Tudo sobre as Teorias X e Y de Douglas McGregor

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Hoje falaremos de um tema altamente ensinado nos cursos de Administração do Brasil inteiro, e que provoca algumas dúvidas e discussões por parte dos estudiosos: as Teorias X e Y. Dois conceitos antagônicos, criados pelo professor e economista americano Douglas McGregor, que norteiam as relações entre as empresas e seus trabalhadores. Auxiliando as demais teorias sobre liderança de pessoas em uma empresa.

Basicamente, estas teorias tratam de dois perfis de personalidade e comportamento de funcionários. Aspectos que muitas vezes os próprios indivíduos não percebem que possuem. Em uma das teorias, o funcionário é relaxado, preguiçoso e gosta pouco de trabalhar. Já na outra, o funcionário gosta das responsabilidades e a busca dentro da empresa. Adiante comentaremos, detalhadamente, cada uma delas. Fique ligado!

Tudo sobre as Teorias X e Y de Douglas McGregor

Teoria X

“O trabalho é em si mesmo desagradável para a maioria das pessoas.”

Nesta teoria, chamada por McGregor de “Hipótese da mediocridade das massas”, parte-se do pressuposto de que os trabalhadores possuem uma aversão nata à responsabilidade e às tarefas do trabalho, necessitando sempre de ordens superiores para render alguma coisa no trabalho. Estas ordens vêm sempre acompanhadas de punição, elogios, dinheiro, coação etc.; artifícios utilizados pelos gestores para tentar gerar um empenho maior do colaborador.

McGregor acreditava que as necessidades de ordem inferior dominavam as pessoas nesta Teoria. Assim, as organizações precisavam colocar a ênfase de sua gestão na satisfação dos fatores higiênicos dos trabalhadores, estudados na Teoria dos Dois Fatores de Herzberg.

Os princípios básicos da Teoria X são:

  • Um indivíduo comum, em situações comuns, evitará sempre que possível o trabalho;
  • Alguns indivíduos só trabalham sob forte pressão. Eles precisam ser forçados, controlados e às vezes ameaçados com punições severas para que se esforcem em cumprir os objetivos estabelecidos pela organização;
  • O ser humano ordinário é preguiçoso e prefere ser dirigido, evita as responsabilidades, tem ambições e, acima de tudo, deseja sua própria segurança.

Teoria Y

“O trabalho é tão natural como o lazer, se as condições forem favoráveis”.

Nesta teoria a coisa muda de figura. Aqui os trabalhadores são encarados como pessoas altamente competentes, responsáveis e criativas, que gostam de trabalhar e o fazem como diversão. Sendo necessário que as empresas proporcionem meios para que estas pessoas possam dar o seu melhor, com mais desafios, participações e influências na tomada de decisão. McGregor acreditava que as necessidades de ordem superior dominavam as pessoas nesta Teoria.

Os princípios básicos da Teoria Y são:

  • O esforço físico e mental empregado no trabalho é tão natural quanto o empregado em momentos de lazer;
  • O atingimento dos objetivos da organização está ligado às recompensas associadas e não ao controle rígido e às punições;
  • O indivíduo comum não só aceita a responsabilidade do trabalho, como também as procura.
  • Os indivíduos são criativos e inventivos, buscam sempre a solução para os problemas da empresa;
  • Os trabalhadores tem a capacidade de se auto-gerirem nas tarefas que visam atingir objetivos pessoais e estratégicos da organização. Sem a necessidade de ameaças ou punições;
  • O trabalhador normalmente não faz aquilo que não acredita. Por isso exige cada vez mais benefícios para compensar o incômodo de desempenhar uma função desagradável.
Desta forma, podemos perceber que na Teoria X o indivíduo é motivado pelo menor esforço, demandando um acompanhamento por parte do líder. Já na Teoria Y, as pessoas são motivadas pelo máximo esforço, demandando uma participação maior nas decisões e negociações inerentes ao seu trabalho.
Assim, finalizamos nosso post sobre as Teorias X e Y de Douglas McGregor. E aí, em qual destas duas teorias você se enquadra? E as pessoas que trabalham com você? Conte-nos sua experiência, comente, participe!

23 COMENTÁRIOS

  1. Hoje em dia, quem já está atuando no mercado de trabalho percebe que as características da geração Y citadas à cima já fazem parte de uma grande ‘massa’ de profissionais. Porém, vejo que muitas pessoas ainda se enquadram no perfil “antigo”, “X”, principalmente gestores de mais experiência e idade, aonde ocorre o desalinhamento de idéias e perda de capacidade produtiva. Deve haver uma conscientização por parte destes, que esta nova geração já é realidade, é mais agressiva e não se submete e se acomoda tão facilmente. Porém, é produtiva e até mesmo revolucionária, pois acredita que os objetivos profissionais e pessoais devem sempre estar alinhados.

    • Isso mesmo Thiago. Podemos perceber hoje que a Geração Y tem muito da Teoria Y de McGregor. Suas crenças dão conta de um ser proativo e propenso a desafios e responsabilidades, assim como os profissionais da Geração Y. Muito bem observado, obrigado pela contribuição.

      Um abraço!

