São Paulo – A oferta de ações da Petrobras (PETR3); (PETR4), a maior emissão da história de todo o mercado financeiro mundial, entra na reta final nesta quarta-feira (22). Termina hoje o prazo para os investidores e fundos de investimento interessados em participar da emissão reservarem seus pedidos de papéis da companhia. Os investidores têm direito a 20% das 4,7 bilhões de ações que configuram a oferta da estatal.

Para os que já eram acionistas e optaram pela oferta prioritária (com 80% das ações), a reserva terminou no dia 16 de setembro. O cronograma da capitalização avança com a definição do preço por ação na quinta-feira (23). Já na sexta, a oferta estreia na NYSE (bolsa de valores de Nova Iorque) com ações negociadas via ADS (American Depositary Shares). As novas ações da Petrobras serão finalmente negociadas na BM&FBovespa na próxima quarta-feira (27).

Tamanho da oferta

Próxima dos capítulos finais, a capitalização da petrolífera é o ponto alto do calendário do mercado financeiro nacional em 2010. As indefinições iniciais da oferta pesaram sobre as ações e geraram insegurança nos investidores até que um desenho mais claro das regras, principalmente no que concerne aos minoritários, fosse esboçado.

Ainda assim, a estatal é alvo de rumores de falta de demanda para a quantidade gigantesca de papéis que serão injetados no mercado.  A companhia deu sinais contrários sobre o apetite dos investidores ao decidir aumentar de 10% para 20% a proporção de ações prevista no lote adicional, inserindo mais 375,994 milhões de papéis na oferta.

Para a analista do UBS Lilyanna Yang, em relatório divulgado na terça-feira (21), o anúncio do aumento da captação não indica uma grande demanda dos investidores minoritários, mas pode revelar o apetite das instituições governamentais (BNDES, Caixa Econômica Federal e Fundo Soberano do Brasil).

Os novos números da gigantesca emissão de ações formam uma oferta inicial de 2,2 bilhões de ações ordinárias e 1,6 bilhões ações preferenciais, complementada por lote adicional de 752 milhões de ações, num total de 4,7 bilhões de papéis.

FONTE: Revista EXAME

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