que realizam o curso de administração. Será uma experiência muito enriquecedora, pois lhe proporcionará a aplicação direta dos conceitos aprendidos na sala de aula. Se desejar mundo acadêmico, aprofundem-se em análises críticas sobre os conceitos, métodos, técnicas do que foi, está e será estudado pela área de administração enquanto ciência social. Parabéns pela inquietude! Abraços!

  2. Os administradores do futuro entendo como àqueles que compreenderão porque inovam. Digo isto, pois muito provável que a geração Y se depare com o declínio de nosso sistema monetário internacional até o fim de suas vidas, incluindo aí conceber um modelo onde os recursos são gerenciados de forma que jamais vimos, novos e mais coerentes indicadores de sucesso de uma nação ou organização, tecnologias inteligentes e abundantes ferramentas disponíveis para os administradores do futuro.

    Esta profissão exigirá, junto a todos os profissionais da sociedade do conhecimento, uma capacidade impressionante de liderança, inteligência emocional e principalmente de estruturação do pensamento de forma precisa para lidar com altos níveis de especialização.

    Estou partindo do pressuposto de que o Administrador tenha o processo mental de inovação bem claro em seu DNA, que saiba executar plenamente esta capacidade. Segundo Vijay Govindarajan, as 500 maiores corporações globais têm recursos de sobra hoje, mas seus líderes não dominam os processos de inovação ainda porque são falhos para realizá-los com eficácia. Isto porque ainda estamos aprendendo, mas ao final desta geração isto será imprescindível.

    Penso que continuaremos solucionadores de problemas com técnicas e processos antes inconcebíveis. Para isso nada como aguardar 20 anos, uma boa dose de transpiração, Filosofia, Ciência e Espiritualidade para formar Administradores com 20 anos de experiência.

    Abraços e parabéns.

  3. Eu cheguei a acreditar que não existisse mais pessoas que pensam desta mandeira. Também sou estudante de administração e penso da mesma maneira, as vezes chego a creditar que a administração no Brasil está se tornando uma “república”, digo isso no sentido de que as coisas caminham devagar, sempre ali no break even point, não devemos ser assim. Somos muito criativos e temos a capacidade de ser melhores. Parabéns pela ideologia e pelo post, que você se mantenha firme nesses pensamentos, porque chegar lá assim, será um pouco difícil e você sabe do que estou falando.

    Grande abraço.

    André R.

  4. Cada um acaba encontrando seu caminho. O meu depois de trabalalhar em Mega Corporações e não se sentir realizado, foibusquei meu caminho, através do empreendedorismo. E viva a Administração Empresas Brasileira sim! Agora é nossa vez. Brasileiro é bom sim. Quer fazer diferente e mudar o mercado, monte seu negócio.

  5. A Administração no Brasil ainda é muito incipiente, embora atualmente tenha o maior número de formandos, a maioria das Instituições são incapazes de gerar profissionais transformadores. A função social do Administrador quase que passa despercebida pela grande maioria. Vemos universitários fazendo o curso apenas como forma de conseguir um emprego melhor e não pela razão de ser do Administrador. Juntamente a isso, as Instituições não criam líderes, não criam inovadores e a profissão acaba desvalorizada. Vemos, por exemplo, concursos como o Senado não exigir diploma em Administração para o cargo de Administrador. Espero que essa nova face da economia e o crescimento das empresas brasileiras traga consigo uma nova leva de Administradores transformadores dessa realidade atual.

  6. Sou tecnólogo em gestão da produção industrial, portanto, sou um profissional da área de administração, o que me orgulha muito como profissional, contribuir para o sucesso do meu empregador. Porém, me preocupa muito ver que poucas oportunidades de crescimento são ofertadas aos profissionais dessa área, o que é muito lamentável diante de um cenário altamente competitivo e mutável, o que sem dúvida exige doa administrador muito conhecimento e espirito inovador.

  7. Estamos em pleno século XXI e a educação continua sendo uma das questões centrais para o desenvolvimento do Brasil.
    A Administração do século XXI, deve ser vista como um campo do saber à procura de uma nova legitimidade. Temos que admitir que os conceitos da administração da era neoclássica, muitos deles, não valem mais para a era da informação. Os governantes e as instituições de ensino superior precisam investir em qualificação de professores para que então possam transmitir conhecimentos voltados a era da globalização.
    No Brasil ainda é muito aplicada por profissionais da administração filosofias e métodos mecanicistas, o que não é mais admissível nos dias de hoje.
    Na era contemporânea a demanda do mercado requer profissionais altamente qualificados, capazes de implementarem novos métodos de trabalho, novas culturas e novas filosofias administrativas.
    Na era contemporâne não há mais lugar para a administração tradicional.
    Nuito obrigado pela oportunidade de expor um pouco o meu ponto de vista sobre a administração no nosso país.

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