  2. Muito interessante este artigo, inicialmente pensei que falaria das Gerações X e Y, mas na verdade trata de uma traço para os padrões de comportamento nas organizações. Imagino que se um gestor conseguir mapear sua equipe pelo comportamento ele poderá delegar melhor as funções dando mais responsabilidades para quem realmente as quer.

  3. [...] Antes do trabalho de Douglas McGregor sobre Gestão, empregados frequentemente eram tidos como preguiçosos e desmotivados. Como resultado, na sabedoria convencional, a gestão deve levar seus trabalhadores a serem engrenagens da máquina produtiva. McGregor revolucionou os recursos humanos pensando em dois jeitos que os gestores poderiam ver os empregados: A Teoria X assume que trabalhadores são inerentemente preguiçosos; a Teoria Y assume que eles são motivados por si mesmos. Enquanto não claramente ao lado da Teoria Y, McGregor parece inclinado à idéia de que a gestão deveria pôr o local de trabalho em condições de levar as pessoas não só a irem bem no trabalho, mas de querer fazê-lo bem. (Leia mais sobre a Teoria X e Y) [...]

  4. Vivo no meio de mutos ainda da geração X,e este artigo me ajudou a entende-los.Agora conhecendo as diferença entre X e Y vou poder trabalhar melhor com a minhas equipes.

  5. Seguindo estes conceitos analisamos as duas teorias nas organizações que convivemos. Desta forma analisando os fatos e buscando soluções para inverter este processo.
    Abraços

  6. acredito sim que muitas pessoas ainda se enquadram no conceito da teoria x, más creio também que tudo é uma questão de educação pois se tivessemos um acompanhamento melhor de nossas crianças, teriamos um futuro cheio de pessoas que se enquadrariam no conceito de “cabeça de obra” dentro de uma organização e não no velho conceito de “mão de obra”.

  7. O HOMEM NÃO PODE SER APENAS ANALISADO POR DUAS TEORIAS, NÃO ME DIVIRTO NO TRABALHO, MAS TAMBEM NÃO SOU TEORIA X. SEI DAS MINHAS RESPONSABILIDADES, E TENHO MATURIDADE SUFICIENTE PARA FAZER ESCOLHAS E EXECUTAR MINHAS OBRIGAÇÕES.

  8. Adorei esta página.

    Estou totalmente de acordo com vocês na questao que atualmente os jovens que estao no mercado de trabalho sao mais agressivos e têm idéias inovadoras.
    O problema que vejo ainda é que muitos empresários ainda nao deixam essas cabeças pensantes atuarem. Infelizmente ainda temos empresários que nao sabem delegar, simplesmente por falta de confiança e também para nao ter que sair do método que seguramente usa a muitos anos.
    Quero apenas adicionar este comentário porque vivo e trabalho na Espanha e já passei por isso.

  9. [...] Antes do trabalho de Douglas McGregor sobre Gestão, empregados frequentemente eram tidos como preguiçosos e desmotivados. Como resultado, na sabedoria convencional, a gestão deve levar seus trabalhadores a serem engrenagens da máquina produtiva. McGregor revolucionou os recursos humanos pensando em dois jeitos que os gestores poderiam ver os empregados: A Teoria X assume que trabalhadores são inerentemente preguiçosos; a Teoria Y assume que eles são motivados por si mesmos. Enquanto não claramente ao lado da Teoria Y, McGregor parece inclinado à idéia de que a gestão deveria pôr o local de trabalho em condições de levar as pessoas não só a irem bem no trabalho, mas de querer fazê-lo bem. (Leia mais sobre a Teoria X e Y) [...]

  10. é realmente vejo agora o montante de gente X nas empresas que falta no mercado de Y que possamos sempre buscar ser Y

  11. Bom dia!
    Infelizmente, na empresa onde trabalho, me incluo, a teoria X domina a esfera de trabalho. Não é a toa que a cada dia crescem as pressões para atingimento de metas. Acredito que pela cultura brasileira, seja complicado dar liberdades aos trabalhadores, assim como aos cidadãos, que não se comportam de maneira solidária e cooperativa. Pelo contrário, depredam e menosprezam o patrimônio de todos (inclusive seu).
    Um abraço e obrigado pela aula!

  12. Eu ainda não comecei a trabalhar, estou fazendo o ensino médio e curso técnico em administração, eu já sei como sou, e eu me identifiquei com a teoria y, pois eu sempre na minha vida escolar, estudei não por medo de castigo da minha mãe, ela nunca brigou comigo pra fazer lição ou trabalho, só umas raras vezes que estava insatisfeita, nervosa, com preguiça, doente…
    Mas eu sempre estudei motivada, por um objetivo, sonho de ser uma pessoa melhor, uma grande profissional, sendo reconhecida e ganhando bem.

  13. O que me incomoda é o fato de que muitas pessoas que se enquadra na categoria X as vezes tem mais oportunidades que o da Y, não encontramos nas maiorias das empresas gestão de pessoas que são capazes de identificar e valorizar o aspecto Y e deixa se enganar pela gabolice e puxa-saquismo do X e sendo o Y uma pessoa comprometida com a empresa e seus ideais fica as vezes sem o merecido valor, principalmente por não fazer aquilo que não acredita isso as vezes pode deixar um gestor mal formado frustado.

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